sexta-feira, 26 de junho de 2009

LENDAS E MITOS

LENDAS E MITOS


Quem na minha geração não terá ouvido os nossos pais ou avós contarem histórias de lobisomens e fadas que faziam parte do imaginário de gerações passadas. ?

Seria tudo fantasia ? Não sei.
Há uma lenda que se contava muito no Alentejo 


A Lenda da Costureirinha.
Segundo diversos testemunhos, ouvia-se perfeitamente o som de uma máquina de costura, a trabalhar.
O som trepidante da máquina podia provir de qualquer parte da casa. Era um som tão familiar que não metia medo a ninguém. "A costureirinha estava ali a trabalhar"
Mas quem era ela ?
Segundo a tradição era uma costureirinha que em vida, costumava trabalhar ao domingo, não respeitando o dia sagrado. Outros são da opinião que ela não cumpriu uma promessa feita a S.Francisco.
Por não cumprir com os seus deveres religiosos, fora condenada após a morte, a errar pelo mundo dos vivos durante algum tempo, para se redimir.
No fundo ela é uma alma penada que expia os seus pecados.pelo não cumprimento de promessas feitas a Deus ou a Santos.
Passaram tantos anos. Não sei se há ainda alguém que a ouça, ou terá terminado o seu castigo ?
Acreditem ou não, eu ouvi muitas vezes a costureirinha, tanto no Alentejo como no Algarve.

___________________________________________A_HISTORIA DO LOBISOMEM
Numa terra do concelho de Beja, havia um lobisomem, que se transformava sempre numa encruzilhada, ou seja(um cruzamento de quatro ruas ou travessas).
Numa noite, já a altas horas, numa dessas encruzilhadas, o lobisomem transformou-se num chibo.
Quando isto se passou, um outro homem ali passou e encontrou o chibo.
Quando o viu ,disse logo par com ele:
Vou levá-lo para casa.
Tirou o cinto das calças e colocou nas pernas do chibo para o poder levar às costas.Quando ia no caminho com o chibo às costas ele cada vez pesava mais. Não aguentando o peso, tirou-o das costas para ver o que se passava. O chibo, muito rapidamente, pregou-lhe valentes coices e fugiu.
No outro dia, no trabalho, passou por ele um rapaz da aldeia que tinha fama de ser lobisomem. E não era que o rapaz trazia à volta ada cintura, o cinto que tinha servido para amarrar o chibo na noite anterior.
(publicado por Eye)
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HISTÓRIA DO BRAZÃO DE BEJA
Beja também tem a sua lenda. E esta pretende justificar a razão porque se encontra no escudo da cidade a cabeça de um toiro.
Muito antes dos lusitanos,o local onde hoje se encontra a nobre cidade de Beja eram campos ubérrimos de pão que vemos hoje, era um compacto matagal, impossível em alguns pontos de ser penetrado pelo homem.
«E uma serpente, uma serpente monstro que tudo matava, tudo triturava, era a horrível preocupação do povo que habitava no local, que mais tarde, no tempos dos romanos,se havia de chamar Pax-Julia, depois do domínio árabe se chamou Buxú e presentemente se chama Beja.
Um ardil porém germinou no cérebro de um habitante dessa região: envenenar um toiro e deitá-lo para a floresta onde existia a tal serpente. O toiro foi envenenado e deitado para o local indicado.
A luta foi tremenda entre as duas feras, saindo vencedor o monstro serpente.
Mas...volvidos alguns dias, a serpente foi encontrada morta ao lado dos restos do toiro salvador.
A lenda tem sido transmitida de geração para geração e com certeza não deixará de ser contada enquanto a cabeça do toiro se mantiver no escudo de Beja.
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LENDA DA MANDORELHA

Casa das Heras (Cercal do Alentejo)

