quinta-feira, 25 de junho de 2009

CURIOSIDADES DE TERRAS DO ALENTEJO


CURIOSIDADES DE TERRAS ALENTEJANAS
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                                                 BAIXO ALENTEJO            

Ao Baixo Alentejo pertencem os concelhos de:-

Aljustrel-Almodôver-Alvito-Barrancos-Beja-Castro Verde-Cuba-Ferreira do Alentejo-Mértola-Moura-Ourique-Serpa e Vidigueira
TERRAS REFERENCIADAS
Aljustrel -Corte Vicente Anes-Carregueiro-Messejana-Ervidel-Almodover-Santa Clara a Nova-Alvito-Vila Nova da Baronia-Barrancos-Beja-Trigaches-Beringel-Nª Srª das Neves-Santa Clara de Louredo-Cabeça Gorda-Penedo Gordo-Baleizão-Castro Verde-São Brissos-Casével-Entradas-Santa Barbara de Padrões-Ermida- Nª Sª de Aracelis-Cuba-Vila Ruiva-Vila Alva-Ferreira do Alentejo-Gasparões-Mertola-Moura-Vila da Amareleja-Safara-Santo Aleixo da Restauração-Sobral da Adiça-Ourique-Castro Cola-Funcheira-Aldeia Palheiros-Garvão-Santana da Serra-Panoias-Serpa-Vila Nova de S.Bento-Pias-Minas S.Domingos-Tapada Grande-Pomarão-Brinches-Vidigueira-Marmelar-Alcaria da Serra-Vila Frades-Pedrogão-Selmes-São Cucufate
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                                       ALJUSTREL
                                                     
ORIGEM DO NOME:- O primeiro nome conhecido de Aljustrel é Vipasca, povoação erguida nas imediações de uma mina com o nome de Netalum Vispacenis. O seu topónimo é derivado do latim Aljustreleum. Durante a ocupação islâmica recebeu o nome de Al-lustre.


A pesquisa arqueológica indica uma ocupação humana no sitio do Castelo de Aljustrel que remonta à Pré-história,cerca de 5000 anos antes da nossa era.A povoação fundou-se junto às Minas de Aljustrel , que se situam na denominada Faixa Piritosa Ibérica uma das maiores concentrações mundiais de jazigos de sulfuretos maciços. 

D.Afonso III outorgou Carta de Foral a Aljustrel em 1252 e


D.Manuuel Confirmou-o em 1510


 PRAZER DE OLHAR:-Circuito arqueológico da Mina, Igreja Matriz, Igreja da Misericórdia, Moinho de Malpique, Chaminés, igreja Nª Sª do Castelo, Ermida da Nª Sª do Castelo, Museu Municipal, Igreja Nª Sª da Assunção, etc.

PRAZER DE COMER
Gaspacho ou Vinagrada, Migas, Açordas, Cozido de Grão e de feijão, Ensopados, Sopas de tomate,  Cabrito

Aljustrel, juntamente com Castro Verde e Ourique faz parte de um roteiro denominado " O Campo Brando"

Localidades de Aljustrel:- Carregueiro- Corte de Vicente Anes- Estação de Caminho de Ferro - Focinho do Cão - Horta de S.Pedro - Monte da Manteira - Monte das Chuchilhas - Monte das Mesas - Monte das Pedras Brancas -  Monte dos Poços -  Monte do Vale dos Narizes - Monte Novo - Monte Ruas - Monte Tijolo - Prazo -  Quinta da Horta de S.João - Vale de Água - Zona Industrial
LOCALIZAÇÃO KM:-  Fica a 164  de Lisboa,  a 36 de Beja e 125 de Évora 
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CORTE VICENTE ANES
É uma tipica aldeia alentejana pertencente à freguesia de Aljustrel, da qual dista 6 kn.
Fica a 30 Km de Beja.
Embora a presença humana neste sitio seja pré-histórica(III Milénio A.C.,Idade do Cobre) como prova o tumulo megalitico descoberto em 1961, no Monte do Outeiro.

Provavelmente a sua fundação ascende ao periodo medieval
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CARREGUEIRO

Carregueiro fica a escassos kms de Aljustrel. A terra que nasceu junto à estação dos Caminhos de Ferro já não vê parar nem partir comboios. A estação encontra-se vazia. Não há quem parta em direcção a lado nenhum.                                                                                                                
«Eramos mais de uma mão cheia de comerciantes». Foi uma aldeia muito dinâmica. ´E uma terra agradável, pacata e onde todos se conhecem.  

                                                                             
O sustento de Casrregueiro é a mina de Aljustrel e a de Castro Verde.                                   
MONTE DOS POÇOS- instalou-se em Carregueiro                                                                     
O Agroturismo Monte dos Poços situado proximo da aldeia é uma das mais recentes unidades turisticas do Concelho de Aljustrel, e são muitas as actividades que o monte tem ao dispor dos clientes.(artigo na Internete)                                                                                     
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     MESSEJANA 

                                                  
(Concelho de Aljustrel)- Foi conquistada aos mouros em 1235 por D.Sancho II. D.Dinis elevou-a a concelho e doou-a à Ordem de Santiago com a obrigação de lhe restaurarem o Castelo.Teve Foral Novo de D.Manuel I.
O concelho foi extinto em 1835

PRAZER DE OLHAR:-Igreja Nª Sªdos Remédios, Igreja da Misericordia, a Torre do Relógio, o Palacete dos Morgados e um pequeno Museu Etnográfico.
LOCALIDADES DE MESSEJANA:- Aldeia de Elvas - Cerca do Corte Real - Escanchadas - Herdade Buena Madre - Monte Aguentinho - Monte Cerro -Monte Novo - Vale  Coelheiras.

Messejana chegou a ter onze igrejas, mas actualmente só existem 4.


(Almanaque Alentejano 1964):- A vila está ligada a um saliente facto histórico, do sec, passado,  pelas consequências políticas que dele advieram: a tomada de Lisboa pelo exército Liberal: pois foi ali que o Duque da Terceira, então conde de Vila Flor, reunindo o seu conselho de brigadeiros no dia 17 de Julho de 1833, resolveu levar a cabo aquela temerária empresa.


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     ERVIDEL

                                               

(Concelho de Aljustrel);-Quando estiver em Messejana faça um passeio até Ervidel e veja a Igreja Paroquial com vista sobre a albufeira do Roxo e admire a chaminé da Zorreira. Veja o Nucleo Rural de Ervidel no Museu de Aljustrel.Vale a pena ir à Mina da Juliana, uma antiga mina de ouro e cobre e espreite também a estação de caminho de ferro..



PRAZER DE OLHAR_. Capela de S. Pedro, as Adegas, a Necrópole de Ervidel da Idade do Bronze, Vila da Herdade do Pomar da Idade média.

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 ALMODÔVER
                                        

O concelho é composto pelas freguesias:-Aldeia dos Fernandes, Gomes Aires, Rosário, Santa Clara a Nova, Santa Cruz, São Barnabé, Senhora da Graça de Padrões.

ORIGEM DO NOME;
- Almodôver aparece pela primeira vez nos mapas da época muçulmana com o nome de Al-Madura, o que significa "coisa em redondo", ou "cercada em redondo".Foi de facto reedificada pelos árabes no séc VII e cercada de muralhas " em redondo"

Almodôver deverá ter sido conquistada pelos cavaleiros da Ordem de Santiago que a receberam para a defender, construir fortificações e povoar.
D.Dinis deu-lhe foral em 1285 e D.Manuel I deu-lhe Foral Novo em 1512


Em 1680, Frei José Evangelista mandou construir o Convento de São Francisco, onde pôs a funcionar o que se poderia chamar uma Universidade de Teologia.

PRAZER DE OLHAR
:-Janela Manuelina na Praça da República, Capelinha  do Senhor  Calvário, Igreja Matriz, Igreja da Misericórdia. Torre do Relógio, Igreja Paroquial do Rosário, Ponte Medieval e continue a percorrer as ruas de Almodôver e encontrará muito mais coisas de interesse entre elas  a Biblioteca Museu Severo Portela.
PRAZER DE COMER
Açorda,  Migas Alentejanas,    jantar de grão.., jantar de feijão.... feijão refugado....,Açorda de perdiz,.... sopa de peixe,.... sopa de batata,...ensopado de borrego...sopa de feijão com carne de porco...nógado....costas......aguardente de medronho.... etc. 
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                                 SANTA CLARA A NOVA                                                                                                                                                                                                                                       
                                      
(Concelho de Almodover)Visite o Museu Arqueológico e Etnográfico e o siti arqueológico ndas Mesas do Castelinho, da Idade do Ferro
PRAZER DE OLHAR:-Igreja de Santa Clara,Igreja Matriz de Santo Ildefonso. Chaminé(Villa) da época romana


Quando se passeia também tem que se comer por isso vou dar-vos umas receitas tradicionais de primeira classe:Açorda,migas alentejanas, sopa de feijão com carne de porco, ensopado de borrego( o meu prato preferido), sopa de peixe,  jantar de feijão, nógado, chibo e para auxiliar a digestão não esqueça uma aguardente de medronho(mas se for a guiar..tome cuidado)


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ALVITO
                                                       
ORIGEM DO NOME:- Duas opções para Alvito: 1ª- pode ter tido origem num villar, propriedade de um Alvito ou Alvites, nomes pessoais frequentes, 2ª -versão lendária: escapou-se um touro quando entrava para os curros antes de uma corrida. Muitos homens foram atras dela, mas só dois conseguiram trazer o touro preso por uma corda enquanto gritavam:  «, alvitre ,alvitre» (alvissaras). Assim nasceu o nome  desta vila.

Tipicamente manuelina, esta é uma vila que convida ao turismo aristocrático.Berço de Infantes, pousada de marquêses, Alvito foi também claustro de membros das Ordens dos Trinitários e dos Franciscanos.
As ruas desta vila, de casas brancas e modestas, são por vezes enrequecidas com belos portais de pedra trabalhada ao gosto dos Seculos XVI e XVII


Alvito teve ocupação humana desde épocas muito recuadas e os achados arqueologicos dão conta disso. Desde o Neolitico, Idades do Bronze e do Ferro até ao tempo romano. Têm sido encontradas moedas, lápides e ruinas de edificios.


Não se sabe ao certo quando foi conquistada, mas sabe-se que foi doada por D.Afonso III, cerca de 1250 a Estevão Enes, que a legou à Ordem da Trindade, que lhe concedeu carta de Foral, confirmada por D.Dinis em 1283.

Foi um concelho com forte desenvolvimento até aos Sec XVIII e XIX, sendo um dos principais centros politicos e económicos de todo o Alentejo. Desse tempo podem observar-se alguns monumentos representativos de um certo esplendor e da chamada arte manuelina de Alvito

PRAZER DE OLHAR:-Castelo(Sec.XV-XVI, Igreja Matriz Nª Sª da Assunção, Ermida de S.Sebastião, Ermida de Sª Luzia, Igreja de Santo Antonio, Torre do Relógio, Grutas de Alvito, Portais Manuelinos, Covento S.Francisco, Museu de Arte Sacra, Solar Palácio de Águas de Peixes etc, etc. Alvito tem muito para visitar.


PRAZER DE COMER Uma delicia gastronómica a não perder:-os deliciosos bolos folhados e bolos de mel, e as tradicionais receitas de Açorda de cação....migas....ensopado de borrego.....sopa de beldroegas...carrasquinhas....e sopa de feijão encarnado com catacuzes.
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  VILA NOVA DA BARONIA
                                  

(Concelho de Alvito)- Outrora Chamava.se Vila Nova de Alvito ou Vila Nova a par de Alvito e também Vila Nova a par de Viana. Tem o actual nome desde o Sec. XVIII

Povoação muito antiga com vestígios pré romanos, como a ponte romana.
Foi concelho  desde 1708 até 1836.

Vila Nova da Baronia é bela pelos seus monumentos. A Igreja Matriz, a Igreja Nossa Senhora da Conceição, a Igreja da Misericordia com os seus notáveis frescos, o Santuário de São Neutel e o Pelourinho conferem-lhe majestade.
O hospede mais ilustre de Vila Nova da Baronia terá sido D.João II
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  BARRANCOS 
                                                     
                                                          
ORIGEM DO NOME:-O nome vem dos barrancos onde foi edificada a vila  quando o concelho de Noudar começou a despovoar-se. Nos Barrancos havia mais acessibilidades, mais gente e mais casas. Barranco tambem é :barroca, carva,córrego,despenhadeiro, fosso, precepicio, ravina etc.

Barrancos tem vestigios de ocupação humana desde o 3º milénio A.C.

Há cerca de 200 nilhões de anos era ainda um oceano de águas pouc profundas, onde vivian organismos invertebrados há muito desaparecidos.
A  povoação e o castelo de Noudar estiveram na posse dos espanhois desde a Guerra da Restauração até à Guerra da Sucessão de Espanha.  Pelo tratado de Utrech, artigo V em 1715 Noudar e Barrancos  seriam restituidos a Portugal.
A vila de Noudar foi extinta em 1825, com a mudança da Sede para Barrancos.
Em 1896 o concelho de Barrancos é extinto e integrado no concelho de Moura


O dialecto Barranquenho mistura o português, o castelhano e o andaluz arcaico e revela uma forte e nitida influencia andaluza nas raizes culturais do seu povo.

Actualmente o barranquenho é leccionado nas escolas locais.

PRAZER DE OLHAR:- Igreja Paroquial de Barrancos, Fonte da Pipa
 e nicho, Moinhos de Água da Pipa.  
Não esquecer de atentamente ouvir falar barranquenho.

O PRAZER DE COMER
Migas à barraquenha...grão de bico com carne de poirco....caldo de peixe do rio...catalão....pinhonate....bolo podre....perronilha...presunto de porco preto, etc.

Barrancos, juntamente com Moura e Mourão de um percurso ornitológico numa das zonas mais importantes para observação de aves em Portugal
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                                                  BEJA
 ORIGEM DO NOME:-Os romanos chamaram-lhe Pax Julia (a paz de Julio Cesar).Os árabes chamaram-lhe Baju e depois Baja e finalmente Beja.


O concelho de Beja é composto pelas seguintes freguesias:- Albernoa, Baleizão, Beringel, Cabeça Gorda,Mombeja, Nª Sª das Neves, Quintos,Salvada,Salvador(Beja), Santa Clara de Loureiro, Santa Maria da Feira(Beja), Santa Vitória, Santiago Maior(Beja), S.Brissos,  São João Batista(Beja), São Matias, Trigaches,Trindade.   Cada fréguesia tem o seu orago



Sabe-se que Beja foi uma povoação celta, cerca de 4oo anos antes da nossa era, mas os vestígios arqueológicos encontrados vão desde o Paleolítico até ao período medieval cristão

Em 572 os visigodos instalaram-se em Beja, em virtude de os romanos terem de ir de volta para casa, e por terem considerado Beja uma das principais cidades do Ocidente,

Beja ficou sob o domínio árabe em 715 e foi entregue aos arabes do Egipto

A cidade entra em declínio a partir do Sec.XI,perdendo prestigio e confiança para outras  cidades, sobretudo Évora, e só ressurgio depois da fundação do ducado de Beja.

No reinado de D.Afonso III foram reedificadas as muralhas, sendo a imponente torre de menagem obra do seu filho D.Dinis. Tem cerca de 40 m de altura e quase 200 degraus. Nesta torre foi linchado o almirante Lançarote Pessanha.

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A história da Biblioteca Municipal
A historia remonta a muito antes da sua instalação  no moderno imóvel actual, revela-nos um percurso atribulado e andarilho que a levou apassar por diversos espaços da cidade.
Foi inaugurada a 21 de junho de 1874 pelo então presidente do Conselho de Ministros,Fontes Pereira de Melo que se encontrava de visita a Beja.
Instalada no antigo Colégio dos Jesuitas, transitou mais tarde para um imóvel camarário no Largo para  um imóvel camarário no Largo de Santa Maria. Depois ocupou o piso superior da Repartição de Finanças, na Praça da República e nos anos mais tarde instalou-se em parte do antigo Colégio do Sagrado Coração de Jesus., à Rua da Moeda. Passou ainda pelas instalações do Arquivo Histórico Distrital.
(Livro de Ouro-Portugal -Memorisas das Cidades-Diário Noticias)
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                      TEATRO PAX JULIA
A edição numero 296 do jornal O Bejense dava conta do início das obras de construção do Teatro Pax- Julia a 25 de Agosto de 1866.
No local onde hoje encontramos o cine teatro, erguia-se no sec. passado o hospicio de Santo de Santo António, construção gótica-manuelina, que tinha como finalidade a prestação de assistência pelas freiras do Convento da Conceição.
Em consequência da extinção das ordens religiosas no ano 1863, o edificio foi colocado em praça e adjudicado ao Visconde da Corte, em representação da sociedade Teatral Bejense.
O hospicio foi demolido e os trabalhos foram confiados a José Maria de Almeida Garcia Fidié. Só em 1928, por falta de recursos financeiros, a obra foi concluída.
A inauguração do Pax-Júlia teve lugar no dia 19 de Dezembro de 1928 com uma representação pela companhia teatral de Ilda Stichini.
Mais tarde os direitos de exploração do teatro fora cedidos à firma bejense Coelho Lª.
Em 1949 as condições de alguma deterioração e adaptação ao cinema motivaram novas obras. Os trabalhos da responsabilidade do arquitecto Luis Antonio Pessanha Moreira prolongaram-se por cerca de 3 anos.
OI Pax-Julia então já cine teatro foi inaugurado a 2 de Janeiro de 1952, sendo nessa altura entregue à empresa cinematográfica Sacil de Lisboa e posteriormente à Lusomundo.
(livro de Ouro-Portugal Memória das Cidades-Diário de Noticias)
------------------------------------------------------------------------------PRAZER DO OLHAR:- Castelo de Beja, Ermida de Santo André, Igreja da Misericordia de Beja, Igreja de Santa Maria, Palacio dos Maldonados, Pelourinho de Beja, Sé Catedral,Igreja Nossa Senhora da Conceição, Sala dos túmulos do Convento de S.Francisco de Beja, Arco Romano de Beja, Praça de Touros, Museu Regional Rainha D.Leonor,Museu Botânico, e muito mais há para olhar para Beja, com um saber olhar,

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À procura de Mariana Alcoforado-Solar da Rua do Touro- fica perto do Convento da Conceição. Foi aí que Mariana Alcoforado nasceu e viveu até aos 11 anos, altura em que entrou para o Convento e foi na Igreja de Santa Maria que Mariana se baptizou no dia 22 
de Abril 1640
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                              NO CONCELHO DE BEJA
Na Salvada vá ao café do mercado para comer caracóis, queijos de cabra, enchidos e bom pão. À ida ou à volta passe pela Cabeça Gorda.
Visite Baleizão e a sua Branca Igreja. Junto à estação de caminhos de ferro pode admirar as ruinas da Vila romana de Fonte dos Frades.

Em Santa Clara do Louredo, Penedo Gordo e Mombeja prove o bom queijo (é uma delicia)



NA GASTRNOMIA  há uma ementa vasta como: sopa de beldroegas, poejada com queijo fresco, sopa de feijão branco e bacalhau, sopa de tomate com curvina, entrecosto com migas, gaspacho `alentejana, ensopado de borrego ou porco, sopa de cação e mais e muito mais  coisas deliciosas que a gastronomia alentejana tem.




Por falar em coisas deliciosas, não esqueçam as especialidades da doçaria: Bolo rançoso, bolo de amendoa e gila, folhados, azevias alentejanas, trouxas de ovos da Conceição e tragam para o caminho de regresso um porco recheado (é loucura total e eu não sou muito guloso)

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A CONQUISTA DE BEJA AOS MOUROS

A Situação priviligiada do velho burgo,no pendor de um cerro bem fortificado,dominando vastos e ferteis campos de cultura, despertava o maior interesse dos primeiros reis de Portugal pela sua conquista, com o objectivo de alargarem o seu pequeno reino, à custa de territórios que, durante mais de 4 seculos permaneceram em poder dos mouros. As dissenções internas dos sarracenos por um lado, e, por outro, os repetidos e violentos ataques dos cristãos no deliberado propósito de destruição sob o impulso de um grande ódio politico-religioso, certamente muito haviam enfraquecido os moradores de Beja e desmantelado as suas fortificações.

Parece que esta cidade foi primeiramente conquistada por D.Afonso Henriques no ano 1159, mas foi efémera esta posse, porque, poucos meses depois, tornou às mãos dos infiéis. Na madrugada de 30 Novembro de 1162, a hoste portuguesa, formada por cavaleiros vilãos, e capitaneada pelo destemido Fernão Gonçalves, consegue tomar Beja, de assalto, mesmo em plena época invernosa. Nesse tempo, com uma população bastante diminuida pela fuga de numerosos dos seus habitantes, para lugares mais seguros e grande parte das habitações encontravam-se destruidas e as muralhas arruinadas, sendo, portanto, notória a falta de gente necessária para a sua defesa e para os treabalhos de reconstrução, os portugueses, que então a ocupavam, decidiram abandona-la no ano seguinte.Contudo, o dominio muçulmano só veio a restabelecer-se nela, anos depois.
Em 1176 ou 1177 à  gente portuguesa é possível reconquistá-la, mas, segundo consta, voltou à posse dos muçulmanos no ano 1184.  Ainda mais uma vez, em 1189,os esforçados portugueses se apoderam da cidade de Beja para a perderem novamente 2 anos depois.
Por fim, parece que o marterizado burgo ficou definitivamente a pertencer à Coroa Portuguesa entre os anos de 1232 e 1234, no reinado de D.Sancho II, encontrando-se então bem carecida de reconstrução e de repovoamentos imediatos.
Em memória de tão assinalado feito de armas foi mandado construir a ermida de Santo André, ainda hoje existente nos suburbios citadinos.
Situa-se neste periodo de lutas constantes e renhidas, o famoso episódio da morte de Gonçalo Mendes da Maia, cognominado o Lidador, fronteiro de Beja e valente guerreiro, que já nonagenário, morreu a batalhar vitoriosamente.
(do Almanaque Alentejano de 1964- pelo Dr.F.Valente Machado)

Para fazer a digestão, dê um passeio pelo Jardim Publico ou Jardim das Portas de Mertola ou vai paulatinamente percorrendo a parte histórica até ao Castelo  e suba a  magnifica Torre de Menagem, de onde desfrutará da beleza ímpar da paisagem Alentejana até quase ao infinito.


 Vá.... faça boa viagem e de certeza que ficara com uma grata recordação da capital do meu Concelho.

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                            GALO DE BEJA
                 Admirado por revista internacional
Portu-galo, a obra de arte criada em 2017 por Artur Bordalo, numa fachada de uma casa em Beja, situada próxima do Centro Unesco e do Pax Júlia Teatro Municipal, foi distinguida pela revista "Widewalls" que pretende ser o principal guia de arte moderna e contemporânea para os colecionistas.
A revista, suiça, considera o "galo" da cidade de Beja como um dos cinco murais mais bonitos concebidos durante este ano por um artista.
Diário do Alentejo de 29/12/2017
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_TRIGACHES

Foi uma freguesia do Concelho de Beja
Foi extinta em 2013 no ambito de uma reforma administrativa, tendo sido agrupada a Brissos, para formar uma nova freguesia denominada, União das Freguesias de Trigaches e São Brisos,  e tem a sua sede em Trigaches
A aldeia encontra-se a 3 km do aeroporto de Beja
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Um anónimo de Cuba fez um breve comentário  a esta  localidade que me deixou  curioso. Diz-me para corrigir Trigaches ,  
Agradeço com sinceridade os parabens que enviou, mas já agora gostaria de saber o porquê de "Brigaches". Terá alguma coisa  com a extinção da fréguesia ?

