terça-feira, 16 de junho de 2009

DOCES TENTAÇÕES

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                   DOCES TENTAÇÕES
                                        
 Doces tentações (doçaria)
Sericá- (Elvas e Vila Viçosa),pão de rala,toucinho do céu, encharcada(Convento de Santa Clara em Évora), tiborna (Vila Viçosa), morgados, pasteis de Santa Clara,toucinho rançoso( Monforte) cavacas (Avis),pinhoadas (Alcacer do Sal), boleimas (Castelo de Vide), areias (Sines) e queijadas.



SÓ PARA  LEMBRAR "COISAS" BOAS......
ALMENDRADOS
ARGOLAS MELADAS
BOLEIMA DE TORRESMOS
DOLO DE AMENDOA DO CONVENTO DAVIDIGUEIRA
BOLO DE AZEITE
BOLO DE ÁGUA-MEL
BOLO DO FUNDO DO ALGUIDAR
BOLO PODRE
BOLO REAL
BOLOS FINTOS-ALTO ALENTEJO
BOLOS FOLHADOS
DOCE DE ABOBORA-MOGANGO
DOCE DOURADO
FOLARES-LAGARTOS- ALTO ALENT.
LEITE FRITO - ESTREMOZ
OVOS-MOLES- ESCUROS
PASTEIS DE SANTA CLARA
QUEIJADAS DE REQUEIJÃO-BEJA
QUEIJINHOS DE HOSTIA-BEJA
RENDINHAS DO ALENTEJO
ROSCA ALENTEJANA-FOLAR DA PASCOA
TIBORNA GRANDE-VILA VIÇOSA
TIBORNAS DO ALENTEJO
TOSQUIADOS DE BEJA


HÁ  MAIS COISAS DOCES NO ALENTEJO................................ESPERO QUE GOSTEM.
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DOCES CONVENTUAIS ALENTEJANOS

Bolo Podre Conventual
Fatias Reais
Bolo de Mel de Santa Helena
Bolo de Chavão
Coalhada do Convento
Biscoitos do Cardeal
Padinhas
Almendrados
Orelhas de Abade
Sopa Dourada de Santa Clara
Toucinho do Céu de Stª Clara-Portalegre
Bom Bocado
Encharcada
Sericaia
Pão de Rala
Formigos
Tiborna de Ovos
Torrão Real de Ovos
Bolo Fidalgo
Queijo Dourado
Lampreia de Amendoa de Portalegre
Presunto Doce
...................bom proveito.
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As freiras dos conventos de outrora, no que toca a doçaria, nunca deixaram os seus creditos por mãos alheias.
A tradição vem de longe e traz-nos aromas de especearias que o Alentejo praticamente nunca deixou de ter, quer viessem por terra, pela mão de mercadores arabes e judeus, quer posteriormente, quando começaram a vir  pelo mar. É o caso da perfumada canela que entra na composilção de tantos doces tradicionais.
Nas casas dos pobres e dos ricos, em dias de festa ou para adoçar agruras do quotidiano, a imaginação dos artistas da cozinha foi criando amplo receituário. Para além dos bolos secos de padaria, que se cozem no mesmo forno onde se faz o pão, encontramos em todo o Alentejo os nógados e os filhós, os bolos fintos e os folares da Páscoa, as azevias natalicias com recheio de gila ou de grão. Entre muitos outros, ligados a fortes tradições locais.
Uma parte substancial dos bolos e doces de maior reputação no Alentejo são de origem conventual.
Só para ficar com um cheirinho do muito que a região tem para oferecer no capítulo dos doces, tome nota e experimente provar em:
Castelo de Vide......................... ................ boleimas de maçã
Elvas.....................................................Sericaia com ameixas
Portalegre..........ebuçados de ovos e pasteis de Santa Clara
Borba................................................................Doce dourado
Arraiolos................................................... pasteis de toucinho
Mora............................................................queijinhos do céu
Évora....................................................morgado e pão de rala
Mourão.........................................encharcada e bolo rançoso
Alcaçovas................................................conde das Alcáçovas
Beja..............................porquinho doce e queijo conventual
Serpa..................................................queijadas de requeijão
Almodover.............................................................bolo chibo
Alcacer do Sal........................................................pinhoadas
Grandola....................................................bolo de torresmos
Santiago de Cacém...............................................alcomonias
Sines........................................................areias e vasquinhos

Há muitos mais e para todos os gostos.Bebidas para acompanhar também não lhe vão faltar: vinhos licorosos e,de origem popular ou conventual, excelentes licores.
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de: Turismo de Portugal O MELHOR DO ALENTEJO
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A NOSSA "CASA DO ALENTEJO" EM LISBOA


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A NOSSA CASA DO ALENTEJO EM LISBOA












É a nossa casa em Lisboa mas você pode lá ir quando quiser...........