Existe ainda hoje a casa denominada a " Casa das Heras", que segundo se diz, antigamente funcionava como uma espécie de cativeiro. Tinha uma enorme porta em ferro e uma abertura para um outro lado onde, noutros tempos, existia uma espécie de queda de água revolta, e que hoje não passa de um pequeno curso de água calma.
Mas, a lenda diz-nos que uma rapariga foi presa da "Casa das Heras", tendo o seu pai lançado a chave para a queda de água, sendo este o sinal que a rapariga jamais sairia de lá com vida.
Nos primeiros tempos de cativeiro ouvia-se a rapariga cantar e via-se, pentear junto à abertura que dava para as águas revoltas e os campos verdejantes. Depois calou-se e não deu mais sinal de vida. Muitos anos depois alguém conseguiu entrar na casa e a única coisa que viu foi o chão gasto pela rapariga de tanto andar o mesmo percurso. Tentou então encontrar alguns vestígios da falecida,mas nada viu. E não se soube se ela escavou a sua própria cova ou se se atirou às águas.
Apenas se sabe que a partir daí, num certo dia do ano, a rapariga aparece à janela a pentear-se com um pente de ouro .
(do Cercal do Alentejo)
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ODEMIRA(lenda)
D.Afonso Henriques, a caminho das conquistas do Sul,passou por Odemira e quiz conquistala.Nesse tempo habitava o Castelo um alcaide mouro chamado Ode que tinha uma linda mulher, como acontece com todas as mouras das lendas.Quando o exército de D.Afonso Henriques chegou, a alcaidessa estava à janela do castelo.Aflita, a senhora chamou de imediato o marido e gritou: «Ode, mira» ! É de notar que a linda moura conhecia muito bem o verbo «mirar»....... de origem castelhana.
(Do livro : Livro Guia do Alentejo)
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ALJUSTREL
(lenda)
Quando construíram o templo a Nossa Senhora do Castelo,ninguém pensou incluir uma rocha,implantada ali perto, na estrutura da igreja.Acontecia que a obra nunca se concluía porque acabava por ruir. Resolveram fazer a construção da Igreja utilizando a pedra como alicerce e o edifício nunca mais ruiu: milagre de Nossa Senhora.
Faz parte desta lenda dizer-se que quem encostar o ouvido à pedra pode ouvir o barulho do mar e.se por acaso a rocha fosse arrancada, o mar entraria por aí e alagaria a vila de Aljustrel.
(Do livro : Livro Guia do Alentejo)
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ALMODÔVER
(lenda)
Junto à Ermida da Nossa Senhora da Encarnação existe uma capela da invocação a Nossa Senhora da Lapa. Cerca desta ainda hoje existe uma rocha que os habitantes chamavam milagrosa. Quando alguém tinha dores de cabeça, dava nove voltas à capela, sempre a rezar, e batia nove vezes com a cabeça na rocha para que a dor passasse, facto que criou na rocha uma cavidade com o formato de uma cabeça.
Do Livro : Livro Guia do Alentejo)
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ALMODÔVER
(lenda)
O Senhor Jesus do Calvário tinha fama de muito milagreiro. Um dia quiseram roubar o santo e vários cavaleiros dirigiram-se à vila, dispostos a trazerem a imagem, fosse como fosse.
Ao aproximarem-se de Almodôver, de noite, começou a cair um nevoeiro tão forte que os cavaleiros passaram ao lado da vila, não entraram e não levaram o Senhor Jesus do Calvário.A população, agradecida, fez uma grande procissão pelas ruas da vila, engalanadas com muitas flores. Ainda hoje esta imagem é muito venerada e conserva-se no mesmo local. Continua a ser objecto de culto e promessas.
(Do Livro: Livro Guia do Alentejo)
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ARRONCHES
Um pouco abaixo da confluência da Ribeira de Arronches e do Rio Caia, junto à Ponte de Santa Maria, existe uma pedra no meio do rio chamada Pedra da Moura. Nela está encantada uma princesa moura prometida em casamento pelo pai a um nobre, embora a princesa estivesse apaixonada por um príncipe que andava na guerra. O pai encantou-a na pedra.Todas as noites de S.João, a princesa senta-se na pedra a cantar canções dedicadas ao príncipe. Diz-se que quem passar nessa noite pela pedra também fica encantado.