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Pelo renascimento da cal de Trigaches

A Camara de Beja planeia candidatar a atividade associada aos fornes de cal artesanal no concelho, nomeadamente na fréguesia de Trigaches, a Património Imaterial da Humanidade

"Boa cal, branca de Trigaches". Há muito que não se houve por esse Baixo Alentejo afora o pregão que anunciava a chegada do caleiro. O último terá soado nos anos 70, não se sabe quando ao certo, altura em que se estima que o negócio de cal envolvesse cerca de 40 pessoas nesta fréguesia do concelho de Beja............
Parte de um texto de Carla Ferreira -Diário do Alentejo


MAIOR AVIÃO COMERCIAL DO MUNDO
EM BEJA

D.Alentejo de 27/07/2018


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BERINGEL

Fica situada na margem esquerda do Rio Galego-Afluente do Sado.                                              
Dista 11 km da capital de Distrito - Beja                                                                                          
O seu primitivo nome foi Badanjam-nome árabe.                                                                         Existem muito vestigios da época romana.                                                                                   
Beringel teve 2 forais, um dado por D.Afonso III em 1202 e outro dado por D.Manuel I em 1519
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Nª SENHORA DAS NEVES
Concelho de Beja.




Nossa Sehora das Neves- Sede de Fréguesia, é consideradade uma aldeia «dormitório» da cidade de Beja que fica a escassos 5 km. Alguns que chegaram à aldeia  foram atraidos pelo preçosd das casas, nem sequer têm raizes na localidade.

A Festa da fréguesia é no 1º fim de semana de Setembro.
Se alguem souber um pouco da história desta aldeia, e quiser ter a amabilidade de me enviar, eu agradeço: Pode enviar para o meu email:        Ha1000kar@gmail.com

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CABEÇA GORDA


Freguesia situada a cerca de 12 km de Beja, com uma população de cerca de 1400 pessoasa.



Um parque  biológico, que "ajude a promover e preservar os recursos naturais da região " vai ser implementado no espaço do Perimetro  Florestal de Cabeça Gorda e Salvada.

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PENEDO GORDO

Aldeia situada a 5 km de Beja
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SANTA CLARA DE LOUREDO

A fréguesia foi termo do Concelho de Beja. O orago é Santa Clara.
Era Curadoria da apresentação do Arcebispo de Évora. Integra o distrito Administrativo e Eclisiástico de Beja

Quem quiser ter a amabilidade de me fornecer elementos historicos sobre esta fréguesia, eu agradeço. Pode enviar para o email :- Ha1000kar@gmail. com
          
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BALEIZÃO




Freguesia do Concelho de Beja.
 Catarina Eufémia foi morta a tiro em 19/5/54, no Monte do Olival, um lugar desta fréguesia.  
Dista 13 Km de Beja e situa-se entre esta cidade e Serpa. A fréguesia com elevado patrimónioi cultural e histórico, como por exemplo a Igreja Paroquial, a Ermida de S.Luis, a Igreja do Fidalgo, Monte Olival,  fortins, Quinta S.Pedro, moinhos de água e muitos vestigios arqueológico.
Numa visita não perca a açorda alentejana,as migas ou o ensopado de borrego   ou uma vinagrada para um saboroso almoço.                                                                                                            
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 CASTRO VERDE
                                    

ORIGEM DO NOME:-Povoação edificada em cima de um castro lusitano ou de povoamentos fotificados cerca de 2500 anos a.C

A localização seria numa zona verdejante e os romanos chamaram-lhe Castrum Veteris, que postesteriormente deu Castro Verde.

A vila está edificada cerca de um cabeço onde existiam as ruinas de um castro Lusitano, classificado como monumento Nacional.

Diz-se que aqui, no lugar de São Pedro das Cabeças, que terá ocurrido a Batalha de Ourique.  "Campos de Ourique" era o nome de uma vasta região que incluia Castro Verde e a batalha passou à história com o nome dos  «campos». Foram encontradas muitas ossadas e muitas caveiras separadas dos corpos, o que alguns explicam como uma vingança de D.Afonso Henriques para com os mouros.

Castro Verde não deve ter tido grande importância até D.Manuel I lhe ter dado Carta de Foral. Até essa altura estava dependente de Ourique.

A região é composta por extensas zonas de colinas referidas como uma peneplanicie que varia em altitude de 100-300 m acima do nivel do mar.
Castro Verde é uma lindissima e histórica Vila Alentejana Sede de Concelho, situada no coração do chamado "Campo.Branco" por entre as planicies do Alentejo que encostam à Serra do Caldeirão.

PRAZER DE OLHAR:- Igreja Matriz, também conhecida como Basilica Real.É um templo de uma só nave, revestido a azulejos setecentistas policromados com um friso de azulejos historiados que representam a Batalha de Ourique..Estão datados de 1713, a Igreja das Chagas considerada Monumento Nacional, cujo templo primitivo terá sido fundado por D.Afonso Henriques. O local seria o da casa do ermitão que lhe anunciou a aparição de Cristo. 

Pode ainda visitar a Ermida de São Pedro das Cabeças, a Ermida se São Sebastião , a Igreja da Misericordia, o Castro de Castro Verde, o Pelourinho,  a Casa de Alvaro Romano Colaço,  o Museu da Lucerna, o Moinho de Vento,  o Tesouro da Basilica Real, etc.


Se gosta de arqueologia, visite do periodo Neolitico Borrinchachos(Povoado)


PRAZER DE COMER Passei por Castro Verde mas depois vá comer uma deliciosa Cabeça de carneiro  assada, ou umas  migas, ensopado de borrego, sopas de pão, uns queijinhos de ovelha ou cabra, umas queijadas de requeijão, popias brancas, e verá que gosta.  No Alentejo é tudo bom!!!!!!!!!!!!!!!!!

CASTRO VERDE fica  a 180 km de Lisboa,  a 80 do Algarve, a 53 do Aeroporto de Beja,  e a 100 de Faro.


Gostei do passeio que dei por Castro Verde. 


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No dia 14 de Junho 2017,  a Castro Verde  foi-lhe atribuida a distinção como Reserva da Biosfera da Unesco.

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SÂO BRISSOS

Foi uma freguesia do Concelho de Beja. Foi extinta em 2013, tendo sido agregada à Fréguesia de Trigaches, para formar uma nova freguesia denominada União das freguesias de Trigaches e São Brissos e tem a sua sede em Trigaches.

Quem me quizer facultar alguns dados historicos sobre esta freguesia, eu agradeço.
Pode faze-lo para  o email :-Ha1000kar@gmail.com
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CASÉVEL
  
                                                   
(Concelho de Castro Verde):-Uma pequena aldeia com Igreja Matriz, Torre do Relógio, ruinas da capela da Misericordia e  Cabeça de São Fabião.
Cabeça de São Fabião é um relicário, peça de ourivesaria francesa, em tamanho real, inteiramente feita de prata.. A cabeça contem no interior um cranio humano que a tradição diz ser de São Fabião, papa e martir



A cerca de 12 km da Sede de Concelho, Casével encontra-se "no alto de uma chapada" muito perto da estrada que segue para Ourique.

Casével é a menos povoada fréguesia do Concelho.
É vila e foi sede de concelho, formado poor uma freguesia, entre 1510 e 1836.Pertenceu ao extinto municipi de Messejana entre 1836 e 1855. Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à fréguesia de Castro Verde, para formar uma nova freguesia denominada União das Fréguesias de Castro Verde e Casével com a sede em Castro Verde. Dista cerca de 10 Km de Castro Verde.Recebeu foral de D. Manuel I a 20 de Setembro de 1510 e foi Sede de Concelho até 1836, altura em que passou a pertencer ao Concelho de Messejana. Só a 24 Outubro de 1855 foi incluida no concelho de Castreo Verde.


Ao nível do património artistico, São João Batista de Casével, possui uma peça única de ourivesaria com mais de 800 anos, a célebre cabeça-relicário de S.Fabião. É uma cabeça em tamanho natural, toda em prata, contendo no seu interior um crãnio humano que se «diz» ser do papa e mártir do Cristianismo, S.Fabião. Reza a história que esta relíquia veio para Portugal no Sec.XIII pela mão da princesa D.Vataca Lascaris. A peça pode ser apreciada na exposição do Tesouro da Basílica Real de Castro Verde.
Em Casével existe uma boa oportunidade de contactar com o canmte alentejano e a gente que lhe dá voz, graças à Associação de Cante Alentejano "Vozes das Terras Brancas" que dinamiza os grupos culturais "Vozes de Casével" e "Antigas Mondadeiras"
Localidade harmoniosamente encaixada na paisagem.

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      ENTRADAS

                                                      
(Concelho de Castro Verde):- A feguesia de Entradas é citada pela primeira vez em 1220. Nas inquisições dá-se o nome de de "entradas" às pensões que se pagavam. Terá vindo daí o nome.
Outra versão para o nome: D. Afonso Henriques chega e pergunta se está muito longe de Ourique e dos Campos de Ourique. Rrespondem: a partir daqui são já os Campos de Ourique. O rei respondeu: isto passa a chamar-se Entradas dos Campos de Ourique.


Pertenceu ao mestrado de Santiago e teve Foral de D.Manuel I em 1512. A historia desta freguesia a épocas pre-históricas. Será dessa época o célebre Castelo de Montel.
Tem uma Igreja Matriz de 1745, dedicada a Santiago Maior
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                         SANTA BARBARA DE PADRÕES


Concelho de Castro Verde:-O nome da freguesia deriva da existência de marcos miliares pertencentes à via militar romana que, vinda de Mertola, passava por Santa Barbara, a caminho de Mérida. Um grupo arquelogico que fez investigação em Santa Barbara concluiu que a aldeia que a aldeia tinha sido um ponto de fixação humana no periodo megalitico.Durante essas escavações foram encontradas centenas de lucernas romanas datadas do Sec-I da nossa era. É uma das maiores colecções de lucernas de todo o mundo.
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                 ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE ARACELIS


(Concelho de Castro Verde):- É uma das Ermidas mais deslumbrantes de todo o Alentejo. É um local de peregrinação ancestral-

Aracelis significa "altar dos Ceus". Daí é possível ver cada uma das suas 6 irmãs: a ermida dos Remédios em Alcaria, a de Cola em Ourique, a de Guadalupe em Serpa, a do Castelo em Aljustrel, a da Saúde em Martim Longo e a da Piedade em Loulé.
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  CUBA

                                                                                                            
Concelho de Cuba:-É composto pelas seguintes fréguesias-Faro do Alentejo, Vila Alva, Vila Ruiva.
ORIGEM DO NOME:-Duas versões- a 1º refere que após a conquista aos árabes no tempo de D.Sancho II, teria sido encontrada grande quantidade de cubas para guardar vinho. Daí o nome. A segunda versão diz que a origem do topónimo é muito anterior à Reconquista e deriva do àrabe Coba, diminuitivo de  "torre".

Existem registos arqueológicos que provam a existência de uma civilização megalitica cerca de 3000 antes da nossa era.
Da época romana abundam os vestígios,desde a ponte sobre a ribeira de Odivelas, a represa de Vila Ruiva, vilas rusticas da Panasqueira e do Monte do Outeiro.
Os registos que referem a existência de Cuba são do Sec. XIII, quando a povoação pertencia ao concelho de Beja.

A vila foi criada em 1782

PRAZER DE OLHAR:-Igreja de S.Vicente, antiga casa do escritor Fialho de Almeida, Chafariz da Fonte dos Leões, Alminhas, Monte do Outeiro, Ermida de S.Pedro, várias mansões e casas senhoriais dos sec XVIII e XIX, Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo -Sec-XVII, Ermida de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, Museu do Tesouro, Insectozoo (Museu de Insectos Sociais),  etc.
ROTA DO FRESCO DE CUBA:- Consiste num sistema de visitas a uma selecção de exemplares de pintura mural das capelas, ermidas e igrejas com o intuito de divulgar, preservar e revitalizar esse património integrado.

O LINGUAJAR DA CUBA
Em Cuba há diferentes maneiras de dizer as coisas. Li ,salvo erro na internete, uma recolha feita , à qual achei bastante piada e que vos vou dar alguns dos muitos exemplos que existem:

A um cãozinho chamam canito,  a uma mãozinha- manita,  a um pãozinho - panito, 

A forma geral no gerundio também é muito usada:- estou comendo, estou falando, estou trabalhando etc.
A substituição do pronome "eu" por mim, é também muito usada: para eu comer -pra mim comer;   para eu deitar fora-  pra mim aventar.
Os tempos verbais onde se junta o pronome é outra curiosidade do linguajar de Cuba:
Come-a- comeza; veste-a - vesteza: apanha-a - apanhaza: leva-o - lavazo: tem-lo -tenzio,  tra-la -trazia;  fi-la- fizio

Entre outras curiosidades há muitas frases que achei muita piada, mas apenas dou 3 exemplos:

Homem que é homem, não come mel..terrinca abelhas
Valha-me a pichinha do Menino Jesus
Também sou filho de 4 nádegas

Isto são apenas, alguns dos exemplos do Linguajar da Cuba. Há uma recolha feita onde constam talvez uns milhares de termos que merecem que sejam referenciados. 
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                                        VILA RUIVA                                    

              
                                 (Concelho de Cuba):-foi vila e sede de concelho até ao inicio do Sec.XIX Pertenceu ao Real Mosteiro da Conceição de Beja. Tem uma bonita Igreja Matriz. Ostenta uma ponte romana sobre a ribeira de Odivelas, também chamada Ponte de Vila Ruiva, e uma barragem também romana, conhecida como Barragem de Nossa Senhora da Represa.
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       VILA ALVA
                                                                                                      
(Concelho de Cuba)

Foi vila e sede de concelho até 1836 quando foi anexada ao Concelho de Vila de Frades, entretanto também suprimida em 1854 ano em que passou a pertencer a Cuba, enquanto Vila Frades passou a pertencer ao Concelho da Vidigueira.

Vila Alva impõe-se pela sua beleza e hospitalidade. As ruas limpas e a paisagem serena convidam muitos a comprarem casa por estas paragens.

As igrejas são bonitas e abundantes para uma pequena terra.
Vila Alva , terra de condes, já foi lugar com população bem mais numerosa.

A escassos quilómetros avista-se a Barragem do Alvito, onde é possível andar de canoa, velejar, fazer windsurf ou pescar. As infra estruturas são fracas.


:- Tem como Orago Nª Sª da Visitação, e merecem uma visita os seguintes locais: antas, adegas rústicas, Igreja Matriz, Museu da Misericordia, Igrejas de São João e de Santo António.

Quando o apetite bater à porta não exite:- Codornizes à Fialho de Almeida, e como sobremesa qualquer um dos tradicionais doces alentejanos.
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                                 FERREIRA DO ALENTEJO                                         
                
Concelho composto pelas seguintes freguesias: Alfundão, Canhestros, figueira de Cavaleiros, Odivelas, Peroguarda

ORIGEM DO NOME
:- Na região da actual Ferreira do Alentejo existiu uma cidade romana chamada Singa. Com a invasão bárbara foi atacada, mas a valentia de uma mulher deteve-os. A mulher era casada com um ferreiroa ,por isso chamavam-lhe Ferreira. Ela teria defendido a porta do castelo com 2 malhos. A terra tomou o nome da mulher valente.

Trata-se de uma lenda mas o brasão de Ferreira do Alentejo ostenta uma mulher com um malho em cada mão.

Dos mouros ficaram como testemunho as construções de corpo cúbico com cobertura cupular- Kubba- que se podem encontrar em Vilas Boas, São Vicente e São Sebastião.
O território foi conquistada aos mouros em 1233 e foi doado no ano seguinte à Ordem de Santiago.
O castelo desapareceu completamente e estava situado junto ao actual cemitério público
D.Manuel concedeu Foral à Vila em 1516 e D.Sebastião confirmou-o.

Ferreira do Alentejo tem uma Igreja Matriz que é considerada uma das mais belas do Alentejo e uma imagem, dizem de fonte segura, que terá acompanhado Vasco da Gama quando descobriu o caminho maritimo para a India. A imagem pertencia a Cristovam Estribeiro, que acompanhou o navegador,
O PRAZER DE OLHAR:- Capela do Calvário, Igreja Matriz, Misericórdia,  Casa na Rua do Visconde de Ferreira do Alentejo. Moradia D. Diogo Maldonado Passanha, antigo Palacete de João Carlos Infante Passanha, Ermida S.Sebastiião, Museu Ferreira do Alentejo. etc-
O PRAZER DE COMER
Nas receitas tradicionais temos a Sopa de Beldroegas, Açorda de alho, açorda de pombo, sopa de cação, borrego à pastora, sopa de tomate, pezinhos de coentrada, cozido à Alentejana. e muito mais.
Na doçaria temos os Ferreirenses (bolos de amendoa e gila) e Filhoses Flor.
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GASPARÕES

Aldeia do Concelho de Ferreira do Alentejo. Possui um centro recreativo construido pela própria população.
A aldeia é conhecida pela sua envolvente agricola e pela vasta região de caça.                                            
Quem souber alguns elementos históricos sobre esta freguesia e me quiser facultar, eu agradeço.
Pode mandar para o meu email:Ha1000kar@gmail.com
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_MERTOLA 

 Fazem partete do Concelho as freguesias:-Alcaria Ruiva, Corte do Pinto, Espirito Santo,Mértola,Santana de Cambas, São João dos Caldeireiros,S,Miguel do Pinheiro, São Pedro de Solis, e São Sebastião dos Carros.

ORIGEM DO NOM
E: inumeras possibilidades: Mirtilis,(fenicios) ; Myrtilis(romana) ; Mirtilys Julia «ou Nova Tiro, por aqui se homiziaram fenicios fugidos a Alexandre Magno...»; Martula ; Mirtolah; Munt Agût, do arabe

Diferentes grafias que evidenciam diversos povos e diversas civilizções

Mertola foi conquistada em 1238 e logo doada à Ordem de Santiago de Espada, que fez dela a sua sede(Capitulo) em Portugal.

O primeiro Foral foi concedido a Mertola em 1250, por D.Afonso III, confirmado por D.Dinis em 1287
O comercio com o Mediterraneo perdeu fulgor e a vila definhou.. D. Manuel I, em 1512 concedeu-lhe Foral Novo, mas a vila há muito que tinha entrado em declínio.
No final do Sec.XIX, com a deswcoberta do filão mineiro de S.Domingos, o concelho anima-se e entra numa relativa prosperidade.
A exploração mineira decresce, e na decada dos anos sessenta do Sec.XX o concelho de Mertola perde mais de 50 % da sua população.

PRAZER DE OLHAR:-Castelo de Mertola, Igreja Matriz de Mertola, Ponte de Mertola sobre o Guadiana, Campo arqueológico de Mertola; Ermida Nª Sª das Neves;  Torre do Rio; Museu da Água e Museu de Mertola.

PRAZER DE COMER Uma sopinha de peixe do rio(muge, lampreia, achigã, saboga), ou um ensopado de enguia, ou um cozido de grão à alentejana ou migas de pão, ou uma cabeça de borrego assada, podem por os estomagos em ordem num momento de pausa,
                                      
---------------------------------------------------------------------- MESQUITA DE MERTOLA
É a unica existente em território nacional ainda reconhecível como tal na sua velumetria e elementos decorativos.
Apesar da sua adaptação a templo cristão.chegaram até nós quartos portas de arco ultrapassado(em ferradura) com o seu alfis, o mirab e o compartimento do minbar. O mirhab ainda apresenta uma decoração esculpida em gesso cuja policromia já desapareceu. O compartimento do minbar ladeia o mirahb e guardava o púlpito movel necessário à litorgia muçulmana.
Pensa-se que a construção ou profunda reparação da mesquita deve datar de finais do Sec.XII, durante a dinastia almohade.

Artigo de O Melhor do Alentejo-Turismo de Portugal
25/03/2015
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MERTOLA RECONHECIDA COMO BEM INDICATIVO DE PORTUGAL A PATRIMÓNIO MUNDIAL
A Vila que é um museu que não se encerra em quatro paredes.


Os trabalhos e a investigação arqueológica que decorrem em Mértola desde os anos 70 têm deixado a descoberto uma série de valores patrimoniais determinantes para se perceber a história desta que, em tempos, foi uma cidade portuária, e quw actualmente é apelidada de Vila Museu.Mas também para ajudar a contar a história da região, do País.
O reconhecimento deste património chegou agora, com a inclusão do bem "Mértola" que se centra no centro histórico e na importância do rio Guadiana como fator determinante para o resultado deste encontro de culturas,na lista indicativa de Portugal à classificação de Património Mundial pela Unesco.
Uma primeira meta alcançada, num trajeto que se pretende ainda maior.O caminho que se quer percorrer agora é o da inscrição de Mértola como património da humanidade.

Tema de Capa-Diário do Alentejo 10/06/2016
Texto de Bruna Soares 
Foto de José Ferrolho
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_MOURA
      
                                                            
O concelho é composto pelas freguesias de Amareleja, Póvoa de S.Miguel, Safara, Santo Agostinho(Moura) Santo Aleixo da Restauração, Santo Amador, São João Batista(Moura) e Sobral da Adiça.
ORIGEM DO NOME:- A lenda fala de uma princesa moura, Salúquia, que se atirou do alto da torra da Saluquia, hoje em ruinas, para não ser presa pelos crisãos que iam invadir a região em 1232


PRAZER DE OLHAR:-Convento da Tomina, Igreja Matriz, Lagara de Varas, Castelo e Convento das Freiras Dominicanas, Mouraria de Moura, Antas da Herdade da Negrita, etc.

Tem-se como certo que a primeira ocupação humana de Moura remonta a um castro da Idade do Ferro sucessivamente ocupado por romanos, visigodos e mulçumanos. Foi sob o dominio mouro que esta terra foi capital da provincia de Al-Manijah.

A povoação foi conquistada em 1166 e recebeu Carta  de Foral em 1171, por D.Afonso Henriques. Este Foral foi confirmado em 1217 por D.Afonso II.
Moura só foi definitivammente portuguesa a partir de 1232.

Moura esteve ocupada durante a Guerra de Sucessão de Espanha e fizeram-se explodir as muralhas, danificando parte da Torre de Salúquia. Durante o terramoto de 1755  Moura
sofreu danos.
O Castelo de Moura, incluindo as ruinas do Convento das Freiras Dominicanas e a Igreja anexa estão classificadas como imóveis de Interesse Público.
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                                 AGUAS DE MOURA

UMA CURIOSIDADE
O maior sobreiro do Mundo

Chama-se "assobiador" e é o maior sobreiro do Mundo, e encontra-se em Águas de Moura. Pesará cerca de 120 toneladas, dando origem à extração de,aproximadamente, uma tonelada de cortiça por colheita, cortiça suficiente para fazer 100 mil rolhas  para garrafas. 
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        VILA DA AMARELEJA
                                                                           
(Concelho de Moura) Dizem que o nome tem a ver com a abundância de flores amarelas no sitio da povoação.
Os primeiros povoadores, pastores de Castelo Branco chamaram-lhe « Campo das Amarelas»
Há sinais de ocupações antigas, como antas, cromeleques, machados de silex, pinturas rupestes, sepulturas da Idade do Bronze . Os vestigios romanos são os mais abudantes desde a vila até ao rio Ardila.
Amareleja consta dos censos de D.João III. Alguns documentos chamam-lhe «Mareleja»
Sofreu invasão e destruição na Guerra da Restauração. Também sofreu com o terramoto de 1755.
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SAFARA
                                                        
                                              
(Concelho de Moura):- A sua formação é da Idade do Ferro. Os romanos também deixaram marcas. O topónimo Safara é Árabe e foi assim designado devido à sua localização na planicie. Safara em árabe quer dizer campina.
O PRAZER DE OLHAR:-Capela de Santana, SecXVIII, a Cruz de Nurteira Sec.XVII, Castelo Velho de Safara, Idade do Ferro,a ponte romana, a Igreja Matriz, o Castro e os moinhos de água.