........é sempre bem vindo, mesmo que não seja alentejano.














Na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, o Palácio Alverca alberga a Casa do Alentejo, importante ponte entre o Alentejo e os alentejanos espalhados pelo mundo. Personificando uma obra de mérito, promove, a cultura alentejana, através de inúmeras actividades, entre elas a gastronomia. Também organiza convívios, lançamento de livros, sempre tendo em conta como tema central o Alentejo. Pelo Pátio Árabe já passaram dezenas de exposições ligadas à Região. Entre os projectos destaca-se a Bienal de Artes do Alentejo, cuja primeira edição foi em 1997, e já movimentou mais de 400 obras, entre esculturas, pinturas, cerâmica, joalharia, tapeçarias, gravuras e fotografias; a criação do Prémio Casa do Alentejo, em 1997; e a edição da Revista Alentejana.
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PALACIO ALVERCA
O Palácio Alverca(também designado como Antigo Palácio Pais do Amaral, Antigo Palácio São Luis e Casa do Alentejo) é um palácio localizado na freguesia de Santa Justa, em Lisboa.
É um edificio classificado com Em Vias de Classificação pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectonico e Arqueológico.
Teve a sua construção no final do Sec.XVII. De referir que o Palácio pertenceu à família Paes de Amaral. A designação Palácio S. Luis advém do facto de se encontrar diante da Igreja com essa invocação.
No edificio chegou a funcionar um liceu e um armazem para mobiliário. Já no ano 1919, nele esteve instalado um dos primeiros casinos da cidade de Lisboa, o Magestic Club. Nessa altura o edificio sofreu grandes alterações, sendo que as decorações interiores ganharam um estilo revivalista. A reestruturação durou até 1919 e foi dirigida pelo arquitecto Antonio Rodrigues da Silva Junior.Participaram muitos artistas e artesãos, entre os quais Benvindo Ceia, Domingos Costa,José Ferreira Bazalisa e Jorge Colaço.
Em 1932 o Grámio Alentejano instalou-se no local, Posteriormente, em 1981 a Casa do Alentejo adquiriu o imóvel.
O Palácio apresenta uma planta quandrangular e três pátios. No interior existem elementos de azulejaria, com destaque para as salas do restaurente. Contem peças neo-góticas, neo renascentistas, neo rococós e de Arte Nova, assim como elementos do Barroco.
(Wikipédia)














A nossa Casa do Alentejomesmo na Baixa Lisboeta:-

 Portas de Santo Antão


É Apenas isto..................................................Linda

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Em 1990 tive o prazer de expôr uma série de aguarelas, no bonito Pátio Árabe.  

                    






Uma bela recordação......


