sexta-feira, 9 de novembro de 2012

CIRCUITOS ALENTEJANOS




CIRCUITOS ALENTEJANOS  

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                          PASSEANDO NO ALENTEJO

Encontrei no livro "Alentejo com Alqueva e Litoral Alentejano (Guias de Lazer-lifecooler) uma pequena série de 12 circuitos atraves do Alentejo e que nos põe em contacto mais directo com as planicies e  com os matizados que dificilmente esqueceremos.

                                                                                                
                                                                                                 
ESPERO QUE GOSTEM DAS SUGESTÕES 

Há muitos a verem no Alentejo uma terra de tranquilidade

Os amadores de fotografia têm um vasto campo para mostrar as suas potencialidaes artisticas.







segunda-feira, 9 de novembro de 2009

BAIXO ALENTEJO



            
                    O BAIXO ALENTEJO

O Baixo Alentejo, é uma sub região estatistica portuguesa, parte da Região Alentejo e do Distrito de Beja.
Limita a Norte com o Alentejo Central, a leste com a Espanha, a sul com o Algarve e a oeste com o Alentejo Litoral


COMPREENDE OS SEGUINTES CONCELHOS
Aljustrel , Almodôver, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Ourique, Serpa e Vidigueira. 




AOS CONCELHOS DE :

Aljustrel-pertence
S.João de Negrilhos - Ervidel - Rio Moinhos - Messejana

Ao de Almodover - Rosário - Senhora da Graça de Padrões- Aldeia dos Fernandos - Gomes Aires - Santa Clara a Nova - Santa Cruz - S.Barnabé.



Ao de Alvito - Vila Nova da Baronia 


Ao de Barrancos - Barrancos


Ao de Beja - Brigaches - S.Matias - Baleizão -Beringel - Mombeja - Nossa Senhora das Neves - Santa Clara de Louredo - Quintos - Cabeça Gorda - Santa Victória - Albernoa - Trindade - Salvada 



Ao de Castro Verde -Casével - Entradas - S.Marcos da Ataboeira - Santa Barbara de Padrões. 


Ao de Cuba -Vila Alva - Vila Ruiva - Faro do Alentejo


Ao de Ferreira do Alentejo - Odivelas - Figueira dos Cavaleiros - Alfundão - Canhestros - Peroguarda


Ao de Mértola - Alcaria Ruiva - S.João dos Caldeireiros - Corte do Pinto - Santana de Canelas - Espirito Santo - S.Miguel do Pinheiro - S.Sebastião dos Carros - S.Pedro de Solis.


Ao de Moura - Povoa de S.Miguel - Amareleja - Santo Amador - Safara - Santo Aleixo da Restauração - Sobral da Adiça


Ao de Ourique - Panoias - Conceição - Santa Luzia - Garvão











Ao de Serpa - Pias - Brinches - Vale de Vargo - Vila Verde do Ficalho - Aldeia Nova de S.Bento.


Ao de Vidigueira - Vila de Frades - Selmes - Pedrogão

VISITAR O BAIXO ALENTEJO 


Visitar o Baixo Alentejo é fazer uma viagem no tempo,uma visita às sensações do presente,viver os registos do passado e guardar memórias para o futuro.
Toda a língua e cultura alentejana foram lentamente moldadas pela forte presença de outros povos com outras culturas.
Legados inscritos em pedra e mosaicos, cisternas e fóruns, velhos monumentos e cidades desaparecidas,pontes e estradas, impressionantes megalíticos mestiriosos de simplicidade na sua majestosa homenagem aos Deuses. 