É uma pequena aldeia do concelho de Moura onde, além da arquitectura popular, se encontra produtos artesanais como cestarias, cadeiras de buinho e tradicionais queijos de cabra, confeiccionados em rouparias.
Aqui as casas brancas e baixinhas espreitam-se umas às outras, entre ruas de nomes curiosos.
Em Safara existe mesmo uma zona em que a rocha está trabalhada e que a população vulgarmente designa por «castelos»

Tipicas são as festas tradicionais. En Janeiro celebra-se a festa de São Sebastião, e em Setembro as festas de Santa Ana. Mas a grande festa de Safara realiza-se de dois em dois anos.Trata-se da Semana Santa.
Terra abrasadora, de grandes petiscos e belo artesanato. ´´E um belo recanto a conhecer na rota turistica nacional.(Lugares de Portugal-Edição Jornal de Noticias)
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______________________________________________________  SANTO ALEIXO DA RESTAURAÇÃO.
           

             
          
(Concelho de Moura):-é uma terra muito antiga, como provam os vestigios paleoliticos e neoliticos, antas e menires.
Começou por se chamar Campo de Gamos e era habitada por lavradores de Noudar e Moura,
Considerada aldeia heroica da Guerra da Restauração, devido aos acontecimentos na Guerra da Aclamação, nos combates de 1641, 1644 e 1704, data em que os castelhanos atacaram a aldeia e os seus habitantes se bateram heroicamente. Passou a chamar-se em honra do seu comportamento, Santo Aleixo da Restauração.,
O PRAZER DE OLHAR:-Igreja Paroquial, o Convento da Tomina e a Ermida de Santo António.

A pequena distância de Espanha Santo Aleixo foi alvo de numerosas incursões castelhanas até à Guerra da Restauração. A Restauração significou o restabelecimento do Estado Portugûs na plenitude da sua soberania.

Em Santo Aleixo, numa luta desproporecionada morreram 700 castelhanos e quase todos os habitantes da aldeia.O obelisco na Praça assinala o movimmento restaurador.
O cerca de 1000 habitantes da aldeia distribuem-se por casas brancas de um piso com rodapoé amarelo.
Quanto a habitantes famosos, viveu lá D.Afonso Mendes, que andou pela Etiopia, em representação da nossa realeza.
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       SOBRAL DA ADIÇA
                                      
                        (Concelho de Moura):- o sobre-nome desta localidade teve origem numa mina de ouro que ouve na Serra da Adiça.
Os primeiros exploradores desta mina deverão ter sido os fenicios, depois os romanos e por fim os àrabes.

Sobral chamava-se São Pedro da Adiça mas depois da profanação da Igreja em sua honra passou o culto para Nossa Senhora do Ó.

O PRAZER DE OLHAR:-Cova da Adiça a Herdade da Preguiça(mina desactivada) a Casa Velha Movida. a gruta, as Antas,  o Álamo, a Serra Alta,  a Serra de Ficalho, a Igreja Matriz de São Pedro e a Ermida de São Pedro da Adiça.

A Póvoa de São Miguel, com a Albufeira de Alqueva foi promovida a «aldeia de água». Visite-a.

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 OURIQUE
                                                          
                                         
O concelho é composto por Conceição, Garvão, Panoias ,Santa Luzia e Santana da Serra.

ORIGEM DO NOME:- Ourique resulta da forma arabizada Auricus, nome germânico. Outra formas aparecem em vários documentos: Auliche, Oric, Aurich, Ouric.

É uma povoação muito antiga.São muitos e diversos os vestigios pré-históricos. Existem muitos dólmenes, monumentos de falsa cupula, a Necrópolo de Atalaia e Castro Cola.
Foi em Ourique que surgiu o primeiro rei português, ficando assim consolidada a soberania da nossa Pátria.
Sobre as ruinas do glorioso castelo de outras eras foi construido, há anos, um belo miradouro, do qual avistamos mais de 50 Km de imponente planície alentejana.
Bonita e graciosa, a vila de Ourique merece ser incluida nos guias turísticos do lindo e fecundo Baixo Alentejo. Fica a 45 Km de Beja e 14 de Castro Verde

Sob o dominio muçulmano foi construido o castelo de Orik, sem destruir o Castro da Cola.A Batalha de Ourique terá tido lugar nos «Campos de Ourique» e não junto à vila  de Ourique, embora esta povcoação estivesse incluida na denominação dos Campos.

D.Sancho doou a Vila à Ordem do Santo Sepulcro e D.Dinis concedeu-lhe Foral em 1290 e mandou construir um castelo sobre um antigo castro romanizado.
O brazão de Ourique tem um guerreiro a cavalo, de armadura e empulhando uma espada, como alusão à luta pela Reconquista Cristâ do sul do território.

O PRAZER DE OLHAR:- Castro Cola, cidade de Marachique; o Castelo de Ourique,Santuário da Nª Sª da Cola Igreja da Misericordia, Torre do Relógio e  Portais do Hospício

Aqui, mesmo ao lado dos caminhos que conduzem vertiginosamente às praias do sul, há um imenso mar de tranquilidade, onde os olhos querem, mas não conseguem, abarcar de um só fôlego toda a beleza que lhes é servida em bandeja de ouro, reluzente ao sol da estiagem ou em longos tapetes de Primavera, tecidos na terra com orquideas encantadoramente selvagens, papoilas que namoram ao vento e malmequeres que se desfolham, numma incansável vontade de acertar no jogo, em que o amor pode ser muito, pouco tudo ou nada.                                                                     E como é fácil ter ao mesmo tempo um encontro vivo com a historia.Sim,essa mesmo que nos bancos da vescola nos faz sonhar con reis, rainhas, principes, princesas, mouros, batalhas e corcéis à desfilada. É assim como se D.Afonso Henriques preparasse as suas tropas nos campos do Rossio do Poço, os Mouros descessem a encosta do miradouro do Castelo e a peleja se desse no Cerro de S. Luis.                                                                                                                                 Recuamos no tempo e, no Castro Cola, damo-nos à conversa com dos muitos pastores, que nos trazem à memoria os seus antepassados descendo das terras do Norte para fugir ao rigor do tempo e nestas paragens apascentaram o gado, dele extrairam o leite,aveludado néctar da vida e adoram-no com pólem, laboriosamente transformado em mel.                                                             

Em copos dse cortiça, trabalhado  por mãos habeis, rugosas e macias como ela própria, saboreemos agora o gosto rústico da Romaria em honra  da Nossa Senhora da Cola, cantemos ao baldão na Funcheira e deixemos inibriar-nos pelo cheiro da terra agradecida, que exala da cerâmica do Depósito votivo de Garvão.                                                                           
E quando à tardinha levantar a maré, que é, como quem diz, a aragem vinda dos lados do Atlântico, oiçamos os compassos recados trazidos pelos búzios dos moinhos da Santa Luzia, espalhando aos 4 ventos os milagres concedidos a quem as dificuldades da vida tirou  o brilho dos olhos e a Santa ajuda a repôr.                                                                                           
Na Serra de Santana deixemo-nos balouçar no ondulado das suas encostas e vales, tendo a sensação que ela se alindou para nos receber.Tem o regaço adornado de lilás e branco das flores de esteva e dos lóbulos pendem-lhe cachos de medronhos, como se de brincos se tratasse. À cintura transporta dezenas de riachos de água limpida, num serpentear constante que lhe emprestam o movimento próprio de tudo o que dança, empelido pelo vento.                                       Nas planicies de Panóias e Conceição estendem-se lençois multicolores, nobre benção da natureza para com a terra, que sofre e chora, quando a charrua impiedosa lhe desventura o mais intimo do seu ser.    
                                                      

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                             CASTRO COLA
(Concelho de Ourique):- Era uma citânia do tempo do periodo neolítico, com mais expressão an Idade do Ferro.
Foi ocupado por fenícios ou cartagineses e possivelmente por romanos. Foi fortificado


 pelos mouros para defesa da população.. D.Afonso II conquistou-o e mandou reparar as muralhas.
Foi abandonado no SecXVII e caiu em ruinas. Está classificado como Monumento Nacional.
(VÊR: SE GOSTAS DE ARQUEOLOGIA)
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FUNCHEIRA

Embora o troço entre amoreiras-Odemira e Casável do Caminho de Ferro Sul tenha sido abertoà exploração em 3 de Junho de 1882, a estação da Funcheira apenas foi instalada, como local de entroncamento, quando foi aberto o troço até Alvalade da Linha Sado, em 23 Agosto 1914.
Em 1932 foi construido um dormitório para pessoal, com capacidade para 67 camas., e , em 1933,

foi aprovada a instalação de uma secção de Via e Obras nesta estação.
Em 1 de Fevereiro de 2012, esta interface passou a ser servida, junto com Ermidas- Sado,Grandola e Santa Clara-Saboia, pelos combóios Alfa Pendular, numa experiencia da operadora Comboios de Portugal, que se previa ter uma duração de 3 meses
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ALDEIA DE PALHEIROS
Concelho de Ourique. Aldeia pacata,onde o sossego, a boa gente e a boa gastronomia são os   pontes fortes para poder atrair os turistas.                                                                                
                                                                                                             
Embora exista algum comercio, a agricultura e a pastoricia fazem parte da maioria dos seus habitantes.  
O METEORITO da Aldeia de Palheiros
No dia 28/11/1998, perto da l hora da manhã ocorreu a queda de um meteorito no Monte Carapete. Muitos habitantes locais ouviram os estrondos e viram o clarão que iluminou o céu, durante uns 10 s, como se fosse pelo dia.
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GARVÃO

                    
 
 (Concelho de Ourique) Foi priorado da comenda da Ordem de Santiago e Sede de comarca.

O PRAZER DE OLHAR:-Do património destaca-se a Igreja Matriz com  portal manuelino do Sec.XVI, a antiga Casa da Câmara e a Ermida de São Sebastião.
A sua fundação é atribuida aos arabes, que parece lhe terem dado o nome de Goraban
O seu primeiro foral foi concedido por D.Paio Peres Correia no principio do Sec.XIII.
D. Manuel reformou este foral em 10 de Julho de 1512
                                                      
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    SANTANA DA SERRA
                                               
                                               
(Concelho de Ourique):- valke a pena o deswvio para ver esta aldeia nos contrafortes da Serra do Caldeirão. Para lá chegar atravessa-se um braço da albufeira da Barragem de Santa Clara., com diferentes acessos à água e a um denso e interessantissimo matagal de
sobreiros, rosmaninho, esteva e medronheiros.
Aqui pode comprar boa aguardente de medronho e óptimo mel.



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                                      PANOIAS

(Concelho de Outique):- Pertenceu à Ordem 1000 de S.Tiago. D. Manuel deu-lhe foral em 10 Juulho de 1512.
  

(Esta é a minha Terra)
 Ver mais pormenores em: Panoias- Um pouco de história da Minha Terra  )

 A NÃO PERDER
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                                                SERPA
                                                                                           
                                                                
                                        O Concelho de Serpa é composto pelas seguintes freguesias:-Brinches, Pias,Salvador(Serpa), Santa Maria (Serpa),  Vale de Vargo, Vila Nova de S.Bento e Vila verde de Ficalho.


                       ORIGEM DO NOME:-uns falam em Serpínia,dos romanos nome que os mouros terão mudado para Sheberina,Chebrina ou Chaberina.A palavra Serpa, adoptada pelos árabes,dava naturalmente Cherba. Mais tarde  chegou a tomar a forma de Serpia(documentos anteriores ao Sec XVI

A primeira ocupação do território de Serpa remonta à Pré-história, lugar depoisa romanizado e importante porque ficava na estrada que ligava Beja ao sul da Hispânia.Com a queda do império romano, Serpa foi dominio dos alanos e  vândalos.
Em 1911 Serpa voltou a ser território dos mouros.. Foi mais tarde, em 1232, que D.Sancho II a voltou a conquistar e deu-a a seu irmão D.Fernando.

Sob o reinado de D.Manuel I, recebe o Foral Novo em 1513.
Na crise da sucessão em 1580 , Serpa e o seu castelo cairam perante as tropas espanholasa, no entento, depois da restauração, hastearam de imediato o pendão de Portugal.

O castelo e as muralhas foram classificadas como monumento Nacional em 1954, ano em que a Câmara adquiriu um troço da muralha à condessa de Cuba.


O PRAZER DE OLHAR:- Castelo de Serpa, muralhas de Serpa, Igreja de S.Francisco, Palácio dos Condes de Ficalho, Torre do Relógio, Convento do Mosteirinho,  Ermida de Santana, Ermida S. Pedro, Museu Etnográfico, Museu do Relógio ,Museu Arqueologico, etc


(Almanaque Alentejano de 1964 ):-Serpa é uma das mais populosas e das mais belas vila do continente estendendo-se p'ela encosta norte do Monte de Guadalupe como um presépio talhado na neve do seu casario.

A parte primitiva é apertada por forte cinto de muralhas, cuja fundação remonta a meados da primeira dinastia e do seu dorso, partem e se estendem, em todas as direcções, os bairros mais modernos.
A sua gente, em cujas veias ainda arde,rubro,o sangue dos árabes, possui as qualidades de uma raça cavalheiresca,inigualável amor ao torrão onde labuta, terra sagrada onde vive e onde quer morrer.
É Serpa berço glorioso de portugueses ilustres dos quais se destaca o nome universalmente conhecido do abade Correia da Serra e, mais modernamente, os de Almeida e Albuquerque e conde de Ficalho.
Ramalho Ortigão dizia:« Vale a pena vir a Serpa só para ver nascer o sol», Tal a formosura da paisagem.
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VILA NOVA DE SÃO BENTO


Fréguesia do concelho de Serpa                                                                                                        
  Foi elevada a Vila em 19 Abril de 1988,  até aí chamava-se Aldeia nova de S.Bento. O seu santo padroeiro é S.Bento.                                      
Festas e feiras   :-Festas de S.Sebastião a 20 Janeiro, Festas das Santas Cruzes no inicio de  Maio e a feira anual de 1 a 3 de Setembro.
 A feira foi criada em 1899 com a finalidade de manisfestar a sua profunda adoração ao                                                                                              Santo Padroeiro desta freguesia.                                                        Património: A igreja de S.Francisco e as Igreja de S.Bento                                                            ______________________________________________________

PIAS

Freguesia do Concelho de Serpa.
A origem do nome deve-se ao facto de antigamente ter havido nesta zona a produção de manufacturas em granito, que eram extraidas das saliencias rochosas e que eram utilizadas para dar de comer e beber aos animais. Também era atribuido o nome de Pias, aos buracos que ficavam nas rochas após extrairem as mós.
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                   MINAS DE SÃO DOMINGOS

(Concelho de Mertola -é uma fréguesia de Corte do Pinto):-Uma empresa inglesa construiu em dez anos o maior e mais importante complexo mineiro em Portugal. Funcionou de 1857 até 1867 e foi considerado o maior jazigo de pirito da Faixa Piritosa Ibérica.

O complexo está transformado em arqueologia industrial.

Terra turistica ainda conserva as casas dos antigoss mineiros. Outrora foi importantissima mina de pirite cúprica, assente na Serra de S.Domingo

Decoberta em 1857 por Nicolau Biava. A concessão pertenceu à Companhia Sabina, mas a exploração foi arrendada à casa Mason and Barry, de Londres.
Em 1915 a produção bruta foi de 195.837 toneladas.
Em 1859 existia aqui apenas uma única casa,ereta no local onde em 1927 se achava a farmácia. Nesse ano existiam já cerca de duas mil casas.
Uma linha ferrea privativa de 18 km ligava a mina a Pomarão. Num percurso bastante pitoresco a linha natravessava as oficinas e entrava no vale dos Chumbeiros em declive.

Mina de S.Domingos é hoje uma aldeia quase deserta.

(Lugares de Portugal - Edição Jornal de Noticias)

MERCEDES BLASCO
Uma "diva" alentejana quase esquecida.
Conceição Vitória Marques nasceu na Mina de S.Domingos, no dia 4 de Setembro de 1867.
Como Mercedes Blasco, nome artistico escolhido por si, teve momentos de glória e de imensa felicidade, mas longe dos palcos conheceu a tragédia e o infortúnio.
Ainda em criança viveu em Espanha, localidade onde o pai era ferroviário.
Foi na cidade do Porto que iniciou e concluiu os seus estudos, tendo tirado o Curso do Magistério Primário(Professora primária). Foi ainda na cidade do Porto que principiou a sua carreira artistica, ainda com o pseudónimo de Judith Mercedes.
Em 1890, com apenas 23 anos. e já com o pseudónimo de Mercedes Blasco, que integra o elenco do Teatro da Trindade em Lisboa
Até 1914 efetuou inúmeras "tournées", tendo-se apresentado nos principais palcos mundiais, fez enorme sucesso em cidades como Madrid, Paris, Londres, Roma ou Bruxelas, e também atuou com grande brilho no Brasil.
Quando eclodiu a primeira guerra mundial, Conceição vivia em Liége(Bélgica) onde tinha casado com um belga de nome Remi Ghekiere.
Mercedes Blasco foi sempre uma mulher controvessa. .Foi ,por exemplo a primeira mulher a andar em bicicleta em público nas ruas de Lisboa.
Em 1907 publica o livro "Memórias de uma atriz"
( do Diário do Alentejo de 8/9/2017)
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 -VALE  VARGO-, VILA 
NOVA DE S..BENTO   são localidades do concelho de Serpa que merecem uma visita. São povoações tipicamente alentejanas.

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                             TAPADA GRANDE

Concelho de Mertola:-Praia fluvial, junto à Mina de São Domingos, com boa água para o banho. Tem apoios de nadadores salvadores, bar, parque infantil, parque infantil, anfiteatro e parque de estacionamento.

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                                POMARÃO:-

(Concelho de Mertola -É uma freguesia de Santana de Cambres)- Foi o porto de escoamento do minério enquanto a mina  de S.Domingos laborou. É agora cais para embarcações de recreio. Lugar muito aprasível, com restaurantes e tabernas.

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BRINCHES

Freguesia do Concelho de Serpa.
Quem souber um pouco da historia de Brinches,
e queira ter a amabilidade de me a facultar esses elementos, eu agradeço. Pode fazer o envio para o meu email:-
Ha1000kar@gmail.com

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                                              VIDIGUEIRA

O concelho é composto pelas seguintes freguesias:-Pedrógão, Selmes, Vidigueira e Vila de Frades.

ORIGEM DO NOME:-No tempo dos romanos, com forte presença no concelho, teria tido o nome de Vitigeria. Há quem sustente que Vidigueira foi nome que resultou do facto de sempre terem existido muitas vinhas na região. Teria tido o nome de "Videira" e depois Vidigueira.
Há adados arqueológicos que levam a concluir que houve por aqui gente, desde a pré História.
As primeiras referências à povoação encontram-se já no reinado de D.Afonso III.
O clima e as riquezas naturais proporcionavam boa condições para a fixação humana.
Vidigueira nunca teve uma grande importância estratégica ou militar, embora o tesoureiro da Sé de Braga, tenha mandado erigir um castelo, assim como a antiga matriz, A Igreja de Santa Clara.
D. Manuel concedeu Foral a Vidigueira em 1512. Passado pouco tempo, em Évora,  o rei concedeu a Vasco da Gama,Almirante da India, o titulo de Conde de Vidigueira.
As ruínas da Torre de Menagem, parte integrante do antigo Paço dos Gamas, foram classificados como imóvel de interesse público.
Como curiosidade refira-se que o vinho branco da Quinta das Reliquias, do Visconde da Ribeira Brava, ganhou um prémio de excelência em Berlim, no ano de 1888.
PRAZER DE OLHAR:- ERmida Santa Clara, Ermida S.Rafel, Torre do Relógio, Castelo da Vidigueira, Igreja de S,Francisco, etc.

PRAZER DE COMER

Para os gulosos recomendo o Bolo de Amendoa do Convento da Vidigueira, a Escarapiada, a Sericaia, a Encharcada e os Bêbados.
Na culinária sopa de feijão com poejos e bacalhau, a sopa de Beldroegas, a  sopa da panela, e os pés de porco de coentrada, etc, etc.
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CHUVA DE PRÉMIOS PARA VINHOS DA                         VIDIGUEIRA

Nos ultimos concursos em que participou, em Portugal,França e Inglaterra, a Adega Cooperativa da Vidigueira Cuba e Alvito foi distinguida com 3 medalhas de Ouro, cinco de prata e três de bronze, a que se somam os titulos de prémios de excelência e melhor vinho da  região do Alentejo.
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MARMELAR


(Concelho da Vidigueira)-Situada na margem direita do Guadiana esta freguesia disfrutou sempre de condições propicias à instalação humana, tal como o testemunha o alinhamento do povoado Calcoliticos, ao longo do rio.                                                                                          
     Digno de destaque e de uma visita a Igreja de Santa Brigida.     
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ALCARIA DA SERRA

É uma aldeia que pertence à fréguesia de Selmes-Concelho da Vidigueira.

No sopé da Serra do Mendo eleva-se o povoado de Alcaria da Serra, terra tipicamente Alçentejana, onde as casas estão bem juntas umas às outras, dando-lhe o aspecto de presépio, ao olhar de longe.

A Igreja, a beleza arquitectónica das casas alinhadas pelas muitas varandas, assim como o largo principal, onde as mulheres lavam  a roupa, no tanque ali existente, são um ponto de referência desta pequena localidade.
Se andarmos um pouco a pé, subirmos até junto do depósito da água, é aí que podemos regalar os olhos com tamanha vastidão e beleza e apreciar o Alentejo das grandes planícies.

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                             VILA DE FRADES
(Concelho da Vidigueira):- Foi Vila e Sede de Concelho até 1854. Aqui nasceu Fialho de Almeida.

O PRAZER DE OLHAR:
- as ruinas romanas de S.Cucufato, oo menir MacAbrão, a Igreja da Misericordia, a Torre do Relógio e as festas báquicas«Vinifrades».