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DOS ATOLEIROS
 Quando se deu a Batalha dos Atoleiros, um ribeiro que corria perto ficou vermelho com o sangue dos mortos em combate. Os soldados queriam beber e, não havendo mais água, foram obrigados a beber água desse ribeiro.Hoje chama-se Ribeiro das Águas Belas.  D. Nuno Alvares Pereira mandou pôr uma bilha no local para que nunca mais houvesse sede.
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SÃO TORPES
Lenda Sílvio Torpes, valido de Nero, terá sido convertido por São Paulo ao cristianismo e por isso martirizado. Foi flagelado,decapitado e o corpo metido numa jangada e lançado ao mar, no rio Arno, em Pisa, ju7ntamente com um galo e um cão. A lenda diz que o corpo atravessou o Mediterrâneo, parte do Atlântico e veio parar a Sines, à costa da Junqueira no ano 67 da nossa era. A lenda diz que a cabeça deu à praia portuguesa e o corpo foi parar a Saint Tropez, na Provença.
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LENDA DA VARA DE VASCO DA GAMA
Um rapaz chegou junto de Vasco da Gama e, em tom irónico, perguntou:« Vai então Vossa Mercê descobrir as Índias ?» Vasco da Gama irritado, pega numa vara e diz;-«É tão certo eu descobrir a Índia como esta vara florir.» Vasco da Gama chegou à Índia e a vara floriu.
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LENDA DA MOURA SALÚQUIA
Salúquia era uma linda filha do governador da região Abu Hassan e estava noiva de um jovem que fora nomeado alcaide do castelo pelo seu pai. Aguardava do alto de uma das torres o seu noivo, que tinha ido combater os cristãos. Estes, que avançavam sobre a povoação,fizeram uma emboscada ao jovem mouro, matando-o a ele e aos seus companheiros. Vestiram os seus trajes e com esta manha conseguiram que lhes abrissem a porta do castelo. Percebendo o logro, a bela Salúquia preferiu a morte a ser escrava e cativa dos cistãos e atirou-se da torre. Assim se explica, para alguns, a origem de Moura.
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LENDA (Santiago do Cacém)
Uma princesa bizantina chamada Bataça Lascaris fugiu do Mediterrâneo oriental ao comando de uma esquadra por ela armada. Desembarcou em Sines e atacou uma povoação islâmica governada por um senhor de nome Kassem. Combateu-o, derrotou-o e matou-o. Tomou o castelo no dia de Santiago, 25 de Julho. Por essa razão colocou à vila o nome de Santiago do Kassem.
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ALANDROAL
A tradição regista várias lendas sobre a Ermida da Nossa Senhora da Boa Nova. Uma delas conta que a filha de D.Afonso IV, casada com o rei de Castela, pediu ao pai que ajudasse o marido na guerra contra os mouros. D. Afonso disse que não mas, quando a princesa chegava perto de Terena, uns cavaleiros de seu pai vieram dar-lhe a noticia que o monarca tinha mudado de opinião e que ajudaria o marido..Aí, nesse lugar onde recebeu a «boa nova» a rainha mandou erigir uma ermida: Nossa Senhora da Boa Nova.
Uma outra versão da lenda conta que os mouros estavam a atacar Alandroal e fizeram-lhe cerco.A meio da noite fez-se dia e o exercito inimigo, surpreendido, permitiu que as tropas portuguesas o obrigassem a retirar. Tereia sido Nossa Senhora, depois chamada de Boa Nova, que mandou que se fizesse luz.Daí também o nome do rio Lucewfecire, que quer dizer «faça-se luz» ou « fez-se luz».
______________________________________________________                                ARRAIOLOS
Há uma lenda local que diz que existe uma passagem subterrânea secreta, entre o Castelo de Arraiolos e o Convento de Nossa Senhora da Assunção, o Covento dos Lóios. Serviria para encontros amorosos entre os senhores do castelo e as noviças do convento
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                   LENDA DA SEMPRE NOIVA (Arraiolos)
Uma princesa moura, lindíssima, apaixonou-se por um príncipe.Combinaram casar mas o rapaz foi para a guerra e as guerras demoravam anos e apenas ficaram noivos. Passados muitos anos, o príncipe voltou e foi procurar a noiva. Ela não apareceu mas contrataram casamento. No dia da boda, com todos os convidados presentes, a noiva apareceu com a cara tapada por um tapete. Não queria mostrar o quanto tinha envelhecido.
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LENDA DA NOSSA SENHORA DA LUZ
Quando Santo Adriano andava a guardar ovelhas, apareceu-lhe Nossa Senhora, em cima de uma azinheira, rodeada de anjos e de esplendor. Disse que era a Senhora da Luz padroeira da freguesia. O santo relatou o sucedido e logo construíram uma igreja com o altar-mor no sitio da sobreira onde a Nossa Senhora apareceu.
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LENDA EM VIANA DO ALENTEJO
Existe uma inscrição em latim na porta do Santuário que relata que,após a expulsão dos mouros, um lavrador arava o campo quando encontrou dentro de um pote de barro a imagem que de se vê no altar. Diz-se que a imagem foi descoberta por Martim Vaqueiro. Também se conta que esse homem tinha muitos bois e que vendeu alguns para ajudar na construção do Santuário. Um dia, à noite, quando foi contar os bois, tinha o mesmo numero, como se não tivesse vendido nenhum Foi milagre de Nossa Senhora. (do Livro-Guia do Alentejo)
______________________________________________________                                           NOUDAR
A lenda conta que dentro do Castelo de Noudar habita uma serpente enfeitada com um monho(penteado caracteristico de senhoras idosas), de trança na cabeça. A serpente é uma princesa moura encantada que apenas sai à noite.
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                                           ESTREMOZ
Não se sabe se houve povoação romana ou árabe no sítio de Estremoz. Uma lenda diz que um homem com delitos graves e fugidos da região de Castelo Branco acolheram-se debaixo de tremoceiros existentes num cabeço onde foi erigido mais tarde o actual castelo de Estremoz. Teriam pedido ao rei D.Afonso III que concedesse Foral à povoação e lhe desse o nome de Estremoz num reconhecimento à planta que os protegeu.
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                                         MONSARAZ
Um rei àrabe tinha uma filha chamada Alandra. Um dia,o filho do Conde do Monte Esporão chegou decidido a conquistar Monsaraz. Os dois jovens enamoraram-se, o rei árabe opôs-se e, em vez de consentir a união, preferiu matar a filha. Alandra, que ficou para sempre encantada no alandroeiro, ou alandro, ainda hoje vive na rua transversal em frente à Igreja Matriz,
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Existe em São Pedro do Corval uma rocha, chamada a Rocha dos Namorados, em forma de utero, conhecida também por Rocha de Casar, pelo facto de nela se praticar um ritual em que as raparigas solteitas se colocam num determinado ponto e, de costa, atiram com a mão esquerda pedras para cima da rocha; quantas forem as pedras que não ficam em cima da rocha, assim são os anos que faltam para se casarem.
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                               VIANA DO ALENTEJO