Descubra as ruínas de Pisões e São Cucufate, atravesse as pontes que outrora ligavam margens importantes de comércio e hoje deslumbram os nossos olhares de tão majestosas construções.
Faça uma visita ao Castro Cola, cujas riquezas o transportam até à vida dos nossos antepassados, do Neolítico até ao mundo medieval cristão.
Suba às torres dos Castelos e caminhem nas suas fortalezas.
É grandioso o património existente no Baixo Alentejo disponível para ser visitado.
(Da Internet )

Alem do Baixo Alentejo existe:






O ALTO ALENTEJO

Compreende 15 concelhos:

Alter do Chão.Arronches,Avis,Campo Maior,Castelo dsae Vide, Crato,Elvas, Fronteira,Gavião, Marvão,Monforte,Mora,Nisa,Ponte de Sôr e Portalegre

O ALENTEJO CENTRAL

Compreende 14Concelhos:

Alandraoal,Arraiolos,Borba,Estremos, Evora,Montemor o Novo, Mourão, Portel, Redondo, Reguemgos de Monsaraz, Sousel, Vendas Novas,Viana do Alentejo e Vila Viçosa. 

O ALENTEJO LITORAL
Compreende 5 Concelhos: Alcacer do Sal,Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines     (Fotos do Autor do Blogue)
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POEMA AO ALENTEJO 

(FOTOS DO AUTOR DO BLOGUE)

A luz que te ilumina,
Terra da côr dos olhos de quem olha !
A paz que se adivinha
Na tua solidão
Que nenhuma mesquinha condição
Pode compreender e povoar !
O mistério da tua imensidão
Onde o tempo caminha
Sem chegar !.....
De:
Miguel Torga (Diário XII, 20 Outº 1974) 

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Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver o Universo.....
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura......

De Alberto Caeiro




sábado, 7 de novembro de 2009

UM POUCO DE GASTRONOMIA








                 UM POUCO DE  GASTRONOMIA

 A carne do porco e de borrego são a base da gastronomia tradicional da sub região,juntando-se-lhes ainda as espécies cinegéticas como o javali, o coelho a lebre e a perdiz.
O pão, o azeite e as ervas aromáticas são ingredientes fundamentais desta cozinha mediterrânica,dando sabor às sopas, migas,ensopados e açordas.
Os vinhos, queijos,enchidos e presuntos-alguns com Denominação de Origem-são elementos indispensáveis da boa mesa Alentejana.
Os ovos, a gila e a amêndoa são elementos integrantes da confeitaria, sendo de salientar a doçaria conventual. Cada localidade tem as suas especialidades gastronómicas.

Como pratos típicos servem-se desde o gaspacho frio, a açorda quente com ovos, as sopas de tomate de cação,de cachola, de baldroegas, às migas com entrecosto frito, os pezinhos de coentrada, o cozido à alentejana, ou ainda os enchidos para acompanhar uma boa favada. (da internet)

Para qualquer alentejano e não só, estes pratos são uma delicia. Depois disto sugiro qualquer um destes maravilhosos doces:

Tibornas de amêndoa e gila, o sericá, o arroz doce, as queijadas, o toucinho do céu,os nógados, as filhós e as azevias.



Não percam a oportunidade de provar este "sabor alentejano".

Olhos também comem", por isso resolvi juntar estas 5 fotos que vêm no Livro Comeres Alentejanos da autoria de Mathilde Guimarães, É um bom livro que recomendo,para quem gosta da comida alentejana.




A cozinha alentejana é muito rica e variada, cheirosa e muito atraente.
O azeite, o pão, o queijo,as azeitonas e o vinho são produtos que fazem parte de qualquer boa refeição em terras alentejanas. Poderá experimentar variadissimos pratos, desde as sopas de tomate, de cação, dew bacalhau ou de cardos.
Se desejar optar por uma sopa fria, prove o gaspacho. A açorda é um ponto de referência, assim como as migas(de batata, de espargos, de pão) acompanhadas com carne de porco, entrecosto,febraqs fritas. O ensopado de borrego, os pratos de caça são muito tipicos da cozinha tradicional alentejana. (da internete)
Não podia deixar de completar estas referências gastronómicas sem nomear a doçaria( ver nas "Doces Tentações)

Na rubrica "Curiosidades de terras do Alentejo" procurei dar uma  ideia da gastronomia local.