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PEDRÓGÃO  



                                                           

(Concelho da Vidigueira):-aldeia muito pitoresca e conhecida pelos enormes blocos de pedra que existem nas ruas, deram o nome à povoação.
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SELMES

                                                   
(Concelho da Vidigueira):-Tem uns famosos Paços da Via Sacra, em estilo Barroco, populkar do Sec.XVIII. São seis e localizam-se nas Ruas da Igreja, da Fonte , de S.João, Direita e Rossio.
Selmes tem um interessante festival de ervas aromáticas.
Considerada por alguns como  povoação mais antiga do queVidigueira e Vila de Frades.,
Selmes é nome próprio de homem e significa salvo,livre, isento.
Foi um curato de apresentação do arcebispo de Évora, o qual pagava 230 alqueiros de trigo e cinco mil reis em dinheiro.
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 SÃO  CUCUFATE
  
(Concelho da Vidigueira):- Imponentes ruinas que são consequencia da existência de várias «villas» romanas de diferentes épocas, desde o Sec.I ao IV. São também ruínas do Convento de São Cucufate e da Igreja de S.Tiago. Fica apenas a 2  Km de Vila de Frades.

________________________________________       DE ALJLJUSTREL A SÃO CUCUFATO
EIS  ALGUMAS DAS TERRAS DO BAIXO ALENTEJO (FIZ UM APANHADO BASEADO NO LIVRO-GUIA DO ALENTEJO- DE ALFREDO SARAMAGO E TAMBÉM INTERNETE))


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                         ALENTEJO LITORAL
                                 
Ao Alentejo Litoral pertencem os seguintes concelhos:-
Alcacer do Sal-Grandola-Odemira-Santiago do Cacem e Sines   (Ver também Praias do Litoral Alentejano)
TERRAS REFERENCIADAS
Alcacer do Sal-Torrão-Comporta-Grandola-Carvalhal-Melides-Odemira-Reliquias-Vila Nova Milfontes-Santiago do Cacem-Cercal do Alentejo--Alvalade do Sado-Sines-Porto Covo-Ilha do Pessegueiro

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      ALCACER DO SAL
                                                

ORIGEM DO NOME:-O primeiro nome conhecido do oppidum da idade do ferro, pré romano, é controverso. Pode ter sido Evion, Ketovion, Keitiviom e Keitiio, este último o mais aceite e que terá dado o nome ao Rio Sado. Vieram os romanos e chamaram-lhe Salacia Urbis Imperatória, ou apenas Salácia. Na época islâmica a cidade tomou o nome de Qasr Abu-Danis e depois da victória das tropas almóadas em ll91 chamaram-lhe Alcacer Al-Fath, que quer dizer "Alcácer da Vitória". Mais tarde devido à quantidade de sal aí explorado foi fixado o nome em Alcacer do Sal.


É do período paleolítico a primeira fixação humana da zona de Alcacer do Sal. Veio gente da metalurgia do ferro, a seguir ao bronze e depois os fenícios que chamaram à cidade Keiton.

No curso inferior do Sado foram encontrados artefactos do Acheulense, com cerca de 40.000
anos.
Há cerca de 5.000 anos fixaram-se em Alcácer e na Comporta homens do neolitico.
Na Idade do Ferro, Alcácer transformou-se, pelo seu desenvolvimento, num verdadeiro oppidum, com diversas fases de ocupação.
D.Afonso Henriques conquistou o Castelo de Alcácer, depois de várias tentativas, em1158 e deu-lhe Foral em 1170. Mais tarde voltou pasra o dominio mouro, ocupado por Iacub, e em 1217 D.Afonso II tomou Alcácer definitivamente.
O Sec. XVI é de renascimento, mas a partir do SEc. XX Alcácer do Sal começou a perder importância.
O PRAZER DE OLHAR:- Solar dos Salemas - Castelo - Ermida de Nª Sª do Bom Sucesso - Igreja Santiago - Igreja do Espirito Santo - Igreja da Consolação - Pelourinho -  Fonte do Chafariz , etc.

São Ricas as Receitas Tradicionais desta Região.:

Mighas de Batatas,  Migas de pão , Coelho Frito,  Feijão adubado, Achigã grelhado , Ensopado de Borrego, Ensopado de enguias, Etc.
Para adoçar tudo isto não esqueça a pinhoada, bolo de pinhão, queijada, rebuçados de ovo e bolo real
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                                 TORRÃO
(Concelho de Alcácer) :- Teve ocupações pré historicas e romanas. Teve Foral em 1210 e Foral Novo 1512.
É uma Vila tipicamente Alentejana, com casas terreas e muito brancas. Está junto à Barragem de Vale do Gaio, tem praia fluvial e parque de merendas.
Faça uma visita à Igreja Matriz, da Misericórdia e ao Convento de S.Francisco, a Antas de São  Fausto, a Fonte Santa e a Cabeça de Pez.
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                                             COMPORTA
(Concelho de Alcacer do Sal):- Localiza-se da Península de Troia e caracteriza-se pelos seus extensos arrozais e muitas espécies de aves.

A sua história remonta à habitação feita por escravos negros e à designação de "África Metropolitana"

É conhecida pelas praias, pesca e boa gastronomia, A localidade da Carrasqueira tem um porto palafítico que é Património do Concelho de Alcacer do Sal.

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                              GRÂNDOLA       
 o Concelho de Grandola  é composto pelas seguintes fréguesias:- Azinheira dos Barros e São Mamede do Sadão, Carvalhal,Melides, Sabta Margarida da Serra .

ORIGEM DO NOME;- São propostas versões diferentes.Pode vir do Baixo Latim, granatula, diminuitivo do latim granatus, abundante em cerais como trigo, centeio ,cevada ou milho. Pode vir do português popular grandóola. Pode ser relacionado com o adjectico grande. Pode provir de gandra e também pode vir do latim glândula pequena bolota ou glande.
Existem no Concelho algumas dezenas de estações arqueológicas que provam a antiguidade da ocupação humana., desde o neolitico até ao tempo romano.
Só em 1544 passou de aldeia a  vila e teve Carta de Foral mandada passar por D.João III.

Em 1679 fundou-se em Grâdola um celeiro comum para fazer emprestimos de trigo a lavradores pobres, passando depois a Celeiro Municipal,
Grândola teve uma importante actividade mineira, primeiro em Canal Caveira em 1863, e depois em 1900 nas minas do Lousal
O PRAZER DE OLHAR:- Igreja Matriz de Grândola,  Cerrado do Castelo-termas romanas, Necrópole de cistas das Casas Velhas, Dólmen da Pedra Branca,  Museu Mineiro do Lousal, Ruinas Romanas de Tria, Pata do Cavalo, maior monumento megalitico da cultura dos Tholos.
Não se esqueça das receitas tradicionais como: caldeirada, ensopado de enguias, açorda de poejos à moda de Grândola, sopa de Beldroegas, açorda alentejana, arroz de espinafres com bacalhau, pombo bravo frito.
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                                 CARVALHAL

(Concelho de Grândola):- a ocupação mais antiga do Carvalhal é do Mesolítico., época da qual existem várias  estações no curso do Rio Sado. Estas terras pertenceram à casa do Infantado, mas a fixação de populações data apenas de 1960.

O principal património são as ruínas de  Troia.
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                                  MELIDES

(Concelho de Grândola):- Uma bonita aldeia do Litoral Alentejano, que se diz ter tido este nome por corrupção  de " Mil Lides", nome que tem origem numa grande batalha que houve. Tem vestigios Neoliticos. Era um porto pesqueiro e o seu principal património são as casas térreas, equilibradas e o sossego da sua agradável praia.


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                                 ODEMIRA


O concelho de Odemira é composto pelas seguintes fréguesias:- Bicos , Boavista dos Pinheiros, Colos, Pereiras - Gare, Relíquias,  Sabóia,  Santa Clara a Velha, Santa Maria(Odemira),São Luis, São Martinho das Amoreiras, São Salvador(Odemira), São Teotónio(Odemira), Vale de Santiago, Vila Nova de Milfontes e Zambujeira do Mar.
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Odemira tem as "Melhoras Praias de Portugal", de extensos areais, protegidas nas fálésias ou nas águas tranquilas de Santa Clara.
Furnas e Zambujeira do Mar fazem parte das "7 Praias Maravilhas de Portugal".
Em 2017 a Bandeira Azul é hasteada nas praias :-Malhãso,Franquia,Farol,Furnas, Almograve,Zambujeira do Mar,Alteirinhos,Carvalhal e na nova zona balnear da Albufeira de Santa Clara.
A QUERCUS-Associação Nac.de Conservação da Natureza atribui esta ano a bandeira Qualidade de Ouro às praias do Malhão,Farol,Franquia,Furnas,Almograve e Zambujeira do Mar.
de :- (Guia das Praias 2017)

ORIGEM DO NOME:- o nome resulta da junção da palavra Wad ou Wed, que depois deu Ode , e emir em Mira, que quer dizer rio, e da corrupção de mir ou emir, que quer dizer senhor, principe ou chefe.  Água ou rio de emir.

Presume-se que a primeira ocupação deste território tenha sido um oppidum romano que posteriormente foi cocupado por visigodos e muçulmanos.
Estas terras foram tomadas aos mouros por D.Afonso Henriques em1166 , posteriormente teriam passado novamente para o domínio mouro até que D.Afonso III depois de as conquistar definitivamente, lhes deu Carta de Foral em 1256.
D.Dinis doou Odemira e o seu  castelo ao bispo do Porto em 1319, e é desta época a construção da nova cerca
Odemira foi sempre uma vila muito cobiçada porque a sua situação, a dominar a grande via de comunicação que era o rio Mira, era estratégica e muito valiosa.


O PRAZER DE OLHAR:
- muralhas do antigo Castelo de Odemira,  Igreja da Misericórdia,  Igreja de S.Pedro.Paços de Concelho, Fontanário da Praça Sousa Prado, etc.

Não nos esqueçamos que em todo o Alentejo se come bem.
Eis alguns exemplos: sopa de tomate, sopa de batata com beldroegas, açorda de marisco, ensopado de safio, feijoada de búzios,  moreia frita, sargo grilhado, frango de molho,  picata à alentejana, etc.
Que vos saiba bem e que o tempo não vos falte para mais umas voltas pela bela vila de Odemira, ou pelo Porto de Pesca Lapa das Pombas, Porto de Pesca da Entrada da Barca, ou ir até à Praia de Almograve.
Paisagem
O Concelho de Odemira tem mais do que as suas praias para oferecer ao visitante. O vasto património natural e paisagistico da região integra-se, em grande parte, no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina, que cobre uma vasta area do Concelho, designadamente toda a faixa atlântica.
O rio Mira, navegável até Odemira e um dos menos poluidos da Europa, e a Barragem de Santa Clara podem ser explorados de barco ou canoa.
Nos arredores da Vila, o Parque Natural das Águas, com a tipica casa alentejana que nele se conserva, é ponto de passagem obrigatória.
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                                        RELIQUIAS



 Situada no interior do Concelho de Odemira entre a serra e o mar. A aldeia cresceu à volta da Igrejja, que bprovavelmente assenta sobre um povoado de origem bem mais antigta.

A freguesia de Reliquias marca a mudança de paisagem, da planicie para a serra, sendo uma freguesia serrana.
Ruas estreitas de paredes caiadas e flores a adornar.
O alto do Cerro da Moita de cima, a uns 5 km da aldeia, constitui um excelente mirador sobre Reliquias e freguesias limitrofes.
Fontes históricas indicam que terá sido fundada na segunda metade do Sec.XVI.

A Igreja Nª Sª da Assunção é um exemplar da arquitectura religiosa  de tipologtia manuelina,barroca,vernáculo que pertenceu à Ordem de Santiago.

                 
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                   VILA NOVA DE MILFONTES

(Concelho de Odemira):- Foi Sede de Concelho entre 1486 e 1836. É uma vila com mar e rio muito procurada pelo turismo.
O património que merece uma visita é o Forte de São Clemente ou Castelo de Vila Nova de Milfontes, o Parque Natural do Sudueste Alentejano e a Costa Vicentina.
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    SANTIAGO DO CACÉM
                                               
O concelho de Santiago de Cacem é composto pelas freguesias:-Abela, Alvalade, Cercal do Alentejo, Ermidas-Sado, Santa Cruz,, Santo André,  São Bartolomeu da Serra, São  de Água.

ORIGEM DO NOME:-Cacém é nome de pessoa que reparte e divide. Os árabes teriam construido um castelo onde viviam os seus "Kaids"(governadores) e, provavelmente um deles chamar-se-ia Kassem. A povoação foi reconquistada com a ajuda dos cavaleiros de Santiago, e deram à vila o nome do seu padroeiro: Santiago de Cacem.

Santiago de Cacém fica junto às ruínas da cidade de Miróbriga, de origem pré-romana. Miróibriga foi origináriamente um povoado pré celta , um aglomerado urbano celta e depois foi romanizada desde o Séc. I da era de César até ao Sec. V da era de Cristo.
Foi com os árabes que a vila renasceu, construida com as pedras da Vila Velha.      
A Vila de Kassem passou uma fase tumultuosa durante a reconquista.

A povoação teve a categoria de vila em 1186 e recebeu o seu Foral por D.Dinis. A vila e o Castelo foram doados a Vetácia Lascaris. Anos mais tarde Filipe II doou a vila aos Duques de Aveiro que a tiveram até 1759, ano em que o Duque foi executado por ordem do Marquês de Pombal.
No sec XIX, a vila era uma pequena corte onde os senhores da terra faziam vida faustosa e possuiam opulentas casas agricolas. Foi um periodo de grande desenvolvimento  económico.Como nota curiosa que sewrve para ilustrar esse periodo é que em 1895 chega a Portugal o primeiro automóvel, propriedade do Conde de Avilez de Santiago do Cacém. e o primeiro Rolls Royce que veio para Portugal era propriedade de José Sande Champalimaud de Santiago de Cacém.
____________________________________________________ CERCAL DO ALENTEJO


                                            
(Concelho de Santiago de Cacém):- Situa-se junto à barragem de Campilhas e da Quinta da Mandorelha, lugar de grande beleza natural. Perto fica a Serra do Cercal, com uma bela vista sobre o Atlantico,
O nome Cercal terá vindo do latino Quercal, ou Quercus. devido à existência de muitos Carvalhos.
Teve concelho extinto em 1855.
Foi habitada por fenicios e romanos. Tem como principal patrinónio a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, o chafariz na Rua de Aldegalega, a ponte romana do Cercal e a Barragem de Campilha.
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                                     ALVALADE DO SADO

(Concelho de Santiago de Cacém):-Não é concelho mas recuperou o titulo de vila em 1995.
Teve a sua fundação com os muçulmanos e chamava-se al-Balad, que significa lugar murado. A presença humana está documentada desde o Neolitico.

Teve Foral de D.Manuel I em 1510. Foi bastão miguelista e por isso sofreu danos. Foi aqui que D. Miguel dormiu pela ultima vez em Portugal.

Património a visitar:- Igreja Matriz de Alvalade, a Igreja da Misericórdia, a Capela Nª Sª do 
Roxo, a Fonte Velha, a ponte romana e o Pelourinho Manuelino.



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                                  SINES

(O Concelho de Sines é composto por Sines e Porto Covo)

ORIGEM DO NOME :-O escritor classico Avieno terá identificado no Sec.IV d.C. uma tribo celta , a dos Cinetos, instalada na região; daí terá vindo o nome de sines. Outra versão: Sinus é o étimo latino que quer dizer enseada ou baia.


A ocupação humana na região de Sines é antiquissima. Diversos e ricos vestigios arqueológicos dão conta disso.

As primeiras comunidades  humanas desta região são paleoliticas e, como era habitual procuravam a proximidade da água. Aqui escolheram as ribeiras da Junqueira, Morgavel e Borbelogão. Os homens do neolitico deslocaram-se mais para o mar. Procuraram fixar-se junto às praias de Vale Marim,Samoqueira e Vale Pincel I
Os púnicos ou cartagineses que por aqui andaram à procura de minério, instalaram-se na parte sul da cidade. Um dos sinais da sua presença é o tesouro do Gaio, encontrado em 1966, uma portentosa arrecada em ouro. Terão sido eles os primeiros a usar a Ilha do Pessegueiro com funções portuárias.
Sines foi o porto da importante cidade de Miróbriga.  Existem registos que referem que Marco Júlio Marcelo, edil de Miróbriga no Sec. I d.C., investiu uma parte importante da sua fortuna em embarcações para viagens de longo curso.
D.Sancho I conquistou Sines entre o final do Sec.XII e o inicio do Sec.XIII.
D. Afonso III depois de Sines ter sido conquistada e perdida , reconquistou-a definitivamente em meados do Sec.XIII e entregou-a à Ordem de Santiago de Espada.
O castelo só começou a ser erigido em 1424 e um dos seus alcaides foi Estevão da Gama, pai do navegador que nasceu em Sines
D.Manuel I deu-lhe Foral Novo em 1512.
Durante as invasões francesas, tropas napoleónicas saquearam a Vila e mandaram picar  a pedra com o brasão de armas que encimava o portão do Castelo. Depois da Convenção de Évora Monte, foi de Sines que D.Miguel embarcou para o exilio.
O PRAZER DE OLHAR:-Igreja Nª Sª das Salas, Castelo de Sines;  Igreja Matriz, Casa de Vasco da Gama,  Forte de Revelim, Ernida de S. Sebastião, Estação dos Caminhos de ferro, Museu Arqueológico de Sines , Salgadeiras Romanas (junto ao castelo) etc.

Não se esqueça que tem que comer: tem um arroz de lapas,  ou de caramujos, ou de mexilhão, açorda de lapas, salada de choco, ovas de poescada em salada, feijão de búzios etc, e depois prove os Vasquinhos(bolo com base de amêndoa)


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     PORTO COVO
  ( Concelho de Sines):-Em finais do Sec XVIII, Porto Covo tinha 4 casas. Em 1794, Jacinto Fernandes Bandeira recebe a denominação de Senhor de Porto Covo e recebeu mais atrde o título de Barão de Porto Covo. A povoação é inspirada no traçado geométrico da baixa pombalina,«um exemplo de urbanismo das luzes». O Barão dedicou a sua vida ao incremento da povoação.
Nas últimas decadas passou de uma aldeia piscatória para um local de atracção turistica, com muita animação, muito sol e praias de areia fina.
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                        ILHA DO PESSEGUEIRO

(Concelho de Sines):- A partir dos meados do Sec. I d.c., a ilha do Pessegueiro, com 2 seculos sem ter utilização, voltou a  ser ocupada. É um dos poucos portos naturais do litoral alentejano.


Por esta ilha deverá ter saido minério de Aljustrel mas principalmente do cercal, onde há uma mina de ferro-manganês. A recuperação da Ilha integrou-se num movimento de «atlantização» do sul da Lusitânia.As salgas da Ilha são fundadas no sec II, o que coincide com o declinio de Sines.Torna-se num centro de produção e salgas.

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O ALENTEJO LITORAL SÓ FICARÁ COMPLETO DEPOIS DE UMA VISITA A ALGUMAS DA MELHORES E MAIS PRESERVADAS PRAIAS PORTUGUESAS
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                                ALENTEJO CENTRAL 


Ao Alentejo Central pertencem os seguintes concelhos:-

Alandroal-Arraiolos-Borba-Estremoz-Évora-Montemor o Novo-Mourão-Portel-Redondo-Reguengos de Monsaraz-Sousel-Vendas Novas-Viana do Alentejo e Vila Viçosa. 

TERRAS REFERENCIADAS
Alandroal-Terena-Juromenha-Arraiolos-Santana do Campo-Borba-Estremoz-Veiros                                                                                                                                                                                -Evoramonte-Evora-Montemor o Novo-S.Miguel de Machede-Torre de Coelheiros-Mourão-Aldeia da Luz (velha)-Granja-Portel-Redondo-Reguengos de Monsaraz-São Pedro do Corval-Sousel-Cano-Vendas Novas -Viana do Alentejo-Aguiar--Alcaçovas-Vila Viçosa
                                                                            ______________________________________________________                                          ALANDROAL


                                             
O Concelho do Alandroal é composto pelas seguintes fréguesias:-Juromenha(Nossa Senhora do Loreto), Nossa Senhora da Conceição(Alandroal), Santiago Maior, Santo Antonio dos Capelins, São Brás dsos Matos. Terena(São Pedro)


GEM DO NOME:-O primitivo lugar onde mais tarde surgiu o Alandroal era um sitio onde cresciam espontaneamente muitos loendros. Este arbusto terá dado o nome à localidade. A povoação foi denominada de diferentes maneiras: Landrual, Landroal e finalmente Alandroal

Todo o actual concelho do Alandroal é terra antiquissima. Conhecem-se vestigios desde o paleolitico, Neolitico, Idade do Bronze, época romana, tempo muuçulmano e medieval -cristão.
D.Dinis mandou construir o castelo e uma inscrição no torreão datada de 1294-1298,refere o nome do construtor, aue deveria ser mouro. Não só pelo que diz a inscrição«Eu mouro Galvo»

O Alandroal foi elevado a vila por Foral de D.João II em 1486. Foral confirmado por D.Manuel em 1514.
Esta vila sempre foi famosa pelos seus bons ares e boas águas. Esta condição atraiumuita gente ao Alandroal, inclusivamente os Duques de Bragança.
PRAZER DE OLHAR:- Frescos da Ermida de São Bento, Igreja da Misericórdia,  Fonte , Igreja Matriz de Nossa Sewnhora mda Conceição, Pelourinho do Alandroal e Castelo do Alandroal.
Não deixem de provar a Tomatada, o Borrego assado, Migas com entrecosto, Pimentos assados. filhoses de forma e os celebres pezinhos de coentrada.             

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                                                TERENA

(Concelho do Alandroal) Tem um castelo que integrou a linha de defesa do Rio Guadiana, juntamente com os castelos de Juromenha,Alandroal,Monsaraz, e Mourão.
Pensa-se que a sua primeira ocupação humana remonte à  Pré-história.


O mais antigo documento é do reinado de D.Afonso III num Foral de 1262.

Tem um castelo mandado reedificar por D. Dinis.. Depois de 1383-85 o castelo foi doado à Ordem de Aviz. O castelo é Monumento Nacional desde 1946.
Terena é uma linda vila com uma ordenação pacífica de casas, bem cuidadas e bem caiadas.
É uma vila que transmite grande sossego e onde paira uma atmosfera mágica
PRAZER DE OLHAR:- Castelo de Terena, o Pelourinho, Santuário do Endovélico/São Miguel da Mota.
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                                         JUROMENHA

(Concelho do Alandroal):-Tem uma ocupação desde os galo-celtas e romanos. D. Afonso Henriques conquistou a povoação e o castelo em1167. Perdeu-se depois para o Califa Al-Mansor em1191 e foi definitivamente conquistada em 1242. Teve Foral em 1312.


Tem um bonito Castelo com uma imponente Torre de Menagem. A praça forte de Juromenha foi reforçada e ampliada durante as guerras da Restauração.

Neste castelo casaram D.Afonso IV com D. Beatriz de Castela e Afonso XI de Castela com D.Maria de Portugal-
Juromenha tem uma posição privilegiada sobre a paisagem da fronteira, sobre o Alentejo e sobre o Guadiana.

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                                             ARRAIOLOS





O Concelho de Arraiolos é composto pelas seguintes freguesias:.Igreginha, Sabugueiro, Santa Justa, São Gregório,São Pedro da Gafanhoeira e Vimieiro



ORIGEM DO NOME:-Diz-se ter sido fundada por albanos, sabinos e turdulanos ou então por galo-celtas, 360 anos a.C., com a designação de Calantia, que os romanos mais tarde chamariam Calantica, Calantrica,Calancia e Callancia.