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UM CERTO TOQUE ÁRABE
O edificio que alberga a Casa do Alentejo desde 1932 é uma das mais notáveis obras de arquitectura lisboeta do Sec.XVII. Construido sobre um troço de muralha fernandina, o imóvelo foi mandado edificar pelos viscondes de Alverca, familia que o ocupou até 1910, altura em que, por força da implantação da República, teve de abandonar o país.
Sete anos mais tarde, após um periodo em que serviu para albergar uma estãncia de madeiras, o Palácio Alverca foi arrendado a dois empresários que ali criaram um dos primeiros "clubes de recreio e jogo"existentes na capital: o Majestic. O arquitecto Silva Junior, um dos mais conceituados profissionais do rpincipio do século, dirigiu as profundas obras de remodelação, sendo o responsável pela transformação do antigo Páteo das Cocheiras no actual Páteo Árabe, um dos ex-libris da Casa do Alentejo.
Mas as coisas não correram bem aos proprietários do Majestic, que poucos anos mais tarde o encerraram, Surgiu então o Monumental Clube de Lisboa, um dos maiores centros da boémia alfacinha da década de 20, mas que, apesar do sucesso inicial, veio também a encerrar as suas portas em 1930.
Dois anos mais tarde o Palácio Alverca foi arrendado ao então denominado Grémio Alentejano, antiga denominação da Casa do Alentejo, tendo sido adquirido apenas em 1981 por 4 mil contos a Adriano Pais de Amaral Coelho, descendente dos Viscondes de Alverca e seu ultimo proprietário.
Situada na Rua das Portas  de Santo Antão, a meio caminho entre o Rossio e o Coliseu dos Recreios, A sede da Casa do Alentejo é uma das raras obras de estilo árabe existente em Portugal, merecendo especial relevo as suas arcarias suportadas por colunas de mármore de ccor verde, os varandins de estilo bem andaluz, o rendiulhado da decoração das paredes, bem como os azulejos policromados e os lantrenins de tipo oriental. Um toque árabe é sentido igualmente no vestibulo e na escada de acesso ao piso superior, destacando-se as colunas de mármore encimadas por capitéis dóricos, para além de um friso ornamentado por caracteres em lingua árabe com temas do Alcorão.
O andar superior do antigo Palácio Alverca é igualmente digno de registo. Destaca-se a antiga sala de jogos que, em 1918 foi decorada com azulejos de Jorge Colaço e que reproduzem cenas de feiras e romarias. As antigas salas de estar, que entretanto deram lugar às salas de televisão e bilhar, são também decoradas com azulejos do mesmo artista, descrevendo cenas dos "Lusiadas" e de caçadas reais,
Notáveis são também os salões nobres da Casa do Alentejo, um em estilo neo- renascentista e outro em estilo Luis XVI. Nestre destacam-se as telas românticas dos topos e do tecto, com temas mitológicos da autoria do pintor Domingos Costa.
Foi a partir de 1980 que grande parte das instalações da Casa do Alentejo sofreram profundas obras de restrauração e recuperação, nomeadamente  as salas contiguas ao Pátio Arabe. e os gabinetes. Embora ainda haja muito por fazer, o palácio que hoje alberga a Casa do Alentejo é bem um exemplo de trabalho cuidado na preservação do nosso património Cultural.
Vale a pena ir até lá.
(Do suplemento do jornal TAL & QUAL - Edição nº 710 de 28 de Janeiro de 1994)

CANTE ALENTEJANO II


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CANTE ALENTEJANO II
                                 
O nosso cante Alentejano
Ao seu son não se resiste
Sempre teve bom plano
Tão sincero e tão humano
Outro igual não existe
                 (Manuel Martins Nobre)

                                         Cante Alentejano II

As origens do Cante continuam a dividir as opiniões, sendo talvez esta a questão mais polémica relacionada com o Cante.

Querem uns que as suas raízes estejam na fusão das polifonias arcaica e clássica dos secs. XII e XV com influências do chamado "Fabordão" - sistema popular de improvisação. Para outros a influência dominante seria a árabe, sendo o Alentejo a região do país que mais preservou as influência desta cultura.
De influência árabes ou gregorianas, certo é ser o Cante, nas palavras do Padre António Mourão "a perfeita imagem do povo Alentejano, no seu quotidiano, durante séculos, e que se mantém viva, em toda a sua beleza sentimental e nostálgica, que embalou a sua gente, a fez trabalhar, cantar, chora, sofrer, rezar e morrer, numa epopeia bem digna da pena de um povo, ainda que rústico, épico...

Os cantares Alentejanos


O Distrito de Beja manteve sempre as suas tradições populares. Entre elas , os cantes, danças, folguedos e festas religiosas(em especial dedicadas a Nossa Senhora) ou profanas, como o Entrudo, o Maio, os Mastros.