VER TAMBÉM:

 Nos Livros s/o Alentejo-  O Livro de  RECEITAS TRADICIONAIS ALENTEJANAS

E


Açordas de Algibeira - Edição da Camara Municipal de Portel -Março 2009
São cerca de 30 receitas do 3º Congresso das Açordas

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O Alentejo é conhecido pela sua gastronomia e bons vinhos

As migas,o gaspacho,o ensopado de borrego, a carne de porco à Alentejana, a sopa de baldroegas, os pezinhos de coentrada e a sopa de cação são alguns dos pratos bastante apreciados na região.


Entre os petiscos encontramos as moelas, o chouriço e a linguiça, a orelha de porco, os caracóis, os torresmos e o presunto.

Acompanhados com um bom vinho tinto alentejano fazem as delicios de quem prova estas iguarias.

Os doces alentejanos são também sobejamente conhecidos como a sericaia, o bolo de requeijão, as filhóses, o bolo de amendoa e gila entre muitos outros.


RECEITAS CASEIRAS


PRATOS

Açorda à Alentejana - agriões com cogumelos e ovos mexidos - bacalhau com arroz - caldo de baldroegas - caldo mexido para acompanhar peixe frito - carne de porco à Alentejana - codornizes com coentros - cozido à Alentejana - ensopado de borrego - gaspacho - migas à Alentejana - pezinhos de borrego de coentrada - sopa de cação - tomatada à Alentejana

PETISCOS

Salada de orelha - moelas - cabeça de borrego

DOCES

Bolo arrepiado de amendoa - bolo de azeite - bolo de mel - bolo rançoso ou bolo Real - biscoitos -  doce de amendoa e ovos - encharcada - felismina - filhozes do alentejo- filhozes de beja - borrachos(fritos do alentejo) - nógado -  pão leve(pão de ló) - sericaia de Elvas.
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sábado, 31 de outubro de 2009

MOBILIÁRIO TIPICO ALENTEJANO


                                                                   

MOBILIARIO TIPICO DO ALENTEJO
         

O mobiliário pintado alentejano é um estilo de mobiliário de características populares e regionais, que se enquadra no artesanato tradicional e envolve três atividades profissionais: a carpintaria, o empalhamento e a pintura.

Este mobiliário é um produto da cultura alentejana, relacionada com as formas e as funções tradicionais(usos e costumes). Sofreu alterações ao longo dos anos, consoante a realidade cultural do tempo em que era produzido e nos nossos dias é um testemunho real de permanências e inovações culturais.


 Tem uma componente marcadamente pessoal(o gesto), e reflecte uma atitude de criação colectiva.




É a partir de meados do Séc. XIX que encontramos menções escritas às cadeiras de Évora ou cadeiras alentejanas e muito raramente referencias a outras 

peças deste estilo de mobiliário.

Os móveis alentejanos são móveis típicos da região, pintados em tinta de esmalte com fundos brancos, azuis, verdes ou vermelhos e ornamentados com flores, tudo unido com laços coloridos.
As peças mais características são a cama, a escrivaninha, a cadeira com assento em buinho, o guarda fatos, a banquinha de cabeceira, o espelho e a arca.

Em Évora, um dos grandes divulgadores da pintura alentejana foi o Mestre Joaquim António dos Santos, "O Belizanda" nascido na freguesia de Santo Antão-Évora em 1890.  Numa entrevista que deu em 1980, o Mestre Belizanda dizia que os temas destas mobílias foram "deixadas pelos mouros.


Texto extraído da internete

CHAMINÉS






                                                                              

Nas terras alentejanas a cozinha reveste-se de especial importância,acumulando múltiplas funções-além da sua própria, a de refeitório, sala de trabalho e de acolhimento, pois grandes partes das casas abrem para ela a sua porta principal, tornando a cozinha sala de fora.
A lareira , quase sempre não elevada, fica sob a chaminé por onde os fumos se escoam totalmente,permitindo a irrepreensível limpeza da dependência que constantes caiações mantêm resplandecente.Exteriormente as grandes chaminés, na maior parte impostas na frontaria das casas,apresentam-se muitas vezes com molduras de argamassa ou gesso, desenhos esgrafitados, remates sem limite de imaginação.
Nas chaminés de saída cilíndrica a ornamentação confina-se às frechas de saídas de fumos, ou em anéis a elas emitados.
Amplamente se constroem largas chaminés de ressalto, partindo do solo ou de níveis mais elevados apoiados em mísulas, arcos tec.
É frequente também as ruas caracterizadas por competições entre chaminés todas diferentes.