Um capitão grego chamado  Rayeo ou Rapto, cerca de 200 anos a.C., teria dado o nome à futura vila. Chama-se-ia terra de Rayo, Rayepolllis, posteriormente  Ryolos, Rayolos e finalmenter Arrayollos e Arraiolos.

Achados e sitios arqueológicos provam a antiguidade do lugar, Desde o neolitico até ao tempo medieval cristão têm sido encontrados diversos sitios arqueológicos. Na  ocupação do do cabeço rochoso, o Monte de S.Pedro, foram encontrados vários percutores de quartzo e machados de cobre pré-históricos.
Depois de lutas, de guerras e escaramuças com a moirama, a chamada  Herdade de Arraiolos foi doada em 1217, a D.Soeiro, bispo de Évora com a obrigação de construir um castelo. Depois da crise de 1383-85, e pelo seu comportamento, a vila e o castelo foram doados a Nuno Alvares Pereira, que foi agraciado com o titulo de Conde de Arraiolos.
Durante a Guerra da Restauração a vila e o castelo receberam obras por necessidades estratégicas, no entento o terramoto de 1755 causou-lhes grandes estragos. No sec.XIX o pátio serviu de cemitério às vítimas de cólera morbus em 1833.

BREVE APONTAMENTO SOBRE OS TAPETES DE ARRAIOLOS

Chegaram até nós, vindos do Sec, XV, em consequencia da expulsão de Lisboa (Mouraria) de várias familias mouras, ordenada por D. Manuel I. Iam a caminho de África e de Espanha e fixaram-se em Arraiolos. Traziam com eles a arte milenar muçulmana de bem tecer e, disfarçados de cristãos novos, iniciaram o fabrico dos tapetes que chamaram Arraiolos. Os documentos mais antigos referem a fabricação destes tapetes em finais do Sec:XVI
.......
       Oh tapetes de Arraiolos
       Aguarelas de planura,
       Tendes matizes de sonho
       E a magia da lonjura!......
       Em cada ponto há um traço
       Com outro formando cruz,
       Como a vida passo a passo
       Caminhando para a luz
     ...... (Maria Antonieta Martinez) 

COMO AVALIAR UM BOM TAPETE
-Um bom tapete de Arraiolos   têm de ter uma costura em espiga, nos cantos, a unir a largura e o comprimento  .
-O tapete tem de ser pesado. Isso significa que a lã é boa. Se não for pesado pode ser chinês
-A lã não deve ter brilho
-Deve-se   virar o tapete do avesso e ver se não há pontas soltas e se elas estão bem rematadas.    (Da revista SABADO -31 Outubro2017 )   


PRAZER DE OLHAR:- Castelo de Arraiolos.  Igreja da Misericordia, Igreja do Convento dos Lois, Pelourinho, Casa ou Solar da Sempre Noiva, Igreja do Antigo Convento de S.Francisco, etc
.PRAZER DE COMER
Nas receitas tradicionais não esqueça os Paios de Arraiolos, pasteis de toucinho,o Lombo de Porco e as empadas de galinha e de caça, e queijadas.

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           SANTANA DO CAMPO


                         

(Concelho de Arraiolos):É uma extinta freguesia do Concelho de Arraiolos.Primeiro  chamou-se Santana de Franzina. A antiga igreja paroquial de Santana do Campo foi construida sobre as ruínas de um antigo templo romano do Sec.II/III d.C. Teria sido um templo dedicado ao culto de Carneus.
Há quem entenda que se trata da fundação de um povoado galo-celta.no ano 360 a.C.
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                                BORBA

O Concelho de Borba é composto por:Matriz(Borba), Orada, Rio de Moinhos, São Bartolomeu(Borba).

ORIGEM DO NOME:-Diz uma lenda que um pastor cheio de sede chegou à fonte do castelo e viu 2 barbos. Primeiro chamaram-lhe "terra de barbos" e depois Borba.

O padre Gonzaga Vinagre diz que o nome da terra veio da palavra grega "borboros", que significa «lama no fundo de agua estagnada»

Borba parece ter sido fundada por galo.celtas. Depois chegaram godos, romanos e arabes. Em todo o  concelho se encontram vestigios que confirmam a antiguidade.

Foi conquistada em 1217 por D.Afonso II e D.Dinis deu-lhe Foral em1302 que foi confirmado  por D.Manuel em1513.

D.Dinis deu inicio à construção do Castelo e das muralhas cinco anos depois do Tratado de Alcanices.

Borba esteve envolvida nas campanhas de independência em 1383-85.
Em 1711 sofreu mais uma ocupação militar do general Domingos do Ceo, e durante a Guerra peninsular, levantou-se em Borba um grupo de milicianos que esteve na defesa de Evora em 1808.

O principal motor de desenvolvimento é e extração e transformação do marmore


PRAZER DE OLHAR:- Chafariz de Borba, Igreja de Santa Barbara, Castelo ,Casa dos Morgados Cardosos, , Paços do Concelho,Ermida de S. Claudio  de S. Miguel, de S. Lourenço, Palácio dos Fidalgos Sousa Carvalho e Melo, Palacete do Dr. Bustorff Silva, etc.

PRAZER DE COMER Nas receitas tradicionais não perca a Sopa de Tomate, de Cação, de Beldroegas, o assado de borrego, coelho assado no barro, pombo assado, ameixas em calda,doce dourado, tudo bem regado com um bom vinho Borba.
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                             ESTREMOZ



O concelho de Estremoz é composto pelas seguintes freguesias:-Arcos, Evora Monte , Glória, Santa Maria (Estremoz), Santa Vitória do Ameixial, Santo André(Estremoz), Santo Estevão, São Bento de Ana Loura, São Bento do Ameixial, São Bento do Cortiço, São Domingos de Ana Loura,  São Lourenço de Mamporcão e  Veiros

Origem do nome;-
Uma versão refere o nome de Estremoz em atenção à sua situação de ter sido extremo de provincia. Outra versão fala no elemento toponimico Estr-, que é idêntico a Ast- que significa brilhante. Com mós, plural de pedra de mó, o topónimo quereria significar pedra brilhante, numa alusão ao marmore que sempre existiu na região de Estremoz.


Estremoz foi fundada por D.Afonso III em 1258, ano em que recebeu Foral, mais tarde renovado por D. Manuel I. Foi D.Afonso III que a mandou povoar e  D. Dinis mandou que se construisse um castelo e muralhas. O castelo tem a peculiaridade de ter uma torre de menagem chamada das «três coroas», porque foi edificada durante 3 reinados.
D.Isabel de Aragão, mais tarde Rainha Santa Isabel também viveu e morreu. Foi aqui que se deu a lend´+aria história do milagre das rosas, quando a rainha quiz o marido, dizendo que levava rosas no regaço quando de facto levava pão poara dar aos pobres.

Em 1367 morreu também em Extremoz D. Pedro I
Foi também a Estremoz que a Rainha Santa se deslocou, desde o convento Franciscano de Coimbra, para onde se tinha recolhido depois da morte do rei, para evitar uma guerra entre o seu filho Afonso IV e o rei de Castela Afonso XI
A cidade teve problemas durante as invasões francesas, mas tal como tinha acontecido ao longo da história, portou-se com valentia.

UMA TRADIÇÃO:
Em Estremoz o barro é facil de trabalhar e a tradição bairrista vem, possivelmente da difusão da Escola de Mafra. Em Estremoz a arte passou de geração em geração, guardando caracteristicas propias e as grandes oficinas têm grandes semelhanças nos motivos e nas cores. São executadas pelos processos antigos.
Por exemplo um presépio de Estremoz completo é composto por 50 figfuras.
O PRAZER DE OLHAR:-Claustro da Misericordia de Estremnoz, antigo Paço Real (hoje pousada Rainha Santa Isabel) oo Castelo,  Celeiro Comum, antiga casa da Camara,  Torre do Relógio, Pelourinho de Estremoz, Teatro Bernardim Ribeiro, Casa da Audiência(galeria ogival), Ermida da Nossa Senhora da Conceição, Convento dos Congregados., etc.

PRAZER DE COMER Na gastronomia há muito para escolher: cabeça de Xara, boas azeitonas, queijo de ovelha, omeleta com esparegos bravos, açorda, gaspacho,  sopa da panela, de ortelã, de tomate, de espargois bravos, burras assadas, cachola,  torresmos, favas com mouro,  pézinhos de coentrada,  cação de coentrada,  poejada de bacalhau, cozido de grão à alentejana.etc. etc.


Para os gulosos não faltam deliciosas sobremessas: Pão de rala,  encharcada,  manjar celeste,  azevias,  gadanhas, barrigas de freira, toucinho da Madre Abadessa, Tabefe(com acuçar e mel) , e muito mais encontrará....


Isto é uma delicia.


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                                VEIROS

 (Concelho de Estremoz):-O Castelo de Veiros integrava a defesa composta pelos  castelos de Monforte, Arronches, Campo Maior,  e Ouguela, durante a Idade Média.
A primeira ocupação humana remonta a uma povoação romana chamada Valérius. Foi conquistada em 1217 por D.Afonso II.
O castelo tinha uma imponente Torre de Menagem mandada construir por D.Dinis e destruida por D.João de Austria.
A vila sofreu com o terramoto de 1513 e com a guerra da Restauração.
Veiros foi Sede de concelho até1855. O castelo é visitável, conserva 8 torres, destacando-se a torre do Relógio, e no seu recinto ergue~se a Igreja Matriz de invocação de São SAalvador.
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(Concelho de Estremoz):- Evora Monte tem o seu castelo construido num dos pontes mais elevados da Serra da Ossa.

A sua primeira ocupação humana  remonta à Pré -história. Foi conquistada em 1160 por Geraldo Sem Pavor. Teve o primeiro Foral em 1248 de D.Afonso III. D.Dinis mandou cercar a Vila. D. Manuel deu-lhe Foral Novo.

A Torre de Menagem ficou destruida com o terramoto de 1531 e foi o Duque de Bragança que o reconstruiu na forma de um Paço de inspiração renascentista italiana. Foi aqui assinada a Convenção de Évora Monte, em 1834, encerrando as guerras 
liberais.
O castelo foi considerado uma das maravilhas do Alentejo. 


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                                  EVORA

O Concelho de Évora é composto pelas seguintes fréguesias: Bacelo, Canaviais(Évora), Horta das Figueiras(Évora , Malagueira (Évora),  Nossa Senhora da Boa Fé, Nossa Senhora da Graça do Divor,  Nossa Senhora da Tourega , Nossa Senhora de Guadalupe,  Nossa Senhora de Machede, Santo Antão (Évora), São Bento do Mato, São Mamede(Évora) São Manços, São Miguel de Machede, São Sebastião da Giesteira, São Vicente do Pinheiro, Sé e São Pedro (Évora)SEnhora da Saúde(Évora), Torre dos Coelheiros.


EVORA PATRIMONIO DA HUMANIDADE
Evora é uma referencia incontornável para quem vem ao Alentejo motivado pelo tema do Património. Classificado pela Unesco Património da Humanidade, ocupa um justo lugar de relevo em qualquer itenerário de Turismo Cultural.
O seu património arquitectónico e artisto ´é tão omnippresente e impressivo que, por si só, guia os passos de quem gosta de caminhar seu rumo: do romântico ao neoclassico, passando pelo gótico e pelas várias expressões do manuelino,da renascença e do barroco, todas as opções da história esta documentada com obras que nos enchem os olhos e a alma.
Refereindo só o essencial precisará de algumas horas para visitar o Templo Romano, a Catedral de Santa Maria, a Igreja de S.Francisco, a Capela dos Ossos, o Palácio de D. Manuel, a Ermida de S.Brás, o Mirante da Casa de Cordovil, a Janela Manuelina da Casa de Garcia de Resende, o Antigo Colégio do Espirito Santo, actualmente a Universidade, a Igreja da Misiricordia, a Praça do Giraldo e o Teatro Garcia de Resende. 

                             Do Livro : O Melhor do Alentejo-Turismo de Portugal-Alemtejo

ORIGEM DO NOME:- Por curiosidade mencionem-se os vários nomes que Évora teve e os nomes que alguns pretendiam que ela tivesse tido. Uns dizem que foi fundada por Eburones, que lhe deram o nome de Ebura,Ebora ou Elbura. No tempo dos romanos chamou-se Liberalitas Julia, Plinio chamou-lhe Ebora Cerealis. Sob o dominio de Júlio Cesar ou Octaviano o nome ere Jus Latim Vetus. Depois da conquistada pelo mouro Tarique ficou Yebora.
No entanto a maioria pensa que Ebora, seria nome celtico.

A elevação do centro histórico de Évora a Património Mundial , em 1987 veio dar merecida fama internacional. Tanto Évora, como Guimarães e até Angra do Heroismo, distinguidas pelas unesco, têm como trunfo, não tanto uma monumentalidade esmagadora, mas uma armonia de conjunto, para a qual as casas de habitação e as calçadas contribuem tanto como os edificios nobres.

UMA CURIOSIDADE QUE NÃO PODE DEIXAR DE VISITAR :- A CAPELA DOS OSSOS (ver a baixo)
A Capela dos Ossos é um dos locais mais procurados de Évora.
Logo à entrada desta macabra atracção turística deparamo-nos com um simpático dizer:
«Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos»
Origem da capela:
Em pleno Sec .XVI existiam na região de Évora 42 cemitérios monásticos que estavam a ocupar demasiado espaço e locais estratégicos que muitos pretendiam utilizar para outros fins. Decidiram pois,retirar os esqueletos da terra e usá-los para construir e decorar uma capela.

Se em qualquer localidade do Alentejo é dificil ir à procura das suas primeiras ocupações humanas, em Évora o trabalho é redobrado.
Menires, sepulturas, cromeleques, antas e outros consideráveis vestígios falam-nos de uma ocupação antiquissima e intensa. A civilização megalitica foi brilhante na região de Évora.
Estão presentes muitos vestíigios da Idade do Bronze , da Idade do Ferro, um vastissimo e rico acervo da época romana., muitos vestígios do periodo medieval islâmico e do medieval cristão.

Évora terá sido sede do reino céltico-lusitano de Astolpas, sogro de Viriato.  Sertório, dizem, fortificou-a.
Com as invasões barbaras construiram-lhe uma muralha, que mais tarde se chamou «cerca velha»
O nosso primeiro rei instalou no seu castelo a Ordem Militar de São Bento de Calatrava.
Evora teve Foral de D.Afonso Henriques  confirmado em 1219 por D.AfonsoII
Évora foi corte de vários reis da dinastia afonsina. Aqui se reuniram cortes mais de duas dezenas de vezes. D.Joãi II, D. Manuel, D.João III e o cardeal D.Henrique enriqueceram a cidade com edificios civis e religiosos. Este ultimo, que foi o primeiro arcebispo de Évora fundou a Universidade em 1559.
Évora também esteve na preparação do movimmento que terminaria na Restauração.

O PRAZER DE OLHAR:-O Chafariz da Praça de Giraldo. Muralhas e fossos de Évora,Capela dos Ossos, Convento dos Lois, Arco Romano de D.Isabel, Igreja dos Loios, Igreja da Graça. muralhas de Évora, Templo Romano (acrópole),  Palácio da Inquisição, Aqueduto da Água de Prata(desenhado por Francisco Arruda-o arquitecto da Torre de de Belem)etc. etc. etc......

Não pensem que conseguirão  ver  num dia os mais de 50 ou 60 pontos de interesse desta lindissima cidade que é orgulhosamente Património da Humanidade.

                    A VISITA À CAPELA DOS OSSOS

               (pode impressionar mas não é "perder tempo"



















(FOTOS DA INTERNETE)
                             

________________________________________                   MONTEMOR O NOVO



ORIGEM DO NOME:Existem várias versões para o nome. Conta-se que D.Sancho I quando lhe perguntaram em que monte queria que se edificasse o castelo,disse «no Montemor». Alguns dizem que Montemor tem origem nos celtas, outros aindam falam do Mons Maior Novus, que teria sido fundado por cima do Castro Novus. Como já existia outro Montemor, a este deu-se o nome de Montemor o novo e ao outro Montemor o Velho.

Montemor tem uma ocupação humana muito antiga.Parece ser uma das terras mais antigas de Portugal pois existia no tempo dos romanos que lhe chamaram Castrum Malianum. As primeiras noticias que se conhecem de Montemor o Novo são do ano 93 da nossa era. Quando foi conquistada pela primeira vez em 1190 encontraram-na muito bem amuralhada. Os mouros conquistaram-na tendo no comando o principe Al-Mansor que deu o nome ao rio que passa na vila.
O castelo não possui ogivas em arcos mouriscos.
Montemor foi Sede de duas cortes e residência temporária de D.Afonso V , D. João III e D. Manuel I.
Em 1482 foi sede de uma conspiração contra D.João II. Recebeu em 1503 Foral Novo de D. Manuel.

O grande apogeu de Montemor o Novo foram os séc,XV e XVI. A vila teve um papel importante na luta contra a ocupação castelhana de 1589 a 1640 e durante as invasões francesas resistiu à primeira invasão de Ju
Uma das figuras importantes desta vila foi São João de Deus, que aqui nasceu em 1495 e aqui fundou a Ordem dos Irmãos Hospitaleiros.
O PRAZER DE OLHAR:- Castelo,  Igreja da Nossa Senhora da Purificação da Represa. Ermida Santo André do Outeiro.,Convento São Domingos, Lápide do Chafariz de Montemor o Novo, Paço da Quinta de D.Francisco, etc.
As freguesias de Lavre, Santiago do Escoural e Cabrela merecem uma visita.

O ORAZER DE COMER Nas receitas nunca esquecer as Perninhas de Rã, Vitela tradicional do Montado, Assado de Borrego, alimado de cação,  caldeirada de Peixe do Rio, sopas de beldroegas ,miolos de porco e muito mais haverá.
Os "gulosos" escolherão entre queijadas ou cernelhas, cacetes da torre,empadas, londrinos e no fim prove um licor de poejo e granito. 
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                           S.MIGUEL DE MACHED

É uma fréguesia antiga, tendo ao que parece, sido desmenbrada, da vizinha fréguesia de Machede, em periodo anterior ao Sec.XVI, pois dessa época são os traços arquitectónicos mais antigos da igreja paroquial de S.Miguel do A


A sede da fréguesia foi elevada à categoria de vila em 29/12/1923, juntamente com a também povoação de São Manços.

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                       TORRE DE COELHEIROS



Fréguesia do Concelho de Évora


Antiga terra dos Cogominhos, a freguesia perdeu grande parte da sua população pela emigração na década de 1960,sobretudo para a Suiça. Os ultimos anos têm sido de crescimentopara a localidade, beneficiando da proximidade com Évora, cidade onde trabalha a maioria da população torreense e do regresso de muitos emigrantes à terra natal.

Tem como atractivos a paisagem natural, o Paço dos Cogominhos, a Igreja da Nª Sª do Rosário e o Pelourinho.
Actualmente a freguesia de Torre de Coelheiros abrange também as extintas freguesias de São Bento de Pomares, São Jordão e São Marcos da Abóboda.
PATRIMÓNIO EDIFICADO:-
Anta da Herdade da Murteira - Anta da Herdade da Tisnada e Castelo de Torre de Coelheiros.
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O Concelho de Mourão é composto por: Granja e  Luz

ORIGEM DO NOME:-  Tinha uma outra localização mais baixa, mas as inundações do Rio Guadiana e as águas estgnadas e causadoras de doenças obrigaram os habitantes a escolherem um local mais elevado.Esta povoação chamava-se Magron, que deu origem ao tupónimo  actual.



Desde o paleolitico que existe conhecimento da ocupação humana nesta região.


Mourão que fazia parte da divisão administrativa da Lusitânia,possui muitas marcas da presença romana e a mais evidente e mais importante foi submnersa pelas águas da Barragem do Alqueva.: o Castelo da Lousa, localizava-se a cerca de 3 km a norte da Aldeia da Luz. O castelo não tinha grandes aptidões defensivas mas serviria para vigia da margem esquerda do Guadiana. 


A primitiva vila de Mourão ter-se-ia chamado Vila Velha.


Mourão é um interessante exemplo do que deverá tersido a vida de uma alargada lista de povoações de fronteira que mudaram frequentemente de senhores.Tanto pertenciam ao reino de Portugal como ao dominio muçulmano. E assim deve ter acontecido até ao ano 1226, no reinado de D.Sancho II, quando Gonçalo Egas lhe concedeu Foral. Depois de vários anos de conflitos, Mourão voltou a sofrer muitos ataques castelhanos durante a Guerra da Restauração. até que o exercito do Duque de São German, depois de um cerco a conquistou,Foi reconquistada em 1657.

Em 1755 sofreu os efeitos do terramoto.
O PRAZER DE OLHAR:-Castelo de Mourão, conjunto Urbano, Igreja Paroquial de S.Brás, Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias

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                  ALDEIA DA LUZ (VELHA)

(Concelho de Mourão)-A velha Aldeia da Luz. ou mnelhor, a submersa Aldeia da Luz, encontrava-se situada nas Herdades dos Passaros e Julioa. A sua origem era do periodo Paleolitico e Neolitico.

Teve uma importância grande pela sua ligação ao submerso Castelo da Lousa, de origem romana.
A aldeia localizava-se no caminho de algumas passagens de antigas estradas romanas que atravessavam o Guadiana.

Marque um encontro com a natureza e vá até à Praia Fluvial do Guadiana, ou à Praia Fluvial do Serrieiro. ou vá até à Barragem do Alqueva


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(Concelho de Mourão):-Fica situada na margem esquerda da Ribeira de Godelim .
O nome Granja deriva do baixo latim granjum, que significa «terreno onde se cultivam cereais».
A freguesia faz fronteita com Espanha e etm como povoações vizinhas Amareleja e Mourão a norte

É actualmente uma das aldeias ribeirinhas do Alqueva.
Terra muito antiga que foi vitima de inumeros saques e assaltos de tropas castelhanas.
No Sec-XIII havia uma referencia a «Granja do Hospital»
No Sec.XVI pertencia à Ordem de Aviz.


Tem como património a Igreja de São Brás, a ermida da Misericordia e muitas e interessantes chaminés mouriscas,


Na gastronomia é o receituário alentejano. Para os «gulosos» não percam a encharcada.



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PORTEL

   O concelho de Portel é composto pelas seguintes freguesias:-Alqueva, Amieira,  Monte do Trigo, Oriola,  Santana, São Bartolomeu do Outeiro e Vera crus.

ORIGEM DO NOME:-Diz-se Portel de Portelo com queda do «o» por influencia árabe. O nome antigo do sítio era Portel Mafomede. Portel também significa «porto pequeno»» . «entrada», «passagem estreita». É um derivado do vocábulo «porto» com um sufixo diminuitivo.



Portel tem ocupação humana muito antiga e os vestígios de diferentes épocas da história do homem encontrados no concelho são prova disso.
Portel Mafomede quer dizer Portel Muçulmano.
D. AfonsoIII fez a doação de Portel a D.João Peres de Aboim.
Em 1261 o rei autorizou a construção de um castelo que melhor servisse D.João, que passou Carta de Foral aos povoadores do Castelo de Portel. em 1262.
Depois da morte de D.João foi D.Dinis que começou a wedificar a Vila de Portel..
No reinado de D. Manuel, que lhe deu Foral Novo,o castelo foi remodelado e transformado no Paço dos Duques de Bragança.