De todas estas tradições populares sempre existiu uma de singular relevo que atingiu todo o Baixo Alentejo e acabou por se identificar com ele, e ser, por assim dizer, o seu retrato, a sua fisionomia mais perfeita e mais completa: o canto popular, o folclore.
Canto singelo, melódico e ao mesmo tempo polifónico, majestoso e dolente, tem uma feição nitidamente reverencial e sagrada.
Nos casamentos ouvia-se a moda Marianita És Baixinha, com os seus descantes para o deitar dos noivos: lindo coral de quintas a descer, como que reflecte a saudade na despedida de solteiros. Se a madrugada batia à porta da choupana do pastor para lhe dar os bons dias, entoava-se a moda Ao Romper da Bela Aurora, a relembrar a namorada naquele “ muito padece quem ama”. Às altas faias sombrias se pedia que transmitissem, em ecos tristes e dolorosos, o amor dos namorados na moda que tem o seu nome. Se a menina, ao subir o camarote, deixava ver a saia bordada, lá estava a moda Foste, Foste Eu Bem Sei Que Foste. Nas mondas do trigo, quando estas eram feitas manualmente e pelo sacho, a moda do Manja(e) rico Folha Recortada esconjurava o frio, amenizando o espirito e dando ritmo ao trabalho. Até o cemitério é cantado, na ingratidão de gastar as caras lindas ali enterradas, no moda Adeus Cemitério Novo. Enfim, toda a vida do Alentejano passava e passa ainda através dos seus cantares.
Este precioso manancial de música popular folclórica está inserido numa deliciosa poesia do mesmo tipo que traduz fielmente toda a gama de ideias, sentimentos e volições do povo Alentejano, representativos de uma cultura e tradições que nos dão a panorâmica da vida deste povo..

QUE SÃO AFINAL ?

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                                      1º CD
QUE SEJA O PRINCÍPIO DE UMA GRANDE CAMINHADA.
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                       TRADIÇÃO
Deixe-se ficar por uns dias no Alentejo e descubra os Grupos Corais tipicamente Alentejano Alentejanos, que cantam a melancolia, o amor, o trabalho no campo.
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CANTE ALENTEJANO I

                                  


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                           AS ORIGENS DO CANTE








                               
                                     Cante Alentejano I

Qual a origem deste solene e reverencial cante Alentejano, monótono e triste, majestoso e imponente ?. O que podemos dizer é que nele sobressaem formas dos antigos modos gregorianos, como o mixolídio, o frígio e o eólio, por exemplo nas modas “ Meu Lírio Roxo, Vamos A Cantar os Reis e Serpa do Alentejo”; que o cante Alentejano é todo em tons maiores: que o soluço eclesiástico, de uso tão frequente na idade média, também se usa em algumas modas Alentejanas, como por exemplo. “ A Ribeira do Sol Posto “; que o trítono, suprimido pela revolução musical schõnbergiana, no Sec. XX existe também em algumas modas alentejanas, como em “ Ao Romper da Bela Aurora “: que o acorde incompleto de tónica e quinto, também em uso no mesmo século, se utiliza nas modas Alentejanas; que há muitas modas que principiam pela subdominante, o quarto grau da escala maior diatónica; que no Sec, XV os frades da Serra da Ossa, após terem frequentado as escolas de polifonia clássica em Évora, fundaram depois em Serpa, além do Convento dos Paulistas, escolas de canto popular, razão porque esta vila é uma das terras em que melhor se cante, e que, tendo a conquista do Alentejo aos Mouros sido feita com soldados do Norte do País, que aqui permaneceram até à sua consolidação, estes, conhecedores já do fabordão, o deviam Ter ensinado aos Alentejanos, razão por que este cante é cantado geralmente só por homens.