As formas destas chaminés branqueadas a cal e o rendilhado das frestas são por vezes único motivo ornamental exterior da habitação.
No entanto a tiragem destas chaminés abertas a todos os ventos nem sempre funciona bem, e por isso alguns cegam parte das aberturas.


Outro artigo.
Na grande chaminé que vai de parede a parede, em cuja padieira os cobres brunidos e os "arames" estadeiam o seu festivo reflexo palpitante, arde um grande tronco de azinheira.
Àquele lume se achegam os amos e os feitores e os criados, todos no empenho de sacudir dos membros enregelados à friagem que o campo tenazmente lhes insinuou.Sobre a borralheira,entre as brasas de azinho,fazem-se os "magostos" de bolota para os rapazes.


A chaminé é o coração do monte. O lume largo e patriarcal que arde sob o chão, sem grelhas nem cachorros, fica de uns dias para os outros. Basta soprar o borralho em cada manhã, chegar-lhe uma mão cheia de gravetos , e ei-lo que se renova e esplende, redivivo.


A quem escreve estas linhas, mostraram um dia, num monte perto de Marmelar, uma chaminé onde o lume durava há 18 anos, sem nunca se ter apagado.


Sobre a arcada enegrecida das grandes fumaças do Inverno, umas varas de castanho vão de ponta a ponta, em encastradas nas taipas das paredes. Nela se penduram as carnes ensacadas, depois das grandes matanças que vão do Natal em diante, até ao Entrudo. Ali se "curam" os paios e os chouriços e as linguiças que são o conduto das longas digressões de trabalho.
(Texto copiado de um livro muito antigo sobre o Alentejo).
______________________________________________________ Mais um artigo sobre as chaminés Alentejanas que encontrei na Internete:-
As chaminés Alentejanas supostamente de origem arabe, podem ser cilindricas, quadradas ou rectangulares.
No alto da chaminés costuman estar cataventos que por vezes são verdadeiras obras de arte.
As suas dimensões variam e podem chegar até aos 3 metros de altura. com um metro de diametro.
Diz-se que o seu tamanho representava o estatuto social de quem as mandava construir, podendo existir várias chaminés num mesmo telhado.
A chaminé era um local chave na casa pois era opr debaixo da sua aboboda que a família se costumava reunir.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O MONTE

                                                                      O MONTE
                                                        


"Vila" romana, com as caracteristicas de grande propriedade agrícola, originou uma "instituição" que se manteve no Alentejo ao longo de séculos.

No meio dos campos semeados,perpetuado pela politica medieval de ocupação, defesa e povoamento, que levou Reis a doar imensas regiões às ordens militares, o monte é como uma pequena aldeia a que falta capela e cemitério. O verdadeiro monte tem um conjunto de construções e é geralmente situado numa elevação, dominando a maior área de terreno possível.

Já se perdeu a tradição da reunião de família e empregados à volta da lareira, sentados nos mochos, dividindo as tarefas do dia seguinte, contando histórias, ou, cantando, o seu encanto rústico ainda se mantém.
Nas pequenas fazendas, como nas grandes herdades " o monte" é a casa dos patrões ou dos rendeiros, e nele se abrigam também algumas famílias que constituem a corte rural.


Nas grandes herdades ,o monte é quase uma aldeia. Ao grande edifício central vieram juntar-se,um pouco arbitrariamente, os casões para o gado,as quadras, a casa do pateiro, a rouparia, os fornos de cozer pão , os alpendres para os carros, etc.
Mas embora aparentemente tudo isto se erguesse por além um pouco a esmo, cuidou-se sempre que as construções ficassem em 2 linhas que se defrontam e que formam o que em geral se chama " a rua do monte".
O monte é o centro do trabalho do campo.