Depois de ter passado por tempos de paz, a linha de fronteira afastou-se, os caminhos desviaram-se de Portel, e a Vila e o Castelo entram em declinio, até o castelo ter ficado em ruinas no sec XIX e no sec XX foi declarado monumento nacional.
O Castelo, bem visível à volta ergue-se a 341 m de altitude

PRAZER DE OLHAR:-Castelo e Vila Velha,Capela de Santo Antonio, Igreja de São Pedro de Vera Cruz, Capela de S.Romão, Igreja do Espirito Santo,  Igreja Nossa Senhora do Socorro, Palácio dos Toscanos Limpo de Vasconcelos, Igreja da Misericordia, Miradouro de S.Pedro, o jardim do Castelo e o Parque Dr.França. etc. etc.

O PRAZER DE COMER:- Receitas da cozinha regional do Alentejo, em Portel chamam Açõrdas a uma maioria de sopas: açordas de favas, de carne frita, salsa e cebola, de beldroegas, de tomate  e de cação. Não esqueça as celebres migas com carne de porco, cozido de grão, calducho, e rexina.
Bons queijos de cabra e ovelha, bolos folhados, pupias, filhoses,borrachos ,pasteis de grão e muitos outros doces, esperam pela vossa prova
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                                   Redondo



O Concelho de Redondo é composto pela freguesia de Montoito


ORIGEM DO NOME:-Existia um penedo nas muralhas medievais ao qual eram atribuidas virtudes mágicas.. Era um penedo redondo que deu o nome ao concelho. No entento, o  nome desta vila filia-se no nome comum redondo, do latim rotundu, através do português arcaico rodondo e com a posterior dissimilação do primeiro "o" em "e".

      
Mais uma vila com fundação romana ou mesmo pré-romana.

Redondo rcebeu o primeiro Foral em 1250 de D.Afonso II, confirmado por D.Dinis em 1318.
D.Dinis em 1319 fortificou a vila com a construão do castelo. Foi saqueada durante as guerras fernandinas pelo exército do Conde de Cambridge.
D.João I deu-lhe vários privilégios. A expansão de Redondo deu-se a partir de 1463.

Património da coroa, a vila foi doada em 1500 ao capitão D.Vasco Coutinho. D. Manuel deu-lhe foral Novo em 1516.
Os restos de muralhas e a Torre de Menagem estão classificadas como Monumento Nacional desdee 1946.

A loiça vidrada e decorada com cenas da vida rural é uma das imagens de marca desde concelho.


Do castelo restam alguns troços de muralha com a Porta da Ravessa(nome recuperado para um conhecido vinho da adega local.
O PRAZER DE OLHAR:- Igreja do Calvário; Castelo; Torre de Menagem ; Convento de Santo Antonio e o Conv.de S,Paulo; Pelourinho; Ermida de S,Pedro:  Largo  D.Dinis, Museu do Barro e o Museu Regional do Vinho do Alentejo.
 O PRAZER DE COMER Todas as receitas do receituário regional do Alentejo, se encontran nos vários resaurantes da vila.

Redondo, tal como Campo Maior, também tem a sua Festa da Flor.Não perca a oportunidade de uma visita, propositadamentre para a festa. Se a de Campo Maior é imperdível, a de Redondo, imperdível é.

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             REGUENGOS DE  MONSARAZ
O Concelho de Reguengos de Monsaraz é composto pelas seguintes fréguesias:-Campinho,Campo,S.Pedro do Curval e Monsaraz O antigo concelho de Monsaraz tinha como fréguesias Monsaaraz-vila, Barrada, Motrinos. Outeiro e Telheiro.

ORIGEM DO NOME:- A história de Reguengos confunde-se com a de Monsaraz. Esta vila teve concelho, que em 1838  passou para Reguengos. Monsaraz é um monte que foi um povoado p+ré-histórico, mais tarde romanizado e depois ocupado por todos os povos que nos visitaram.

O nome pode querer dizer «Monte Xarez» ou «Monte Xaraz» que significa monte situado num lugar com muitas brenhas de esteves que em certoslugares tomam o nome de xaras.

A Palavra Reguengos vem dos terrenos que tinham essa condição de reguengo, tanto em tempo da Casa de Bragança como depois, pertencentes à coroa.

Só no ano de 1252 é que D.Sancho II, com a ajuda dos Templários, conquista definitivamente Monsaraz. Grato pelo auxilio recebido, o monarca acabou por d oar a vila `Ordem. Receberá carta Foral 11 anos mais tarde, altura em que D. Dinis manda erguer o actual castelo na ponta mais extrema das muralhas. DEntro destas só a fidalguia era autorizada a morar. A arraia-miuda ficava confinada ao Arrabalde..
A partir de  1840,perdido o interesse militar, Monsaraz deixa d e ser concelho e torna-se nua vila fantasma.
Nos ultiumos anos foi ganhando notoridade. Agora a vista das muralhas passou a ter um novo motivo de interesse: o grande espelho de água do Alqueva

VILA MEDIEVAL
Podemos dar 2 voltas a Monsaraz, dentro da cerca, e não ver um papel no chão. Está tudo imaculado, como um castelo de brincar cuidado por um coleccionador, o casario branco feito de cal e xisto. Daqui tem uma das vistas mais incríveis sobre o Alqueva, com Espanha em fundo.
               

PRAZER DE OLHAR:- 

Igreja Matriz;Castelo;Porta da Vila;Pelourinhgo;Cisterna da Vila;Capela de S.Bento, Paços da Audiênci; Ermida Santa Catarina ; Igreja Santiago; Igreja do Convento de Nossa Senhora da Orada;jardim Publico ; Ermida Nossa Senhora dos Remédiios, etc.

O PRAZER DE COMER: Açorda de alho,de barbo, de tomate,de grão e sopa da panela.

Carne de porco com ameijoas.perna de borrego assada, encharcada e Bolo podre.

A cerâmica, chocalhos, cobre, ferro forjado,latoaria, tapetes arraiolos e o mobiliário tradicional, peças do nosso Artesanato que chamam a nossa atenção e que merecem uma observação mais 
atenta.

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                    SÃO PEDRO DO CORVAL


(Concelho de Reguengos)
Até 1948 chamava-se Aldeia do Mato.Estava isolada e situava-se no meio de densas charnecas.
É conhecida pela olaria e considerada como sendo a capital ibérica do barro, com muitas dezenas de Olarias

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                                   SOUSEL

                                                  
O Concelho de Sousel é composto pelas seguintes freguesias:Cano; Casa Branca e Santo Amaro.

ORIGEM DO NOME:- No tempo de D.Sancho II, em 1223, habitou no lugar onde foi edificada 
a vila de Sousel um homerm chamado Mem Sousão, que terá sido o primeiro habitante do lugar. Como Sousel é diminuitivo de Sousa, este homem teria dado o nome à vila.

Uma segunda versão:-os campos de Sousel sempre foram ricos em funcho de seizil. nascido de maneira expontânea. Daí terá vindo por corrupção o nome de Sousel

O PRAZER DE OLHAR:-  Igreja Matriz; Capela de Nossa Senhora da Orada; Capela Espirito Santo: Igreja da Misericordia; Capela de São Sebasatião, Casas Senhoriais e Museu Municipal.

O PRAZER DE COMER Nas receitas tradicionais temos : Sarrabulho; borrego assado;  coelho frito assado na brasa, perdiz de escabeche, codorniz frita, feijoada de lebre e tarte de caça.
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(Concelho de Sousel)- Teve uma ocupação humana pré-romana.

Herdou o seu nome dos romanos Cannum, local de passagem de águas abundantes. No lugare de Represa encontram-se vestígios de antigo povoamento:alicerces,blocos de pedras lavrada, restos de uma barragem e restos de uma ermida

Foi de Cano que Nuno Alvares Pereira recrutou a base do seu exercito para a Batalha dos  Atoleiros.
D.Manuel I deu Foral a esta vila em 1512. O concelho foi extinto em 1826
PRAZER DE OLHAR:- Igreja Matriz, Torre do Alamo ou Torre de Camões, pelourinho; Capela de Santo Antonio e Capela de São Sebastião ; Fonte das Bicas e Moinho de Vento na Serra de S.Bartolomeu.

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                            VENDAS NOVAS




O concelho de Vendas Novas é composto por Landeira e Vendas Novas.


ORIGEM DO NOME:- Foi aqui que o Duque de Bragança mandou construir uma estalagem em 1530.Ficava a meia distancia entre Lisboa e Vila Viçosa.. A esta "Pousada do Duque" juntaran-se outras e também vários estabelecimentos para venda de diversas mercadorias. 


Vendas Novas nasceu de uma estrada que atravessava a povoação e por onde passavam com frequência as carruagens reais.

Um dia um rei magnânimo e riquissimo mandou construir um Palácio Real para que a princesa das Astúrias e o principe do Brasil aqui encontrassem a sua pousada.
Durante anos foi Pousada da Corte e hojé é Escola Prática de Artilharia.

Apareceu o comboio, desenvolveu-se a povoação, fixaram-se algumas industrias e em  Agosto de 1911 Vendas Novas passou a vila., mas só em 1962 consegue ser ser concelho.

 Em 1993 é elevada a cidade,
PRAZER DE OLHAR:- Palácio Real(Escola Prática de Artilharia); Igreja São Domingos Sávio; Capela do Monte Velho da Ajuda; Palácio e Capela do Vidigal;Capela São Gabriel,e o jardim público de Vendas Novas.

PRAZER DE COMER As habituais receitas são do receituário alentejano, no entanto não esqueça os pombos bravos com agriões.
Umas das delicias e atração gastronómica são as celebres bifanas.  Um copo ou dois de um bom vinho alentejano , casa maravilhosamente com uma ou duas bifanas. Faça a experiência e não se arrependerá.


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                   VIANA DO ALENTEJO     
                                     
       


  O Concelho é composto pelas seguintes fréguesias:- Aguiar  e  Alcáçovas,


ORIGEM DO NOME:- Diz-se que a povoação teria sido fundada por galo-celtas, que, em memória à cidade de Viena, sua pátria, lhe deram o mesmo nome.



A primeira ocupação humana foi romana. O sítio de Viana, na Reconquista, era uma herdade chamada Foxém e daí o seu primeiro nome ser Viana de Foxcim. Depois foi Viana a Par de Alvito. Mais tarde foi chamada apenas por Viaana que para se distinguir de Viana do Castelo, começou a chamar-se de Viana do Alentejo.

D. Afonso III deu à vila a primeira Carta de Foral, confirmada por D. Dinis em 1321.
Foi também D.Dinis que mandou construir o castelo e a cerca. D.João II acabou em Viana as cortes que tinha começado em Évora em 1481.
O Castelo é monumento Nacional  desde 1910. O resto do Castelo e a matriz, igreja fortaleza e belo exemplar do manuelino alentejano., são as grandes atracções da sede do Concelho.
Nos arredores, o maior santuário alentejano de peregrinação: Nossa Senhora de Aires, cuja igreja expõe vasta e curiosa coleção de ex-votos.
O PRAZER DE OLHAR:-Igreja Matriz;  Pelourinho; Paço Real; Ermida de São Sebastião;Oratório do Calvário;Convento de Nossa Senhora da Piedade;Igreja da Misericordia;ruinas da Ermida de São Pedro: Fonte das Freiras;  Fonte da Renascença; Chafariz da Praça da Palha; Fonte da Cruz e muito mais há para ver.

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                                     AGUIAR   

                                                              
(Concelho de Viana do Alentejo)
A fundação de Aguiar vem de Agar, de tradição oral.
Teve carta Foral em 1269 reformada por D. Manuel I. Foi aqui paroco, no Sec. XVI, André de Resende, amigo de Erasmo e professor de infantes.
O PRAZER DE OLHAR:- Fonte do Passo; Anta do Zambujeiro;  Igreja das Chacas; Igreja Matriz e Igreja Nossa Senhora da Assunção. ________________________________________
       ALCÁÇOVAS



                                                 
(Concelho de Viana do Alentejo)
A povoação é muito antiga e está situada sobre o antigo itenerário que ligava Ebora a Salacia(Évora - Alcácer do Sal)

O seu nome vem do árabe al-qaçaba(cidade fortificada)
D. Martinho bispo de Évora deu-lhe Foral particular em 1259.  D.Afonso III incorporou-a nos bens da coroa e elevou-a a Vila em 1271. D.Dinis deu~lhe Foral em 1279 e em 1283 mandou reconstruir o castelo para servir de morada. O Palácio foi palco de vários casamentos reais. Foi aqui neste palácio que se assinou o tratado das Alcáçovas em  1479, que pôs termo à guerra da Sucessão.

O PRAZER DE OLHAR:-Fonte de S.Gonçalo; Torre do Relógio; Ermida de S.Teotónio; Ermida de S.Geraldo; Fonte da Rocha; Igreja da Misericórdia; Fonte dos Escudeiros; Museu dfo Chocalho;  Paço Real da Vila; 
O Artesanato do concelho tem como simbolos máximos os chocalhos das Alcáçovas e a olaria  tradicional.



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 Vila Viçosa é composto pelas seguintes fréguesias:-Bencatel; Ciladas;Conceição(Vila Viçosa); Pardais e S.Bartolomeu(Vila Viçosa)

ORIGEM DO NOME:- Antes foi «Vale Viçoso» devido à fertilidade do lugar.Posteriormente trocou "Vale" por " Vila". Foi André que lhe chamou Calípole e os seus habitantes ainda hoje são conhecidos calipolenses.



O local onde posteriormente foi edificada Vila Viçosa foi ocupado por diferentes povos até à sua romanização. É do periodo romano que datam quase todos os vestigios arqueológicos existentes.. O centro da antiga povoação romana seria ao redor do Poço do Alandroal.

D.Afonso III outorga em 1250 Foral a Estremoz fazendo parte do termo do seu concelho a aldeia de Bugios, que significa "mourama", que exixtia no local onde é agora Vila Viçosa.
D.Afonso III  concede Foral a Vila Viçosa.  D.Dinis mandou construir e fortificar a vila.

D.Manuel concedeu novo Foral em 1512 e nesta data já Vila Viçosa é um aglomerado em forte crescimento.

Foi a partir de 1502, com o inicio da construção do Paço Ducal, futura residencia do Duque D.Jaime, quye se desenvolveu7 uma importante fase construtiva ao gosto renascentista.

Um pouco mais tarde a construção da Fortaleza Artilheira,em 1520 originou a destruição do castelo original, e uma parte da muralha primitiva.
Durante os sec,XVI e XVII brilhou Vila Viçosa ducal, em relação à qual ainda hoje subsistem monumentos e riqueza patrimonial.
Vila Viçosa foi fortemente abalada pelo terramoto de 1755 e no inicio do Sec.XIX foi saqueada durante as Invasões Francesas.


Em marmore e delimitando uma vasta praça nobre, o Paço Ducal é o maior dos emblemas de Vila Viçosa. É uma terra tranquila, de escala humana e onde o tempo não parece correr da mesma forma que nas grandes metropoles. Parte das ruas são em calçada antiga e tudo isto a par do colorido das casas, dos quintais floridos e dos renques de laranjeiras, contribui para uma estada agradável.


O PRAZER DE OLHAR:É vasto e diversificado o património de Vila Viçosa:

Paço Ducal; Terreiro do Paço; Porta dos Nós; Panteão dos Duques; Panteão das Duquesas; Casa dos Arcos; Castelo; Pelourinho; Tapada Real; Igreja dos Agostinhos; Igreja São Domingos; Igreja e Convento Santa Cruz;  Igreja da Misericordia; Estátia de Florbela Espanca, Estátua de Henrique Pousão; Ermida S,Jerónimo, de S.Luis,S.Tiago, São João Batista; Palácio dos Matos Azambujas;Convento dos Capuchos; Cruzeiro da Serpente; Arquivo Musical; Museu de Arte Sacra;  Museu do Marmore, e muitos mais sitios merecem a visita.
PRAZER DE COMER Nas receitas tradicionais tudo encontrarão do tradicional alentejano.

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                              ALTO ALENTEJO

Fazem parte do Alto Alentejo os seguintes concelhos:-

Alter do Chão-Arronches-Aviz-Campo Maior-Castelo de Vide-Crato-Elvas-Fronteira-Gavião-Marvão-Monforte-Mora-Nisa-Ponte Sôr e Portalegre.
TERRAS REFERENCIADAS
Alter do Chão-Alter Pedroso-Seda-Arroches-Esperança e Mosteiros-Avis-Benavila-Campo Maior-Ouguela-Castelo de Vide-Crato-Flor da Rosa-Gáfete-Vale do Peso-Aldeia da Mata-Elvas-Santa Eulália-Vila Fernando-Vila Boim-Fronteira-Cabeço de Vide-Gavião-Comenda-Marvão-Salvador da Aramenha-Monforte-Assumar-Mora-Pavia-Torre das Aguias-Nisa-Alpalhão-Ponte Sor-Galveias-Montargil-Portalegre.
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                                 Alter do Chão
                                                   

As freguesias do Concelho de Alter do Chão são: Chança, Cunheira e Seda                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                
ORIGEM DO NOME:-Alter do Chão teve ocupação pré-romana, na Idade do Ferro, num aglomerado hoje com o nome de Alter de Pedroso, mas foram os romanos que a fundaram e lhe deram o nome:Abelterium ou Eleteri.  Alter do Chão quer dizer Alter em «terra chã» ou uma extensão plana ou ainda «propriedade arborizada e regadia», por oposição a Alter Pedroso.Uma outra versão diz que Alter do Chão teria nascido das ruinas da cidade romana de Abelteria, Mia tarde teria dado Alter Planus(do Chão) e Alter Petrosus(Pedroso).

Povoação fundada em 204 d.C. Chegaram os romanos e o povoado desenvolveu-se e teve os tempos aureos durante  a romanização,Posteriormente o lugar foi arraso pelas tropas do Imperador Adriano.Mais tarde, durante a Reconquista, foi ocupada pelas forças de Portugal desde a segunda década do Sec XIII e D.Afonso II(1211-1223) ordena o seu repovoamento.


A mudança continua: D.Pedro I determina a reconstrução da vila e do castelo. 

No periodo da Guerra da Restauração a vila e o seu castelo foram conquistados e ocupados pelas tropas espanholas de D.João de Austria.
O castelo de Alter do Chão foi vendido na decada de 30 do Sec.XIX a José Barreto Cotta Castelino, que o vendeu a José Barahona de Castelo-Branco Cordovil em 1892. Depois de ter passado pelas mãos de outros donos foi  por ultimo para a Fundação da Casa de Bragança.
O castelo de Alter do Chão situado num cruzamento do centro da vila ,tem mais de paço acastelado do que de fortaleza.
O PRAZER DE OLHAR:- Castelo,Chafariz renascentista, Igreja Nossa Senhora da Alegria, Pelourinho Manuelino, Cudelaria de Alter, Palácio Alamo, Chafariz dos Bonecos, Chafariz da Barreira, Fonte da Praça da República, Et
O PRAZER DE COMER
Na gastronomia temos a sopa de miudos de borrego, pernil assado no forno, costoletas de borrego, migas de espargos-bravos com entrecosto frito e vários doces conventuais e fatias da china.

COUDELARIA DE ALTER:-Origináriamente chamada «Acavalherado Real» foi fundada em 1748 por D.João V, e tinha como objectivo fornecer cavalos para a Picaria Real.

Produz cavalos de raça lusitana.
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                          ALTER PEDROSO


(Concelho de Alter do Chão)- Terá sido um castro que os romanos transformaram numa pequena fortaleza. Seis Klm a norte de Alter do Chão, aqui se situava o principal castelo da região.


Da primeira estrutura só resta um portal em estilo gótico, partes da muralha em ruina e a porta da Capela de São Bento. Em 1977 foi classificado como imóvel de Interesse Publico.
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                                   SEDA



(Concelho de Alter do Chão)-O seu primeiro povoamento remonta à Pré-História.
Tem cerca de 20  antas identificadas. Presença romana: Ponte de Vila Formosa, do secI d.C.
Terá sido um castro lusitano. D. Afonso Henriques conquistou Seda e doou-a à Ordem do Templo.
D.Afonso III doou a povoação `Ordem de Avis.
D.João I deu-lhe carta de Foral em 1427, elevando- a Vila
Foi Sede de concelho de 1527 a 1836.

Apenas chegou até hoje um troço da muralha medieval.
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O concelho de Arronches é composto pelas seguintes fréguesias:Assunção(Arroches), Esperança e Mosteiro.


ORIGEM DO NOME:Dizem alguns historiadores e disse Plínio que Arroches foi fundada no  tempo de Caio Calígula, no ano I da nossa era, por povos vindos de Aroche, vila Andaluza.

Chamou-se Aruncis e depois Arronchela, como diz Rodrigo Caro nas Antiguidades de Sevilha.

Arronches é um sitio com fixação humana desde o Paleolitico e a estação dessa época encontrada na confluência da Ribeira de Arronches com o Rio Caia, é prova dessa fixação.

As estações líticas no Rio Caia, são também prova da antiguidade dessa fixação.
Muito posteriormente, os romanos vindos de Aroche terão fundado a vila.Por aqui deixaram vestígios.
Do tempo mouro pouco se conhece a não ser asw frequentes mudanças entre o dominio muçulmano e os exercitos de Reconquista.

Teve foral de D.Afonso III em 1255, D.Manuel outurgou-lhe Foral Novo em 1512e D.Pedro II deu-lhe o «Foral Novissimo» que raras localidades usufruiam.

O catelo foi reedificado em 1310, no reinado de D.Dinis que chegou a reunir côrtes em Arronches. Foi tranbém nas Cortes de Arronches que se decidiu o casamento de D.Afonso V com a princesa D.Joana de Castela.

Com estragos ocasionados pelo exercito de D.João de Austria e com o terramoto de 1755 as muralhas ficaram em ruinas.As ruinas estão classificadas como Imóvel de Interesse Público desde 1977.
O PRAZER DE OLHAR:-Torre medieval do Castelo, Igreja de S.Bartolomeu, Igreja Matriz, Igreja da Misericordia,  Igreja Nossa Senhora da Esperança, Paços do Concelho, Igreja de Santo Antonio,  Igreja de Santa Luzia, Museu Agrícola, Museu do Brinquedo  etc.

Em Arronches pode passear-se pelas ruas caracteristicas do Alentejo, onde a cal predomina.


O PRAZER DE COMER:- 

É rica a gastronomia em Arronches. 
Sopa de tomate  com orégãos e figos, sopa de beldroegas com queijo fresco, sopa de batata com bacalhau, sopa de cachola, molhinhos de borrego, migas de batata com entrecosto frito, aletria, arroz doce, pudim de feijão branco, etc, etc.

Pode ainda dar um bom passeio pela natureza: Albufeira da Barragem de Abrilongoi, Praia Fluvial dos Mosteitos, Praia Fluvial do Rio Caia, caça fotográfica aos patos e garças da albufeira do Caia  e muito mais.

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 (Concelho de Arronches) São duas freguesias rurais que merecem uma visita.Grande singelesa no casario. A igreja de Esperança tem um lindissimo retábulo. As 2 freguesias estão a 5 minutos de Espanha


________________________________________                              __  AVIS
                                              

O Concelho de Avis tem as seguintes fréguesias:-Alcórrego - Aldeia Velha - Benavila - Ervedal - Figueira e Barros - Maranhão e Valongo.