Uma coisa é certa: a inegável tendência e as aptidões que tem o povo Alentejano para o cante, especialmente para o cante a duas vozes, como o seu .
Depois do que ficou dito, as modas mais características serão aquelas que nos dão os traços mais salientes da sua estrutura musical e poética. Por exemplo: a moda. “ Meu Lírio Roxo “, porque está construída num modo mixolídio, com estribilho, uma das particularidades mais salientes em toda a musica popular folclórica; a moda “ Pesca-me Uma Margarida “, com o já anteriormente referido soluço eclesiástico, ou pausa para respirar, separando uma ou mais sílabas da mesma palavra: “ Ao Romper da Bela Aurora “, como trítono, a que já fizemos referência, e as modas construídas nos modos frígio, eólio, etc.
Muito está ainda por dizer e esclarecer do ponto de vista musical, acerca dos cantares Alentejanos. Pelo que sabemos das suas origens, temos de concluir que são muito antigos, de influências modais inseridas nos esquemas da música tonal, harmonizada embora de modo simples, caracterizando assim a sua própria identidade e modelo. Serão fabordôes deficientes, isto é, onde falte uma das partes ? Uma polifonia do Sec. XV, suai generis, adaptada ao povo ? Uma transposição do sistema modal para o tonal e da homofonia para a polifonia ?. Segundo a tese de que o povo assimila para depois transformar, qualquer das hipóteses se pode admitir.
O certo é que o cante Alentejano permanece inalterável há mais de um século (pelo menos), e as pequenas diferenças que se encontram na mesma moda são do tipo local, não alteram as suas principais características. Revelam sim, formas de ser e de falar de algumas terras, e mesmo a sua cultura, servindo até, em certos casos, para enriquecer as próprias modas quando essa influencia incide no ponto e no alto. Estes dois elementos da equipa de interpretação do cante Alentejano podem inventar, improvisar, dentro dos limites impostos às próprias regras de interpretação, como por exemplo, não semitonar e não exceder certos intervalos melódicos, e é nessa improvisação que se encontram especialmente as diferenças. Também acontece que à modas construídas sobre outras modas, de cadências semelhantes ou iguais, em especial quando na moda está inserido um modo antigo, como o frígido ou o eólio.
Muito haveria ainda que dizer, do ponto de vista sociológico e antropológico, devido às profundas marcas que eles imprimiram nos Alentejanos. Onde estes se encontram, aí estão as suas inesquecíveis modas, a traduzir o amor e a saudade, a alegria e a dor, que a todos uniam comunitáriamente. A vida rija e dura que o Alentejano sempre levou foi suavizada, embalada pelos seus tristes, dolentes e tradicionais cantares.
Outros CantosPara além do Cante outras formas folclóricas florescem no grande Alentejo. Dentre elas as mais significativas serão sem dúvidas as saias e as cantigas de despique e cante ao baldão.

"Do Castelo do Redondo
Avista-se o Alandroal..."
Implantadas em toda a zona interior do Alto Alentejo, as saias são aos mesmos tempo um canto e uma dança. De caracter mexido, atrevido, por vezes mesmo brejeiro, o jeito alegre e descontraído das saias propiciam um contraste flagrante com a simplicidade austera e melancólica do Cante. Ao contrário deste, exclusivamente polifónica, as saias incluem uma variedade considerável de instrumentos musicais.
As saias tem exercido profunda influencia sobre a generalidade de grupos de música popular, mesmo aqueles da zona do Cante. A confluência das influências destes dois tipos de folclore resultou no aparecimento de grupos "híbridos", anatemizados por alguns mas que alcançaram bastante sucesso a nível nacional. Exemplo ultimo é o Grupo de Cantadores de Portel, cuja versão da moda "O Passarinho" foi um sucesso de vendas em todo o país.

Texto extraído da internete.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

PANOIAS- UM POUCO DE HISTÓRIA DA MINHA TERRA

                    HISTÓRIA DA  MINHA  TERRA                                
    
            
                                                                                                                                




  A aldeia onde nasci fica situada a 22 Km, de Ourique.  Nesta freguesia destacamos ainda em actividade o fabrico do queijo na localidade da Quinta Nova ligado às actividades de pastorícia e ordenha. Nas planícies de Panóias estendem-se lençóis multicolores, nobre bênção da natureza para com a terra, que sofre e chora, quando a charrua impiedosa lhe esventra o mais intimo do seu ser. Vila com uma só freguesia - S. Pedro -239 fog. Com. 597 v. e 442 f. em 1890, e 607 v. e 480 f. em 1900. Concelho de Ourique, com. de Almodôvar, dist e Dioc . de Beja, relação de Lisboa. Pertence à 4ª d . m e ao d. r. r. nº 4 com sede em Faro. 


O SEU BRASÃO CONSISTE,EM CAMPO AZUL, EM DOIS BRAÇOS DE HOMEM CRUZADOS, UM DE MANGA AMARELA E OUTRO DE MANGA DE CARMESIM, AS MÃOS PARA A PARTE SUPERIOR COM OS DEDOS INDICADORES ESTENDIDOS. EM CIMA E AO CENTRO,ENTRE DUAS MÃOS, UMA CABEÇA HUMANA SEMELHANTE A VERÓNICA DE JESUS CRISTO. ASSOCIAÇÕES E COLECTIVIDADES -Clube Desportivo e Cultural de Panoias -Club Columbófilo de Panóias -Grupo Instrumental "Os sons do Campo" A Vila tem a sua festa no mês de Julho de cada ano.