Existe uma inscrição em latim na porta do Santuário que relata que, após a expulsaão dos mouros, um lavrador arava o campo quando encontrou dentro de um pote de barro a imagem que se vê no altar.Diz-se que a imagem foi descoberta por Martim Vaqueiro. Também se conta que esse homem tinha muitos bois e que vendeu alguns para ajudar na construção do Santuário. Um dia à noite quando foi contar os boius, tinha o mesmo númerro, como se não tivesse vendido nenhum. Foi  milagre de Nossa Senhora.
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                                                ALTER_
O imperador romano Adriano teria vindo a Abelterium para apaziguar os focos de revoltas populares que grassavam contra o poder de Roma. O patrício da cidade, partidário da facção que defendia Roma, recebeu o Imperador e decretou 3 dias de festa.
É partindo desta lenda que se realiza em Alter do Chão o «Festival Romano».
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LENDA DA TORRE OU DE SANTA MARIA DE AGUIAR
Na região conta-se uma lenda envolvendo a torre, segundo a qual, à época das lutas dos cristãos contra os mouros, o senhor da torre foi emboscado e morto pelos mouros enquanto andava à caça. Um escudeiro salvou-se e correu para avisar à senhora,dama mu7ito piedosa, pedindo-lhe que fugisse, uma vez que os inimigos vinham para atacar a torre. A senhora com devoção, implorou a proteção de Santa Maria de Aguiar. A santa acudiu milagrosamente, fazendo surgir um cavalo alado junto a uma das janelas superiores, que a levou para um lugar seguro. O chefe dos mouros, que assistiu ao milagre, converteu-se ao cristianismo. A senhora ao falecer, legou todos os seus bens ao Convento de Santa Maria de Aguiar.
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         NOSSA SENHORA DA ENXARA                                        ( Campo Maior)
 Uma mulher lavava a roupa no rio com a sua filha.A rapariga desapareceu e regressou pouco depois com um brinco de ouro que disse ter-lhe sido dado por uma senhora muito bonita. A mãe não acreditou e pediu à filha para lhe mostrar a senhora. A mãe deparou com a imagem de uma Nossa Senhora em cima de uma pedra redonda. Espalhada a noticia,a população resolveu construir uma capela a Nossa Senhora da Enxara, na margerm do rio, Diz-se que quando não chovia, realizavam uma cerimónia na qual  os habitantes rezavam e atiravam a pedra onde se encontra a santa ao rio.Dava resultado, mas como a água era muita,por vezes invertiam o ritual para que parasse de chover. Nos últimos tempos de seca fizeream-se procissões pedindo chuva.
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Os habitantes de Marvão para não sucumbirem aos muçulmanos(SEc.VIII), refugiaram-se nas Astúrias, mas antes de partirem guardaram num sitio ermo uma imagem de Nossa Senhora. Mais de 4 seculos passados, durante a reconquista, voltaram os seus descendentes a Marvão e um pastor viu uma estrela no céu. Encaminhou-se e encontrou uma imagem de Nossa Senhora. Era a imagem que tinha sido guardada. Aí ergueram uma capela e um Convento Franciscano:Convento Nossa Senhora da Estrela, protectora do Castelo e de Marvão.
Numa noite, forças castelhanas comamdadas por 2 traidores aproximaram-se sorrateiramente do Castelo de Marvão, para o assaltar. Ouviu-se uma voz feminina na noite «Às armas!» A guarição tomou lugar e os castelhanos entraram em debandada. Tinha sido Nossa Senhora da Estrela a avisar. Por es s a razão lhe chamam «Vigilante Sentinela»