ORIGEM DO NOME-Avis tem ocupação humana muito antiga como atesta todo o espólio arqueológico da região, mas o nome não foi consequência da instalação da Ordem de Avis neste lugar. Terá existido uma aldeia berbere com o nome de Albis, que mais tarde deu Avis. E foi Avis que deu o nome à Ordem de3 Calatrava em Portugal.



A chegada a Avis é uma surpresa:- dificilmente se advinha a imponência de uma vila branca, muito branca, enquadrada num orizonte verde. Cá em baixo, as águas da albufeira e dos rios, e lá em cima, a 200 m de altutude a vila.

Foi aqui que a Ordem de Avis teve Sede.
Existem contradições quando começou Avis, mas  também existem certezas e uma das mais importante em relação à antiguidade do lugar, é a riqueza arqueológica da região.
A primeira referência em documentação medieval é do Sec.XIII.

D.Afonso II doou as terras aos Freires de Évora para aí fundarem e desenvolverem uma povoação e construirem uma fortaleza.

Avis foi fundada em 1211 por D.Fernão Anes, mestre da Ordem.O castelo, segundo uma tradição, foi construido em segredo para que os mouros não de apercebessem.Construiam de noite e de dia tapavam a obra com ramos de arvores.
Avis tem sido sempre um concelho essencialmente agrícola, profundamente rural.
PRAZER DE OLHAR:-Pelourinho ,  casario antigo com portas manuelinas, conjunto de edifícios da antiga Misericordia, Igreja Paroquial de Santo Antonio, Paço do Prior Mor, Igreja Matriz de Nossa Senhoira da Orada,  Necrópole megalitica da Ordem, Igreja Paroquial S.Bras, Igreja Paroquial S.Barnabé. Capela  de Santa Luzia.Museu Fundação Arquivo Paes Telles, Museu Municipal de Etnografia e Arqueologia.
Avis é rica em património. Ainda há muita coisa para ver.
O PRAZER DE COMER Na gastronomia as habituais receitasa tradicionais e a acrescentar as migas gatas, migas de espargos, migas de miolos de porco ou borrego e migas de tomate.
As cavacas são o doce mais emblemático.
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                            BENAVILA

 (Concelho de Avis)- Fica situada numa das margens da albufeiura do Maranhão. O nome de Benavila vem do facto de, durante varios séculos, esta povoação ter sido chamada da «Buena Villa»
Tem uma notável capela, de Nossa Senhora d`Entre Águas que fica situada na conflência da Ribeira de Seda e de Sarrazola.
Se quer dar um passeio pela Natureza vá até ao Miradouro da Barragem do Maranhão que tem uma magnifica vista sobre a barragem,e que é considerado um dos mais tranquilos lagos artificiais portugueses,  ou vá até à Praia Fluvial do Clube Nautico.
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                             CAMPO  MAIOR























O Concelho de Campo Maior tem as seguintes fréguesias :Nossa Semhora da Expectação(Campo Maior) Nossa Senhora da Graça dos Degolados e São João Batista (Campo Maior)


ORIGEM DO NOME:É na verdade um grande campo, um «campo maior» que se encontra quando se demanda  esta terra.

Mesmo depois de reconquistada aos, esta região sofria ataques permanentes que obrigavam a grandes temores e a grandes provações. Uns foram para um lado e outros para o outro , todos  à procura de sitio onde pudessem acoitar-se e defender-se de ataques dos mouros. Um encontrou um terreno apropriado e de imediato gritou: «companheiros aqui será o nosso campo maior. Nele cabemos bem e daqui faremos um reduto para suster os nossos inimigos» E foi assim que nasceu o povoado com o nome de Campo Maior.

Povoação muito antiga com vários milhares de anos, como prova, por exemplo, o povoado pré histórico de Santa Vitória. Foi uma povoação celta, depois romana, e posteriormente muçulmana durante 5 séculos, até ser conquistada para o Reino de Leão em 1219, pelos Peres de Badajoz.

Teve o primeiro Foral dado pelo Bispo D.Frei Peres em 1260. Entrou para a coroa portuguesa através do Tratado de Alcanices.
O castelo foi reedificadob por D.Dinis em 1310 e nos SEc.XVII e XVIII levantaram-se várias fortificações que tornaram Campo Maior uma praça forte. Antes disso D.Manuel deu-lhe foral Novo em 1512.
Campo Maior acolheu muitos judeus perseguidos por Castela.

Depois de 1640 fortificou-se a vila para prepara-la para novos ataques castelhamos. Sofreu guerras, cercos,trovoadas e tempestades que caíram sobre o paiol de poilvora e que mataram dois terços da população.

A vila volta a sofrer cerco em 1801 e sofre nova acometida dos franceses em 1808. Campo Maior voltou a ser fustigada pelas lutas liberais e absolutista e em 1865 acólera matou mais que as guerras. Campo Maior foi integrado no Concelho de Elvas.
O Castelo foi considerado Monumento Nacional em 1911.
O PRAZER DE OLHAR:- É rico e vasto o Património de Campo Maior :- O castelo . a Igreja de São João Batista, a Igreja da Misericordia, Igreja Matriz , Capela dos Ossos,  Claustro e Igreja do Convento Santo Antonio , o Pelourinho , o Museu de Arte Sacra , o Museu do Café (unico na Peninsula Ibérica etc.

O PAZER DE COMER
A gastronomia de Campo Maior é tributária da cozinha regional do Alentejo, mas com algumas influênciuas da vizinha Espanha.
Na docaria os mais emblemáticos são:-tosquiados, sericaia, totilhas de amendoa, grão ou gila, Nógados, queijadas etc,

                         FESTA DA FLOR

       
                  
São meses e meses de tabalho, de entusiasmo sem limites, de horas sem conta que toda a gente de Campo Maior dedica à preparação desta maravilhosa e inesquecível surpresa,desse admirável jardim florido. Todos os milhares e milhares de flores, todas as rosas,todos os cravos, todas as tulipas, glicinias e papiolas formam um raro espectaculo que se torna inesquecível. Só deambulando de rua em rua nos apercebemos da beleza impar desta festa.
É imperdivel. Tive o grato prazer de sentir o  olhar espantado de milhares e milhares de turistas pela beleza que disfrutavam.
Apenas um conselho: não percam uma Festa da Flor, mas resolvam ir , antecipadamente marcando alojamento. Eu consegui marcar estadia com 3 meses de antecedência, mas só consegui ficar em Arronches. Valeu a pena.
Arroches é também uma bonita localidade Alentejana.
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                                 OUGUELA

(COncelho de Campo Maior)- Era um castro pré-romano. Com os mouros tomou o nome de Budua. Os visigodos chamaram-lhe Niguela. Os muçulmanos fortificaram-na.
Terá sido conquistada aos mouros depois de 1230 e em 1255 foi doada ao Cabido e Bispo de Badajoz.

Pelo tratado de Alcanices, de 1297, passou para a coroa portuguesa. D.Dinis deu-lhe carta de Foral em  1298 e madou que se reconstruissem as defesas.
Ouguela resistiu várias vezes a imvasões espanholas. No final do Sec.XVIII teve obras no castelo com a construção de atalaia, fossos e estacaria. O seu castelo foi uma das praças fortes que defendia periodicammente o Alto Alentejo das invasões Castelhanas.
A praça foi desmilitarizada em 1840. É imóvel de interesse Público desde 1943.  
A pequena aldeia estende-se encosta abaixo por simpáticas ruas.Ao lado de casas medievais habitam, em tom harmonioso , casas do Sec. XVII e XVIII.
É uma vila secular e alguns autores defendem que Ouguela é a antiga cidade romana de Budua e que terá sido durante o dominio visigótico que a povoação mudou o nome para Niguela.                          --------------------------------------------------------------------------------------------
No passado dia 3 de Novembro 2014 , esta aldeia histórica recebeu o Galardão "Aldeia de Sonhos", iniciativa da Inatel
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                              CASTEO DE VIDE

As freguesias do Concelho de Castelo de Vide são as seguintes: Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas, Sanata Maria da Devesa(Castelo de Vide), Santiago Maior(Castelo de Vide), São João Batista(Castelo de Vide)
ORIGEM DO NOME:-Até D.Dinis a terra chamava-se Vide.O aglomerado estava situado nuns cabeços onde poliferavam  vides selvagens. D.Dinis iniciou a construção do Castelo, terminado por D.Afonso IV, e desde o cronista Ruy de Pina, em 1299, que se começo a chamar «Castelo da Vide» ao lugar. Posteriormente, seria Castelo de Vide.

O espólio arqueológico que a presença do homem foi deixando século após século, da uma ideia da antiguidade do lugar.
Basta lembrar os menires, necrópoles,barragens, lagariças, moinhos, chafurdões, antas parque megalitico.....desde há muitos milhares de anos que o homem por aqui se fixou.

Foi tomada aos mouros por D.Afonso Henriques em 1148, que a doou a Gonçalo Mouzinho, cavaleiro do tempo do Conde D.Henrique.

Teve um porimeiro Foral particular em 1180 dado pore Pedro Enes,
Transformou-se em municipio em 1226. D.Dinis edificou o castelo, fez obras para defesa e amp'liou o perimetro das muralhas.
Em 1372, D.Fernando cede  Castelo de Vide à Ordem de Cristo.
Anos mais tarde, em 1512. D. Manuel Concede Foral Novo e dá-lhe o titulo de Nobre Vila.
Castelo de Vide fopi um dos locais de entrada das migrações de judeus  e há noticias de um nucleo de judeus logo no inicio do Sec.XIV, época durante a qual a judiaria se condolidou, A judiaria ocupava uma zona junto da porta principal do castelo, entre o mercado e a Fonte da Vila. É a judiaria que se encontra mais bem preservada em todo o país.
A antiga Sinnagoga localiza-se na esquina da Rua da Judiaria com a rua da fonte.
O PRAZER DE OLHAR:-
Castelo de Vide tem um notável conjunto de monumentos que é importante visitar.
Antigo Paços do Concelho, Cassa Amarela,  Casa de Matos, Casa do Arçário, Casa do Prior da Igreja, Casa Magessi, Praça D.Pedro V , castelo, a sinagoga, e cerca de 10 igrejas.

O PRAZER DE COMER A gastronomia de Castelo de Vide tem as caracteristicas fundamentais da gastronomia do Norte Alentejano.
Destaco algumas receitas: Cachafrito de cabrito, Sarapatel,  Cação com nozes,  molhinhos de tomatada, Figado à moda de Castelo de Vide, Sopa Gata, Sopa de cação  e Ratatau. Destaco estas apenas pela curiosidade do nome.
Na doçaria temos : Boleima, Queijadas, Bolo finto, Esquecidos, Enxovalhada e o conhecido Toucinho do Céu.

Lembro também que em Castelo de Vide é costume e tradição fazerem vários licores, entre os quais o Licor de Noz, Licor de Leite, Licor de Laranja, Licor de Framboesa e Licor de Figo da India.
Para dar uma vista de olhos pela paisagem vá até ao Mirador da Penha,   Mirador da Torre de Menagem, Mirador Cipresteiro ou ao Mirador Penedo Monteiro.

Não esqueça, dê sempre uma olhadela pelas várias casas de artesanato. Vale a pena. ________________________________________
   CRATO                                     
                   
O concelho do Crato é composto pelas seguintes fréguesias: Aldeia da Mata.Mártires, Flor da Rosa, Gáfete, Monte da Pedra e Vale do Peso.

ORIGEM DO NOME:-Segundo Ptolomeu e outros autores o Crato foi fundado muitos anos antes da nossa era cristã. Terão sido cartagineses que o fundaram, quando vieram à Lusitânia. O primeiro nome terá sido Catraleuca. Entre os bispos que assistiram ao Concelho Hibetitano no ano 300 da nossa era, estava um bispo Catraleucente. «Crato» é no entanto palavra grega que significa forte, formidável.
O Crato poderia quase ser umas das capitais do Megalitismo: existem mais de 70 antas no cxoncelho. Estão inventariadas cerca de 70 antas duas delas consideradas Monumento Nacional: a Anta do Tapadão e a Anta do Crato.

Parece que a vila foi edificada nas ruinas de uma cidade cartaginesa.
A ocupação romana deixou marcas.Exemplos disso são as villas, pontes e vários outros vestigios.
Os muçulmanos chegaram,fixaram-se, mas a sanha da Chamada Reconquista não deixou pedra sobre pedra do que a moirama tinha construido.
A região do Crato na era da Reconquista passou para as hostes cristãs em 1160,  e só em 1232 D.Sancho II procedeu ao seu repovoamento, doando-a, juntamente com os dominios da Amieira e Gavião, à Ordem dos Hospitalários.
D.Mem Gonçalves, Prior da Ordem iniciou a construção do Castelo.

O Crato teve Foral Novo, de D.Manbuel I em 1512. e viu as suas defesas modernizadas na época da Guerra da Restauração. No entanto a vila foi cercada e conquistada por D.João de Austria, e todas as suas defesas foram destruidas.

O PRAZER DE OLHAR :-Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição , Igreja e Consistórioi da, Misericórdia, Convento Santoi Antonio , Ermida Nossa Senhora dos Martires, Varanda do Grão Prior, Torre do Relágio, Palácio Teixeira Guerra, Castelo, Paços do Concelho, etc.

O PRAZER DE COMER Depois de um bom passeio experimente a gastronomia do Crato:- Sopa do Abade, sopa de sarapatel, ensopado de bacalhau,  migas de batata,  cozido à moda do Crato,  caldeirada de ganhão, assada de peixe, etc.
 Para adoçar a boca tem Tecolameco,  encharcadas de Gáfete, farófias à moda do Crato, bolo de sopro, Fartens(sec. XVI), Pasteis de ovos-moles, etc.
________________________________________                   FLOR DA ROSA

(Concelho do Crato):- TYem a mais antiga referência em documentos no ano  1351.
Destaca-se a olaria tradicional.

O Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, foi Sede da Ordem do Hospital Fortaleza, paço fortificado, templo e mosteiro. Mandado construir por D.Nuno Alvares Pereira, é hoje Pousada Histórica.
É uma aldeia que se desenvolveu em volta de um importante Mosteiro e que fica bem próxima do Crato
Dê uma vista de olhos pelas fontes medievais.
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(Concelho do Crato):-Foi uma das 12 vilas do Priorado do Crato. Teve Foral Novissimo de D.Pedro II e passou a chamar-se Vila Nova de São João Batista de Gáfete.


O concelho durou até 1836.
Visite-se a Igreja Paroquial de Géfete, Sec. XVI e a antiga Casa da Câmara

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                                   VALE DO PESO

(Concelho do Crato):- Dizem que Vale do Pedo esdtá assente sobre ruínas de uma povoação que se chamou «Cidade do Peso»
Existem aqui muitos vestígios arqueológicos
Foi território com ocupação pré-romana.
Visite-se a Igreja Paroquial, seiscentista.

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                                       (Concelho do Crato):-É a mais bela fréguesia rural da região. Tem um passado muito antigo, Tam ainda muitas casas medievais. e quinhentistas assim como capelas.
Aqui está a maior anta de Portugal a Anta do Tapadão, classificada como Monumento Nacional.

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O concelho de Elvas tem as seguintes fréguesias:Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso(Elvas), Alcáçova(Elvas),Assunção (Elvas),Barbacena, Caia e S~ºao Pedro (Elvas), Santa Eulália, São Brás e São Lourenço , São Vicente e Ventosa, Terrugem, Vila Boim, Vila Fernando.


ORIGEM DO NOME:-Uns dizem que Elvas foi um castro galo-celta que os romanos urbanizaram e deram o nome de Helvas. Depois foi ocupada por visigodos e a partir de 714 por muçulmanos que lhe deram o nome de Ialbax, ou Ielche, outros dizem que a denominação prevem de uma cidade chamada Alba. Outros dizem que os romanos baptizaram a cidade com o nome de Elvii . Outra versão:o primeiro governador militar ou procônsul da Espanha Ulterior chamava-se Caio Marco Hélvio. Diz-se que deu o nome ao rio Caia e o nome de élvio ao povo da região.



Por aqui estiveram celktas cerca de mil anos antes de Cristo, cartagineses, romanos,suevos, alanos e mouros. Os godos e os celtas teriuam sido os primeiros povoadores desta verdadeira «cidade fortaleza». No entanto, foram os árabes o povo que mais tempo esteve na região, de 714 até 1166, quando Geraldo Sem Pavor a conquistou.

A povoação foi depois perdida e reconquistada definitivamente por D.Sancho II em 1229. Foi este rei que lhe deu o primeiro Foral. Teve outro de D.Manuel em 1513, Foral que marcou a elevação de Elvas a cidade.
Elvas, mesmo ao lado de Espanha, atravessou os séculos a defender-se e a atacar. Foi uma cidade que assistiu a momentos históricos importantes desde batalhas, tratados de paz, casamentos......
Foi de Elvas que partiu  Nuno Alvares Pereira para a Batalha e vitória de Valverde em 1385
O PRAZER DE OLHAR:-Castelo, Aqueduto da Amoreira, Forte da Graça, Forte de Santa Luzia, Padrão de Elvas, Casa do Platano e Nora,  Fortim de S.Pedro, Pelourinho, amtigos Paços do Concelho, Fonte da Misericórdia , Fonte de S.Lourenço, Colégio Jesuita de Santiago,  e cerca de 10 ou mais igrejas que merecem uma visita, etc.
O PRAZER DE COMER As receitas tradicionais mais conhecidas são: Bacalhau dourado,  linguado recheado, sopa de cachola, migas de tomate, coelho à caçador, cozido de grão no tacho, lebre com feijão branco.
Elvas tem uma doçaria rica, e em especial apreço, a sericaia, depois as enxovalhadas, azevias, ovos moles e doce das ferras.

Não esqueçam e  vejam também o artesanato que é diverso, e vale a pena dar-lhe atenção.

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                              SANTA EULÁLIA
                                            
(Concelho de Elvas):- Aldeia antiquissima, merece uma visita aos seus vestigios arqueológicos.
Tem várias ermidas rurais, como a de Santa Maria da Alentisca, a de Santo Antonio e São João. Nossa Senhora do Rosário é a padroeira da fréguesia,

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                                            VILA FERNANDO

(Concelho de Elvas):- Foi vila e sede de Concelho extinto no inicio do Sec.XIX. Merecem uma visita as Antas dos Serrones I e II, assim como a sua rica gastronomia tipicamente Alentejana.

No relatório apresentado pelo paroco da fréguesia, após o terramoto de 1755, consta que na herdade de Vila Fernando, havia umas "ténuas casas" a que se chamava Vila Vila Fernando, e ainda hoje há alguns vestígios de paredes antigas.

A actual de Vila Fernando, cujo nome arabe foi de Alcarapinha(onde em meados do Sec.XIII se concentrava o maior numero de agricultores) recebeu este nome mais tardiamente. Ainda hoje lhe chamam Aldeia da Conceição, porque a igreja paroquial tem por orago Nossa Senhora da Conceição.
O documento mais antigo que se conhece sobre Vila Fernando é uma carta de couto datada de 1363.
Os registos paroquiais mais antigos datam de 1620.
Vila Fernando pertenceu à Casa de Bragança.
Em Vila Fernando, com inicio em 1882 existe o instituto de Reinserção Social, antiga Escola Correcional. Instituto que se dedica a preparar os jovens de hoje em homens de amanhã.

A matança do porco e do borrego na Pascoa, os cântigos do Natal e a tradicional "missa do Galo" são tradições que se mantêm vivas. O Carnaval também tem tradições nesta fréguesia. Na segunda feira de Carnaval eram feitas as "cabarradas", que constavam de peças de barro que eram atiradas ao acaso para os presentes. e se as deixassem cair pagavam uma quantia que revertia para um banquete e um baile (Baile da Pinhata)


Vila Fernando é conhecida rtambém pelas suas rendas, apesar de existirem também peças noutros materiais, como a madeira e o vime.


Aldeia tipicamente alentejana,Vila Fernando mantem as suas tradições, usos e costumes, aliadas à forte vontade das suas gentes em acompanhar o progresso.


(Artigo extraido da Internete. Fonte: CME.

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                                             VILA BOIM


(Concelho de Elvas):É lugar antigo, como demonstram antas e dólmenes.

No Sec.II chegaram os romanos mas o inicio da história documentada dá-se com a chegada dos muçulmanos, que chamavam a Vila Boim Moçarava.
Foi conquistada por D.Sancho II. Foi concelho que foi extinto em 1836.

Tem como património a Igreja de São João Batista, Fonte Moçarava, Caminho do Calvário e Fonte das Bicas,
Tem uma gastronomia com receitas um pouco raras mas bem marcadas poela cozinha Alentejana. Exemplos:Cachola, sopa ggata, boirrachos com bagaço, filhós com vinho, anéis melado, migas com café e Tibornas.
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                             FRONTEIRA



As fréguesias do concelho de Fronteira são;- Cabeço de Vide  e São Saturnino


ORIGEM DO NOME:-Várias hipóteses:
1ª-a povoação foi edificada na linha de fronteira entre os territórios ainda ocupados pelos muçulmanos e os reconquistados pelos cristãos

2ª- a vila terá sido erguida no Outeiro da Vila Velha e, por razões de salubridade, teria sido transferida para a actual localização
3ª- a mais irudita e mais antiga hipótese considera que a localização situava-se no limite- fronteira- da administração dos  territoria das civitates romanas de Ebora e de Ammaia.


Vários testemunhos arqueológicos levam-nos a aceitar a antiguidade destas terras desde os tempos pré--históricos.

A primeira noticia escrita sobre Fronteira só aparece no reinado de D,Sancho II. É um documento do Cabido da Sé de Évora, com data de 1236, na qual se diz que Seda e Fronteira pertenciam então ao bispado daquela cidade. Esta referencia vcem dar veracidade à versão da fundação desta terra em 1226. Foi seu fundador D Fernando Rodrigues Monteiro, 4º Mestre da Ordem de Avis. As primeiras casas desta vila situam-se no alto de um cabeço a que chamaram Vila Velha, O lugar teria sido uma atalaia romana.
Nos finais do Sec.XIII, D. Dinis mandou dar inicio às fortificações da povoação começando de imediato o castelo.
Com o castelo ainda de pé, travou-se, nos arredores da vila, a Batalha dos Atoleiros ,em 1384.
Em 1512 D.Manuel deu Foral Novo.
Em 1670 a vila foi doada a D.João de Mascarenhas, 2º Conde da Torre que passou a ser o 1º Marquês de Fronteira.

O concelho de Fronteira só adquiriu a configuração  actual em 1932,data em que lhe foi anexada a freguesia de Cabeço de Vide.
O PRAZER DE OLHAR:- Igreja Matriz,pinturas do ciclo maneirista ,Igreja da Misericórdia, Igreja Nossa Senhora dos Mártires, Igreja de Nossa Senhora da Vila Velha, Torre da Vila, Paços do Concelho, várias casa na Rua 5 de Outubro, com milhares de azulejosazuis e brancos de moldura rocaille, Edificio do Centro Cultural, Pelourinho,Torre do Relógio, Sala Museu, etc.


A gastronomia de Fronteira é rica, muito caracteristica do Alentejo e dea se destacam:Sopa de feijão com couve,sarrabulho, migas de batata, cachola, sarapatel, migas de pão com entrecosto, açorda de alho, ensopado de borrego, etc.