O Monte Alentejano, coração da antiga lavoura, hoje apenas decorativo e evocador, no silêncio eloquente das suas alvas paredes, encontra-se quase desabitado já que o lavrador o abandonou.






À volta dele erguiam-se outras construções:


-A Capela-simples e modesta, com uma ou duas imagens no interior, o altar bem limpo e decorado com bonitas e valiosas rendas. Celebrada a missa, era da praxe o Prior almoçar com os donos da casa, benzendo a mesa antes e depois das refeições.

-A Casa do Guarda- semelhante a qualquer habitação da aldeia e onde este vivia com a mulher e os filhos
-A Quadra ou Cavalariça- casão grande e arejado, com piso calcetado e em cuja parede fronteira se localiza a importante manjedoura, mesa sempre posta com palha e feno , e onde os animais pernoitavam. Junto deles, dormia o «mulateiro», numa esteira ou tarimba e era ele quem à noite lhesw dava a ração e tinha por missão proceder à limpesa do estábulo.
-O Palheiro- recheado de palha, como o nome indica, que dali era tirada com «forquilhas» para fazer a cama das bestas e lhes encher a barriga
-A Vacaria- semelhante à quadra ou cavalariça, dela só diferindo por em vez de ser habitada por burros, mulas e éguas, se encontrar povoada de excelentes vacas leiteiras.
-A Capoeira- rodeada de redes com desenhos hexagonais, onde ,à noite recolhiam os «bicos» procurando no equilibrio do poleiro, o retemperar das forças para que no dia seguinte, muitos ovos aparecessem no local habitual, onde a lavradora os ia diariamente buscar. Aqui pernoitavam os bonitos galos, de alegre e garrida plumagem e voz de clarinete, que cumpriam escrupulosamente a sua missão diária de cantar ao amanhecer.
-O Ovil -de telhados baixos, onde só algumas ovelhas «afilhadas» e borregos passavam a noite, que a maioria dormia nas pastagens.
A Malhada-«casa de  habitação» de porcas «paridas» e leitões que não podiam acompanhar as «varas» que livremente se alimentavam no «montado».
-A Queijaria- que as mulheres primeiro caiavam muito bem, tiravam as pigas do chão,esfregavam as «ferradas» e «azadas», limpavam a banca, as latas para o requeijão e as cintas onde eram fabricados os queijos. Também era arranjada a «caniçada» onde o queijo fresco seria colocado aq «curar». Chamava-se «roupeiro» ao homem que fazia este delicioso conduto.
-O Lagar-apenas existente nas propriedades onde havia grande «ramo» de olival que justificasse a sua laboração.
-A Amassaria- casa ampla, cimentada ou calcetada, onde o pão era amassado, uma ou duas vezes por semana, conforme a quantidade de pessoal e os costumes que imperavam nas redondezas. O amassador ou a amassadeira, deixava sempre uma porção de massa de cada amassadura e que seria o fermento da seguinte
-O Forno- construido com tijolo «burro» tinha uma porta de ferro e servia para assar os borregos e os leitões e para coser o pão, que era para lá metido e de lá tirado com umas pás de madeira, com um cabo muito comprido.
-A Cozinha dos Ganhões-com grandes mesas rectangulares, algumas com tampo de mármore e com compridos bancos da mesma forma, onde a ganharia tomava as refeições e perto da quaal se situava a dependência que lhe servia de quarto.
-A Casa da Malta ou Gasalho-de paredes por rebocar e cheias de teias de aranha. Era aqui que descansavam os «sem eira nem beira» de quam o lavrador se compadecia. Tinha no chão umas esteiras e uns fardos de palha, tapados com mantas velhas ou sacos de azeitona e que servia de cama.
Nas lavouras mais importantes ainda existia a carpintaria ou abegoaria, onde o carpinteiro ou o abegão fazia e restaurava as carroças., carros e carretas e, a oficina de ferreiro, casa terrea, com uma forja.
-Os Ganhões- criados eventuais que desempenhavam os trabalhos mnais dificeis e que eram os ultimos da hierarquia campesina. Ganhavam mal.
-O Feitor- que era quem mais de perto contactava com o patrão e transmitia as ordens deste a toda a criadagem.
-O Cozinheiro- encarregado da confecção dos alimentos para todo o pessoal
-O Maioral-moural - como diz o povo, encarregado geral de todos os rebanhos. Nalguns locais chamam-lhe «rabadão»
-Os Ganadeiros- cada um com o seu nome proprio consoante o gado que guardavam.
(do Livro:-Motivos Alentejanos de João Ribeirinho Leal)