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                            LENDA VILA NOVA S.BENTO
Diz-nos  a história que se  estava em Dezembro de 1640, em plena guerra da Restauração, levada a cabo pelos portugueses para pôr fim ao domínio dos espanhois, que durava há 60 anos.
A campanha arrastou-se por 27 anos, tendo por palco principal o Alentejo, visto as suas planuras serem propicias  à acção da cavalaria, decisiva por essa época.
A lenda por sua vez, fala-nos de uma jovem da aldeia Fonte do Canto, enamorada de um rapaz de uma aldeia vizinha, Cabeço de Vaqueiros.
Como esta parceria não cor responder ao seu amor, a jovem acabou por aceitar o pedido de casamento dum soldado espanhol.
Em Maio, bebe o boi no redo do arado.
Sabendo do casamento, logo o jovem alentejano se apressou a declarar o seu amor e a prometer tudo fazer para se livrar dos espanhóis das duas aldeias
A jovem por seu lado invoca São Bento, para que lhe valesse em tão grande aflição, temendo pela vida do seu amado.
O espanhol, repudiado, chama mais tropas e a luta surge sem tréguas entre os combatentes rivais: de um lado, os soldados liderados pelo espanhol preterido, do outro, um grupo formado por todos  das duas aldeias, chefiados pelo jovem alentejano, unidos da mesma intenção: derrotar os espanhóis e libertar as aldeias da Fonte do Canto e de Cabeça de Vaqueiros.
A bravura dos portugueses conseguiu pôr em debandada as tropas espanholas.
Logo o pensamento das gentes se voltou pra S.Bento e a opinião era geral:"S.Bento tinha concedido um milagre"
Já o povo não quis separar as duas aldeias.
Que nome dar-lhe, então?Não era uma aldeia nova que nascia ? Pois esse seria o seu nome: Aldeia Nova a que acrescentaram "de S.Bento" em honra e agradecimento ao Santo
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                                                    SOUSEL
Uma tradição local diz estar Nuno Alvares Pereir a rezar antes de uma batalha com os castelhanos quando alguém veio junto de le dizendo que o inimigo se aproximava. O Condestável respondeu: «Ora sus a eles» o que quer dizer «Vamos e eles» . Os portugueses sairam vitoriosos. D.Nuno mandou erguer uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Orada e edificou junto a ela uma povoação. Da corrupção de «ora sus a eles» nasceu Sousel. Tudo isto se terá passado em 1397.Podemos perguntar: e então os documentos da Torre de Tombo que falam de Sousel nos alvores da monarquia ? E o foral de Estremoz, de 1285, que já mencionava Sousel? Lenda é Lenda e a realidade fica de fora !
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                              BARRANCOS
A lenda conta que dentro do Castelo de Noudar
havia uma serpente  enfeitada com um monho (penteado característico de senhoras idosas) de trança na cabeça. A serpente é uma princesa moura encantada que ape nas sai à noite.
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(do livro de Alfredo Saramago- Guia do Alentejo)

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