Para adoçar a boca temos o bolo de folha, costas, arroz doce com ovos, pão de ló e queijinhos de batata e amêmdoa.
Depois de bem almoçado, pode dar um passeio pelos jardins: o da Avenida, o das Termas, o do Coreto ,o  Miradouro da Torre do Relógio, ou ir até à praia Fluvial ou fazer a Rota Megalitica.

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                                     CABEÇO DE VIDE





(Concelho de Fronteira):- Vila de Origem medieval originariamente fixada no cimo de um cabeço.

Depois da reconquista teve castelo. Era da Ordem de Aviz.

Teve Foral de D.Manuel I em 1512.
Tem termas e banhos desde D.João V.
Deve-se visitar o cruzeiro,  pelourinho e as termas, casa do Açougue, Solar de Simas Cardoso, etc.
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O Concelho de Gavião é composto pelas seguintes fréguesias:- Atalaia, Belver, Comenda e Margem.

O Concelho tem mais de 30 povoações:-Alvisquer, Amieira,Cova, Areia, Ariacha Cimeira, Arriacxha,  Fundeira, Atalaia,Belver, Cadafz, Comenda, Degracia, Cimeira, Degracia Fundeira, Domingos da Vinha,Ferraria,  Furtado, Gavião, Moinho do Torrão,  Monte Novo, Monte Velho,  Outeiro Cimeiro, Outeiro Fundeiro, São Bartolomeu, Torre Cimeira, Torre Fundeira, Vale da Feiteira, Vale da Madeira, Vale da Vinha, Vale de Bordalo, Vale Coelho, Vale de Gaviões, Vale do Junco, Vale de São João, Vale do Gato, Vale Pero dias e Vilar da Mó.

ORIGEM DO NOME:-Parece que o topónimo  é o mesmo nome comum da conhecida ave de rapina,Gavião. Dizem ser um étimo germânico-gótico derivado de Gabilonem.

Como a maioria das vilas do alentejo, também Gavião tem vestigios de época recuada com a ocupação humana.

Gavião já seria povoado na época romana, por ser terra fértil com muita água.
Há quem defenda que Fraginum ou Fraxinum, normalmente tida como cidade onde hoje existe Alpalhão, teria existido aqui em Gavião.
O seu povoamento deverá ter começado por volta do Sec.XII.
D,Manuel concedeu-lhe Foral em 1519
O PRAZER DE OLHAR:-Pelourinho, Cruzeiro, Igreja Matriz, Capela da Misericórdia, do Calvário,, de Nossa Senhora do Espirito Santo, da Nossa Senhora dos Remédios, Casa da Torre,Coreto, Museu etc.
O PRAZER DE COMER Especialidades gastronómicas de Gavião
Sopa Seca, canja de pombo bravo,  sopa de grão com carne, arroz de lampreia, assalhões, javali à moda de Atalaia, Maranhos à belverense.
Na doçaria é o bolo de mel e as broinhas.

Para gozar um pouco a natureza vá até `Praia do Alamal. É uma praia fluvial das melhores de todo o Alentejo.A Camara de Gavião adquiriu o local e construiu o Centro Integrado do Lazer(CIL).

Moinhos de água -só na Ribeira da Margem eram mais de 50 a trabalhar.Grande parte entrou em ruina.
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(Concelho de Gavião)- Chamava-se Comenda do Grão-Priorado do Crato, depois passou a Nossa Senhora da Graça da Comenda e mais tarde, simplesmente Comenda.



É exemplo de uma povoação do Alentejo de transição para as beiras.
Vale a pena ser visitada pelo casario , pela Igreja Matriz e pela Ponte Romana da Ribeira da Venda   
              
É Alentejo-mas não é bem Alentejo. Tem traços da Beira outros do Ribatejo. É menos plano, mais verde, menos amplo, mais variado (Norte Transmontano- Jose M.Fernandes)
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                                      MARVÃO

O  concelho de Marvão é composto pelas seguintes fréguesias:-Beirã, Santa Maria de Marvão, Santo Antonio das Areias, São Salvador da Arammenhe.

ORIGEM DO NOME:-Marvão vem de Maruam ou Maruan, ou do gótico Wans.Nome de um árabe, senhor da povoação. Também foi chamada Amaya Ibn Marwan.



A sua ocupação humana deve ter acontecido em tempos pré-históricos. Terá sido um castro pré romano e deste tempo ficou a antiga cidade de Ammaia, que a lenda diz ter sido destruida por um terramoto e muitas das suas  pedras ajudaram a edificar o Castelo de Marvão, edificios e muralhas em Portalegre.

As escavações têm dado noticia de importantes vestígios como alguns mosaicos, estruturas arquitectónicas de grande deimensão como o fórum, as termas , a praça pública lajeada, junto à porta de onde partia uma estrada para Emmerita Augusta(Mérida).

Não se sabe quanto tempo durou o dominio muçulmano, mas sabe-se que Marvão deve o seu nome a Ibn  Marwan al-Yil`liqui, que quer dizer «O Galego», morto em 889.
Entre 1160 e 1164 o morro de Marvão, passou do dominio muçulmano para o dominio cristão, tendo recebido Carta Foral em 1226 de D.Samcho II. Entre os séculos XIII e XIV as muralhas foram alargadas e o casario refugiou-se no topo.
Marvão foi ocupada pelos espanhois em 1704 e 1772. Foi também ocupada pelas tropas francesas libertando-se em 1808. Mais tarde foi ocupada pelas tropas liberais.
Marvão foi sempre um reduto defensivo muito importante devido à sua localização estratégica no topo da Serra do Sapoio, a carca de 850 m de altitude.
O castelo ficou conhecido como o ninho das águias


O PRAZER DE OLHAR:- Toda a vila é um património. São deslumbrantes as  suas ruas e as casas, quase que apetece não destacar nada e apenas dizer: vão e vejam tudo.(Livro Guia do Alentejo)

 Eu sigo a sugestão dada,estive lá e concordo. Nada destaco para irem verem tudo.
O PRAZER DE COMER
Nas receitas tradicionais: sopa de castanhas, ratatau, coelho de cachafrito, sopa de miudos e tomatada de galinha.
Adocem a boca com arroz doce ou fedelhos


Marvão tem outros encantos.Contra todas as evidências, a pequena povoação que nasceu e cresceu à sombra do castelo, com o casario trepando ao sabor dos acidentes do morro, naquele local ermo a que chamam o "ninho das águias" permaneceu intacta, durante séculos e séculos apertada pela mesma cerca. E assim se mantem hoje, como exemplo de arquitectura erudita e popular entre a ancestral austeridade do granito e a renovada leveza da cal.


                       FORTALEZA DE MARVÃO



Construida no morro mais inóspito,abrupto,inacessivel e escarpado da Serra do Sapoio,testemunhou no Sec.IX, as atribulações do rebelde do Islão.Ibn Maruan, nome célebre de que terá nascido o topónimo Marvão. Foi, depois, um posto avançado para as tropas cristãs entre os séculos XII-XIII e palco de toda a posterior História de Portughal até às guerras Peninsulares e Liberais do Sec.XIX.


Exemplarmente conservada e com todas as fases da sua evolução bem documentadas, Marvão pode ser considerada como um paradigma da história de grande parte das Fortalezas do Alentejo- Só por isso seria digna de uma visita.Mas Marvão tem outros encantos. Contra todas as evidências, a p+equena povoção que nasceu e cresceu à sombra do castelo com o casario trepando ao sabor dos acidentes do morro, naquele local ermo a que chamam "ninho das águias", permaneceu intacta, durante séculos e séculos apertada pela mesma cerca. E assim se mantem hoje, como exemplo da arquitectura erudita e popular,entre a ancestral austeridade do granito e a renovada leveza da cal.

                        Do livro :- O melhor do Alentejo- Turismo de Portugal-Alentejo. 

25/03/2015 ________________________________________
                            SALVADOR DA ARAMENHA


(Concelho de Marvão) A antiga cidade de Ammaia, mertece uma visita que se deve alargar à povoação da Escusa, onde é obrigatória a visita às caleiras.

Ammaia é um dos mais importantes vestigios da civilização romana no norte do Alentejo
 A cidade terá si fundada entre o final do Sec.I a.c. e o inicio do Sec. I d.c.                                                                                                                                     _______________________________________

                                 MONFORTE



As freguesias do concelho de Monforte são:assumar, santo Aleixo e Vaiamonte.


ORIGEM DO NOME:- Foi fundada sobre um monte alto  e desta posição tirou o nome de Monforte. O nome faz supor um passado de cercos, combates e outras aventuras guerreiras.



Terra natal do poeta e penasador Politico Antonio Sardinha. Esta pitoresca viula alentejana a norte de Estremoz tem nos seus arredores um importante vestígio arqueológico, as ruinas romanas de Torre de Palma.

É uma terra rica em vestígios arqueológicos, mauitas antas e castros. Pensa-se que seria um casstro o lugar onde foi fundada. Num contexto de outras civilizações, a ocupação chegou até ao Sec.XIII. Outras heranças romanas: estradas ,pontes e a via imperial romana que ligava Olissipo a Emerita Augusta(Lisboa a Mérida).
Não se sabe muito do tempo muçulmano nesta vila que foi conquistada por Afonso Henriques em 1139. Mais tarde foi novamente pelos muçulmanos que estaqvam instalados num castro que é o actual Cabeço de Vaiamonte.


Recebeu Foral de D.Afonso III em 1257. Em 1309 D.Dinis mandou construir uma nova fortaleza nas ruinas do antigo castelo.

Em 1512 D. Manuel concedeu-lhe Foral Novo e em 1515 o Padre Fernão Zebreiro Moutosa fundou o Convento Bom Jesus de Monforte. Durante a Guerra da Sucessão  de Espanha , Monforte sofreu vários ataques.
Em meados da decada de novente do Sec.XIXo concelho de Monforte é extinto, mas passadp 3 anos é novamente Concelho.
O PRAZER DE OLHAR:-Panos da muralha do castelo, Torre do Relógio,  Casa do Prior, Igreja da Madalena, Igreja Matriz, Paços do Concelho, Igreja da Ordem Terceeira, Capela dos Ossos. Igreja do Calvário, Convento Bom Jesus, ConjuntoMegalitico de Monforte  etc.

O PRAZER DE COMER Nas receitas tradicionais a carpa assada, sopa de grãos, serrabulho, migas de batata ,coelho frito e leitão ensopado são algumas  especialidades que pode expremintar.
Não se esqueça de adoçar a boca com Bolos fintos de Vaiamonte, Broas de Santo Aleixo, Toucinho rançoso de Monforte, Azevias de grão, etc.
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                                          ASSUMAR




(Concelho de Monforte)- Parece ter tido uma ocupação romana desde oi periodo neolitico, 4º e 3º milénio a.C.

A origem do nome será romana, Ad Septem Are. Foi conquistada definitivamente por D.Sancho I.


A Igreja Matriz Nossa Senhora dos Milagres, foi fundada  em meados do Sec.XIII. Aí agradeceu Nuno Alvares Pereira depois da vitoria dos Atoleiros, visita feita em 1384

Visite-se: um pano da antiga fortaleza militar edificado em 1332, a Igreja Matriz, arquitectura popular/tradicional, e a Fonte da Vila, a Ponte Velha e a Capela da Santa Casa da Misericórdia.

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Fazem parte do concelho as seguintes fréguesias:-Brotas, Cabeção e Pavia



Fazendo a transição entre o Alentejo e o Ribatejo, a vila de Mora conserva um casario tradicional.

ORIGEM DO NOME:-Este nome aparece só em 1293, num documento que menciona «Cabeça de Mora». O nome de «mora» correspondia à associação de pastores que praticavam a transumância. Era auma zona de pastagens ricas. Cabeça de Mora é nome de uma herdade que em latim quer dizer «amora». Outra versão para o nome está relacionada com uma colónia de castelhanos provenientes da região de Mora,em Castela.. Existe uma propriedade em Mora chamada «castelhana».

As primeiras ocupações humanas remontam `a Pré.História. Muitos monumentos megaliticos assim o atestam, por e xemplo a anta de S.Dinis, em Pavia, que é uma das maiores da Peninsula Ibérica.

É uma terra recheada de vestígios arqueológicos desde o Paleolitico.
D.Afonso II deu Mora à Ordem de Avis com o dever de a povoar, em 1212. Tanto Mora como as habituais freguesias receberam Foral.


Nas receitas tradicionais temos: lombinhos de javali, cabrito no forno, migas de espargos, 

ensopado de borrego, lebre com feijão Branco, sopa de cação, sopa de achigã, arroz de lebre, etc.

Para um "encontro" com a natureza vá até à Barragem do Furadouro, Barragem do Gamneiro, Miradouro de Brotas, Praia Fluvial de Mora, jardim Público de Mora, Praia Fluvial do Cabeção, Parque Urbano de Pavia e o de Cabeção, etc.


Não esqueça que em Mora existe uma infra estrutura única em Portugal, na Europa e a terceira do Mundo, trata-se do Fluviário de Mora. Para mais pormenores veja neste blogue, uma mensagem onde faço referência ao Fluviário.

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                                              PAVIA


Concelho de Mora):- Pavia pode ser considerada um marco de cultura dolménica. Já foi concelho até 1838.
É uma vila branca, livre de tintas berrantes, onde a cal domina. Casas de piso terreo, portas e janelas à escala humana e chaminés com volumes tipicos.


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                                             TO
RRE DAS ÁGUIAS


Foi erguida em 1520 por D.Nuno  Manuel, guarda-mor do rei D.Manuel. É uma torre senhorial possivelemente construida em cima de outra mais antiga.

Há quem pense que a construção desta torre está relacioinada com o culto de Nossa Senhora das Brotas, cujo santuário é visinho da Torre.
Foi classificada Monumento Nacional em 1910. É uma torre em estilo manuelino. Tem salão com abóbodas de ogivas nervuradas.

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                                                                                    NISA

           
O concelho de Nisa é composto pelas seguintes fréguesias:-Alpalhão, Amieira do Tejo, Arez, Espirito Santo(Nisa) Montalvão, Nossa Senhora da Graça(Nisa) Santana, São Matias, São Simão e Tolosa.

ORIGEM DO NOME
:- Dizia o etnólogo Leite de Vasconcelos que «Nisa» era nome de mulher grega. Com os romanos vieiram muitos gregos como escravos, como sacerdotes pagãos e como médicos. O nome da vila terá surgido a partir de uma vila rustica propriedade de uma mulher chamada Nisa. Outra versão diz que será por semelhança a Nice e as freguesias de Arez por semelhança a Arles e Tolosa a Toulouse, assim como Momtalvão de Montbauban,



A primeira ocupação humana remota a povos pré-romanos que habitariam numa elevação onde joje se ergue a Capela de Nossa Senhora da Graça, que teria sido o lugar de Nisa -a -Velha, e onde existia um castelo da época da Reconquista.A povoação recebeu Foral antes de 1232, dado por D.Frei Estevão de Belmonte

Durante a guerra entre D.Afonso Sanches e D.Dinis, a vila foi ocupada,incendiada e muitos habitantes mortos.
A vila e o castelo tiveram obras a cargo da Ordem do Templo.
D.Afonso IV madou erguer novas muralhas. Durante a crise 1383-85 o castelo de Nise foi dos pprimeiros a apoiar o Mestre de Avis., que lhe outorgou o titulo de Notável.
Receu Foral no reinado de D.Manuel I. A vila foi ocupada em  1704 por tropas espanholas.

As ruinas foram declaradas Monumento Nacional em 1922. Actualmente restam 2 das 6 antigas portas: a Porta da Vila e a Porta de Montalvão.
O PRAZER DE OLHAR:-Portas da Vila e Montalvão. Panos da Muralha,  Cappela da Misericordia, capelo do Calvário. Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, Capela do Martir Santo, Fonte da Cruz , Fonte do Freixo, Pelourinho, Paços do Concelho, Museu Regional do Barro e do Bordado,Nucleo Museológico de Arte Sacra, etc. etc.

O PRAZER DE COMER Nas receitas tradicionais temos: os maranhos, pezinhos de tomatada, feijões da festa, arroz de vinagre. sarapatel, açorda à Alentejana, papa-ratos,afogado, febrazinhas da matança, etc.
No adoçar da boca temos: cavacas, bolos de azeite, bolos batidos, filhós, nisas, esquecidos, borrachões, barquinhos, etc.
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                                        ALPALHÃO
   






(Concelho de Nisa):-É uma vila com história muito antiga. Dizem ter sido a antiga Fraxinum, dos romanos.


Bonito enquadramento urbano do casario  Os alpalhoenses têm um acento de fala que os singulariza.
O granito e a sua exploração são muito importantes. Organizam uma Bienal de Pedra.  Terra de muitas tabernas e bom vinho : a vila de Alpalhão/trinta e uma tabernas tem/ se houver dinheiro e disposição/ em todas se bebe bem.

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                                        PONTE DE SOR





Do concelho de Ponte de Sor fazem parte as sewguintes fréguesias:-
Foros do Arrão, Galveias, Longomel,  Montargil,  Tramaga e Vale de Açõr

ORIGEM DO NOME:- Na via que ligava Olissipo a Emerita Augusta(Lisaboa-Mérida), existia uma ponte romana do tempo de Marco Aurélio. Como a antiga povoação fica na margem esquerda do rio Sor, daí lhe veio o nome de Ponte de Sor.



Onde se localiza Ponter de Sor existiu existiu uma povoação chamada Matusarum, que teria sido uma cidade  e uma das estações do percursi da 3ª via militar romana.

Do tempo dos romanos aparecem diversos vestigios mas pouco se sabe do dominio muçulmano.
Ponte de Sor foi inicialmente património dos Templários e teve o seu primeiro Foral outurgado pela Sé de Évora em 1161.
No reinado D.Duarte, a corte refugiou-se em   Ponte de Sor para fugir a uma epidemia de pesta.Foi elevada a Vila por D.Manuel , que lhe conceceu Foral Novo.

Ponte de Sor pertenceu à Ordem de Cristo e mais tarde no reinado de D.Afonso VI passou para a Ordem de Malta.
Em 1822 D.João VI mandou construir uma nova ponte.
O PRAZER DE OLHAR:-Capela de S.Pedro, Fonte da Vila, Ponte, Biblioteca,  e Museu da Fundação Antonio Prates.
O PRAZER DE COMER
Nas receitas tradicionais: sopa de peixe migas de batata,cabrito no forno, migas de miolos, serrabulho, migas de coentros, migas de espargos , lebre com feijão branco, ensopado de cabrito ou borrego, algumas das especiarias que vale a pena provar.  
Ponte Sor tem uma variedade de artesanato a que vale a pena dar atenção.

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                                         GALVEIAS


(Concelho de Ponte de Sor)
Foi vila e sede de concelho enetre 1539 e o inicio do Sec.XIX

O PRAZER DE OLHAR:-A capela da Santa Casa da Misericordia, as capelas de S.Pedro,Santo Antonio, São Saturnino e São Sebastião, merecem uma visita,

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    MONTARGIL

(Concelho de Ponte de Sor)

Uns dizem que Montargil, vem de Monte Argel, outros de Monte Argila e outros ainda dizem que vem do topónimo francês Montargis.
Foi priorado da Ordem de Avis. O concelho foi extinto em 1855

O PRAZER DE OLHAR:-Barragen, Igreja Matriz, Igreja da Misericórdia, Capela Santo Antonio , Pelourinho. Visite também vestigios de um passado ebm remoto no nucleo megalitico de Montargil, com cerca de 40 anos, assim como na necrópole romana de Santo André.
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                               PORTALEGRE


O Concelho de Portalegere é composto pelas seguintes fréguesias: Alagoa, Alegrete, Carreiras,  Fortios, Reguengo, Ribeira de Nisa, S.Julião, São Lourenço(Portalegre), Sé(Portalegre) e Urra



ORIGEM DO NOME:-Parece que a cidade ficou situada numas vendas que estavam por cima dos Portelos, junto à ermida de São Bartolomeu, que se chamavam «Vendas de Portelos», que posteriormente tomou o nome de Portalegre. Junção da palavra porto- lugar de passagem(portus) e da palavra alegre- por estar em sitio com vista aprazível (alacer).Portus Alacer foi mandada reconstruir por D.Afonso III porque a antiga povoação ficou destruida pelas entre mouros e cristãos. Através dos tempo deu Portalegre.


José  Régio que aqui viveu muitos anos e cuja memória é evocada numa Casa-Museu, descreveu Portalegre como uma cidade cercada de serras,ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros. É também uma cidade em andares, plana a sul e montanhosa a norte, com casario mais antigo a trepar a colina, na direcção dos restos do castelo medieval.

Portalegre é a ligação entre o Alentejo seco e as beiras.
É uma cidade antiquissima, com vários vestígios dos povos que por aqui vieram até à Reconquista
Recebeu Fora de D.Afonso III em 1259. D.Dinis madou construir o castelo.
Em1387 D.Joãi I deu-lhe o titulo de ««Leal».
Entre os Sec. XVII e XVIII, a vila prosperou e construiram-se  obras de caracter civil e reliogioso.O Castelo foi considerado Monumento Nacional em 1922.
Existe um Nucleo Museológico do Castelo fundado em 1999.

Tornou-se capital de distrito em 1835.
O PRAZER DE OLHAR:- Para ver a cidade de perto comece pelos palácios e casas senhoriais.. Portalegre tem muitas, consequencia de um perido de riqueza e florescimento.
Ex:-Palácio dos Tavares Falcões, dos Caldeirra Castelo-Branco, do Concelho, Achioli,  Povoas, Avilez, Andrade e Sousa, Episcopal, etc.
Portalegre é uma terra de fontes, uma cidade que celebra a água e as fontes constituem um mobiliário urbano de caracteristicas importantes. 
Ex:-Fonte do Outeiro, do Corro,das Três Bicas, da concha, da Boneca, do Mergulho, do REossio , do Neptu, etc.no
Portalegre é também uma terra de portas, algumas delas são hoje cartazes turisticos da cidade
Ex:- Portas do Postigo, de Alegrete, de Elvas, da Devesa, do Bispo , de Évora, do Espirito Santo, de S,Francisco, etc.
Deve dispor de um dia para visitar o património de Portalegre.  Há muitos outros lugares   de interesse para visitar.
Antes de começar a sua visita deve-se dirigir a um Posto de Turismo, só assim tomará conhecimento do muito que há para ver.

O PRAZER DE COMER Nas receitas tardicionais  tem as sopas de peixe, de tomate , de batata, alhada de cação, sarapatel, sangue temperado, molhinhos, sarrabulho, miolos com ovos, etc.
Na doçaria Portalegre chegou a ser conhecida como a cidade dos sete conventos e, embora todos confeccionassemm doces, os grandes expoentes da doçaria foram os Conventos de Santa Clara e de S.Bernardo.
Portalegre também poderia ser chamada a «ccapital dos enchidos», veja a variedade inigualável e que têm Denominação de Origem Protegida,

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DE ALTER DO CHÃO A PORTALEGRE EIS O ALTO ALENTEJO.


RECOLHI  ELEMENTOS DO LIVRO-GUIA DO ALENTEJO de ALFREDO SARAMAGO, Do GUIA DOS FINS DE SEMANA E DA INTERNETE. (como sempre ao longo do meu blogue)

SEM PRETENÇÕES, RECOLHI O QUE ME AGRADOU.

ESTOU CERTO QUE DENTRO DE ALGUN TEMPO FALAREMOS APENAS DE UM ALENTEJO SEM DIVISÕES GEOGRÁFICAS.




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