ARTIGO SOBRE A HISTÓRIA DE PANOYAS


-(antigamente escrevia-se com "Y") (AUTOR JOSÉ MARIA FERREIRA - Panoniano) A Rua da Cruz, hoje chamada de 25 de Abril, foi assim chamada antigamente, por ficar junto do Largo da Cruz. Panoyas era na Idade Média a terra que tinha a verdadeira Cruz, trazida por D. Vataca  , de Constantinopla, capital do Império do Oriente do qual o seu avô Teodoro de Vatatzo foi imperador. Panoyas foi na Idade Média, não só a terra da Vera Cruz como também a terra do Espírito Santo, por isso também ela era portadora das relíquias de S. Fabião , que foi eleito Papa por ação divina. Por isso em Panoyas não havia só a Rua da Cruz mas também a rua do Espírito Santo, ambas completavam a profecia de D. Afonso Henriques que naquela terra vermelha, viu brilhar Ourique nos céus, mostrando Jesus Cristo crucificado na Cruz com as cinco chagas. A rua da Igreja ainda hoje ostenta o mesmo nome que outrora, e ficou assim conhecida por nela se situar uma igreja muito antiga, que depois no inicio do Sec. XVI se passou a denominar de Igreja da Misericórdia, com a extinção Santa Casa da Misericórdia de Panoyas em 1850, a Igreja entrou em ruína e hoje só lá se encontra o chão, ao qual dão o nome de Largo da Misericórdia. Portanto a Rua da Igreja, o Largo da Misericórdia, a Rua da Misericórdia, a Rua do Espírito Santo e o Terreiro do Paço,(sim Panoyas também tinha um Terreiro do Paço) hoje simplesmente conhecido por Terreiro, formavam as artérias da parte mais antiga da Vila, também chamada de Baixo. As ruas da Cruz, Largo da Cruz, Rua das Eirinhas , Rua de S. Sebastião, Rua Nova de Garvão e a rua do Barro Danado(Adanado) formavam as artérias da parte mais moderna, também chamada de Cima. Artigo extraído de:www . geneall . net/P/forum . - 2007)


UMA FIGURA TÍPICA DE PANOIAS ( na minha infância)


  Quem da minha geração não se lembra do Figueiredo ? Era estimado por todos e não fazia mal a ninguém. O Figueiredo teve a infelicidade de vir a este mundo com deficientes faculdades mentais. Vivia humildemente. Levava a vida sorrindo alegremente para o seu mundo diferente , e ocupava o seu tempo fazendo "recados". Nós, crianças na altura, era uma alegria as brincadeiras que fazíamos com ele. De sorriso aberto dizia a todos que namorava com "esta" e com "aquela", e normalmente era exímio a fazer as escolhas.....meninas bonitas e ricas faziam sempre parte da sua agenda. Há muitos anos que deixou este mundo, mas o povo de Panóias, como verdadeiros alentejanos, não o abandonaram. Hoje repousa no Cemitério de Panoias numa campa oferecida pela população da vila. Que repouse em paz são os meus desejos Amílcar


Olá Maria Eugénia Há já algum tempo que não matava saudades no meu blogue. Foi com satisfação que vi o seu comentário. Sinceramente do Figueiredo lembro-me muito bem, mas não tenho ideia nenhuma do Belé. Como deve saber, após a instrução primária, fui para Portimão e certamente o Belé já não foi do meu tempo. Lembro-me muito bem da Quinta Nova e do Monte dos Macurados . O nome do seu pai não me é estranho. Dentro de alguns dias tenciono estar em Beja, onde irei visitar as minhas primas Maria Victória e a Elvira. Vou falar em si. Cumprimentos Amilcar



UM PARECER DE QUEM SABE.