ARTESANATO









                                    ARTESANATO

Alguns exemplos do nosso artesanato.


O nosso artesanato é feito de coisas simples, mas é gracioso. É uma evocação do passado ( a carroça puxada pelo muar, a bilha de água, a charrete normalmente destinada a transportar os patrões ou familiares, etc, etc.
Normalmente utiliza os mais variados produtos produtos, como a olaria,tapaçaria, latoaria, trapologia, cortiça e barro.
As mãos calejadas pelos duros trabalhos, habilidosamente conseguem dar forma prática ao que a imaginação trabalha. É uma fonte inesgotável para qualquer artesão .


Em Évora existe o Museu do Artesanato de Évora , onde se pode ver em pormenor a riqueza do que é o Artesanato Alentejano.



O Cocharro de cortiça
Objecto tradicional do Alentejo, o cocharro ou cocho, de cortiça era usado para beber água durante os trabalhos do campo.
Nas fontes havia sempre um para beber água fresca e mesmo em casa era normal beber pelo cocharro.

Tarro
É um tacho feito de cortiça com tampa, onde os pastores transportavam o almoço.

Louça de Barro de Redondo.


Existem 2 tipos desta louça vidrada e figurada., uma das mais interessantes do País,
     
                              
Para uso de maior rudeza(alguidares) e usos leves (pratos). Na decoração predominam flores ou folhagem, o sol,o galo,a casinha,, o sobreiro e a figura humana no seu trabalho de pastoreio. Merece destaque o açafate de flores.

Existem nomes e legendas típicas das decorações deste artesanato, como por exemplo: recordação, Rosa, o Redondo é o Rei das Louças, entre muitas outras.
(pesquisa no Google)


                               CM-Crato  do Livro O Melhor do Alentejo

ARTESANATO TIPICO

A arte de trabalhar com as maõs ainda está muito presente nos usos das gentes alentejanas.
Algumas peças que ainda são feitas, apesar de já não fazerem parte da vida quotadiana, servem para ilustrar os antigos sostumes alentejanos.


O artesanato é vasto, temos desde pequenas peças de madeira que na maioria resultam da chamada "arte pastoril". Chocalhos( de Alcáçovas).Se passar pelo Redondo dê um salto às olarias e delicie-se com as peças de cerâmica, cheias de formas e cores.
Tipicamente alentejanas, são as mobilias pintadas, de cores vivas e com pequenos desenhos, enchem de alegria qualquer espaço.(VER :MOBILIARIO TIPICO ALENTEJANO)



Ao visitar Arraiolos, não poderá deixar de conhecer os famosos tapetes,ela
borados ponto a ponto, dedilhados por bordadeiras delicadas.

Também em Portalegre são conhecidos os tapetes feitos em tear.
Tarros de cortiça, rendas, bordados, peças em mármore, fazem parte do artesanato tipico alentejano.
(da internete)
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BONECOS DE ESTREMOZ SÃO PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

Os bonecos, em barro, de Estremoz foram admitidos como Património Cultural Imaterial da Humanidade, na 12ª Reunião do Comité Intergovernamental da Unesco, numa cerimónia que decorreu, dia 7 de Dezembro, na Ilha de Jeju-Coireia do Sul. Uma distinção que pretende defender os artesãos e proteger e certificar os bonecos originais de Estremoz. O  reconhecimento de uma arte, com cerca de 300 anos.
Diário da Alentejo  29/12/2017
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