No antigo termo de Vila de Panoyas existiram as seguintes igrejas: Igreja Matriz de S. Pedro , Igreja da Misericórdia, Igreja do Espírito Santo, Igreja Nossa Senhora da Piedade, Igreja de S. Romão e Igreja de Santo António. Esta última tem uma particularidade curiosa, foi mandada construir no inicio do Séc. XVII pelo fidalgo Álvaro Pires de Távora, que para tal pediu autorização à ordem de S. Tiago, então sediada no Convento de Palmela. Este fidalgo era filho do Frei Luís Álvares de Távora que mandou construir a Igreja dos Grilos no Porto, onde se encontra sepultado. O seu filho também foi sepultado na Igreja que mandou construir em Panoyas , terra que ele amava muito. Estes Távoras foram os únicos a quem o Marquês de Pombal não mandou picar as armas, porque pertenciam à Ordem de S. João de Jerusalém, ou Hospitalares, mais tarde também conhecida por Priorato ou Ordem de Malta. Eles eram espiritualistas, isto é , o Culto do Espírito Santo, um culto cristão que vinha desde o tempo de D. Afonso Henriques se praticando dentro da Casa Real Portuguesa. E Panoyas era o grande centro de peregrinação a este culto na Idade Média. Panoyas foi mesmo considerada o maior centro religioso do sul do Tejo, para lá, convergiam romeiros vindos daquelas redondezas do Algarve e Alentejo. Panoyas era assim o centro religioso daquela região, que servia de ponto de encontro entre Campaniços e Serrenhos. Diz-se que o pai do fidalgo de Panoyas , foi considerado o primeiro impulsionador do cultivo do vinho do Porto, e por uma lavradora de Canelas se apaixonou do qual nasceu o rebento que foi parar a Panoyas do Alentejo e que por amor aquela terra lá morreu.


(da autoria de José Maria Ferreira- 31-07-09)


O LIVRO DA CÂMARA DE PANÓIAS


....no passado dia 30 de Maio tínhamos postado sobre o Livro da Câmara de Panóias tendo na altura explicado que se tratava de uma cópia, não muito fiel, de 1817, feita e autenticada em Messejana, de um anterior livro, já "deslacerado" Foram os vereadores e o juiz da Vila de Panóias que pediram ao seu escrivão Alexandre Joaquim Gago que passasse o livro anterior a "limpo" Isto mesmo se lê após as já transcritas palavras de abertura:


"Alexandre Joaquim Gago, escrivão da Camara nesta Vila de Panóias e seu termo por provisão de Sua Majestade (D. Miguel) e Rei Nosso Senhor que Deus Guarde, Amen . Certifico que achando-se ilegível o Livro do Lançamento do Novo Regimento dos Verdes(do reinado de D. João V) desta Vila de Panóias, por muito velho determinaram os Oficiais da Câmara, que se copiasse todo o seu conteúdo para o presente Livro, o qual de "verbo ad Verbum" é, pela maneira que se segue, e de que passei a presente, que eu Alexandre Joaquim Gago escrevi e assinei aos 21 de Outubro de 1817.


Alexandre Joaquim Gago


Inicia-se então esta tarefa(copiar o Novo Regimento dos Verdes de D. João V, num cursivo enorme-talvez por dificuldades de visão do Alexandre- 4 a 5 palavras por linha, deitadas(bem ao estilo da época de Napoleão. Recuemos pois até 1738 pelas mãos de Alexandre Gago:


NOVO REGIMENTO DOS VERDES


Domingos Furtado Nobre Escrivão da Câmara nesta Vila de Panóias certifico que antes de mim me foi apresentado pelo Doutor António Martins dos Reis, Ouvidor, Provedor que foi nesta Comarca do Campo de Ourique.


O Dito ministro fez com os lavradores e feitores desta Vila de Panóias de todas as Herdades e Fazendas que há nela, pela Graça e Mercê que sua majestade lhes fez de extinguir os Verdes e Montados, cujo teor é o seguinte:


Fiquemo-nos por aqui. Dois factos se podem realçar deste Novo Regimento:


........................a) O regimento de D. Pedro II estava extinto. Os montados e as pastagens do Campo de Ourique deixavam de pertencer à Coroa. Uma tradição e uma apanágio real com 500 anos de existência caíam por terra de uma assentada. D. João V rompeu com esta tradição e com este esquema legal. Não tinham passado 40 anos sobre o último regimento dos verdes e montados. Os terratenentes alentejanos começavam a sua marcha para a posse quase incondicional das suas propriedades. A partir desta altura, a terra tornou-se paulatinamente menos democrática no Campo.


........................b)O fim dos anterior Regimento dos Verdes foi considerada uma benesse(uma graça) feita aos lavradores e feitores.


Artigo Publicado por Francisco Nunes em 10,2004 04:02 PM (Planície Heroica - Coisas da História do Alentejo e do Campo de Ourique XXVII)


Olá prezado conterrâneo José Maria


Foi com imenso prazer que passei 3 dias no nosso Alentejo. Também fui matar saudades ao Algarve , pelo que o tempo foi muito pouco. para o Alentejo. Dentro do possível ainda arranjei tempo para fazer várias fotos que espelham bem a beleza do nosso baixo Alentejo, embora ainda não seja a melhor altura , mas é sempre belo. A minha prima que tem o livro de Panoias estava ausente, pelo que não conseguir fazer o que queria. Ficará para uma próxima oportunidade.


Espero que tudo vá correndo como deseja e oxalá que continue com entusiasmo a escrever sobre a nossa terra,


Um grande abraço


amilcar

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 FORAL DE PANOIAS
O Foral da Vila de Panoias é um belo livro  sobre  a historia da nossa terra e que merece fazer parte dos livros, que ao longo dos anos vamos comprando. O autor da pesquisa e do prefácio é o nosso conterrâneo José Maria Ferreira que  merece da parte de todos nós um grande abraço de parabéns pelo excelente trabalho que fez.
Da minha parte e com toda a sinceridade um muito obrigado.



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                                        Panóias                                                               
A união de Freguesias de Panoias e Conceição agrega desde 2013 as antigas freguesias de Panoias e Conceição, fruto da reforma administrativa leva a cabo, e conta com uma população de 582 habitantes.
Panoias apresenta-se como uma localidade que se dedica sobretudo ao sector primário, situada no cimo de um monte, com uma vista soberba sobre a paisagem circundante.
Bem perto de Panoias, os visitantes podem apreciar toda a beleza e calma proporcionadas pela Barragem do Monte da Rocha, local privilegiado para a prática de observação de aves,

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

ALENTEJANOS ILUSTRES

                           

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       ALENTEJANOS ILUSTRES

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DONA LEONOR
" Rainha das Misericordias"
Nasceu em Beja a 2/05/1458 e morreu em Lisboa a 17/11/1525
Está sepultada no Mosteiro da Madre de Deus em Xabregas.
Filha de D. Fernando e de D.Beatriz.

Criou as Santas Casas da Misericordia e vários conventos em diversos pontos do País.
Foi casada com D.João II
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JOSÉ JULIO DA COSTA
Nasceu em Garvão.

Na noite de 14 Setembro de 1918,na Estação do Rossio em Lisboa, matou o presidente da República Sidónio Pais, quando este se dirigia para o Porto.
Vingou-se de Sidónio dizendo que ele tinha abandonado à sua sorte o Corpo Expedicionário português que combatia na Flandres (1ª G. Guerra Mundial)
Aos 16 anos ofereceu-se como voluntário ao exército português. Combateu em Timor, Moçambique, Angola , sempre como voluntário
Teve um louvor em 1914. Faleceu em 1946 com 52 anos depois de 28 anos de prisão sem direito a julgamento.
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Obrigado Sr. José Pereira pelo seu comentário.
Tenho colocado  muitas fotos no meu Blog, mas não tenho qualquer foto do Ex Sargento do Exército e militante Republicano José Júlio Costa. O nascido em Garvão e o assassino de Sidónio Pais nem o conheço "fotograficamente".
Se errei no que escrevi é porque a fonte estava errada e sobre a fotografia não há comentário possível.
Cumprimentos.
 
______________________________________________________                               ANTONIO BRITO PAES FALCÃO
                                 O Piloto Aventureiro"

Nasceu em Colos a 15/7/1884- Faleceu a 22/2/1934 vitima de desastre de avião. ez a maior aventura do mundo ligando Portugal a Macau, no seu Berguet. Descolou de V.N.Milfontes Enveredou pela carreira militar.Esteve em Moçambique, Angola, França e na Flandres durante a 1ª Guerra Mundial.
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GONÇALO MENDES DA MAIA
É bejense por mérito proprio.Descendente de um bastardo do Rei Ramiro II de Leão.Era o braço direito de D. Afonso Henriques. Teve a alcunha do Lidador. Morreu aos 95 anos em pleno campo de batalha, junto a Beja , contra o Rei de Tânger.
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INOCÊNCIO CAMACHO RODRIGUES

Nasceu em Moura em 1867 e faleceu a 11/11/1943Foi empossado como o 5º Governador do Banco de PortugalProfessor na Faculdade de Ciências e Deputado à Assembleia Constituinte em 1911.Viu-se envolvido no escandalo do falsificador Alves dos Reis.
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JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO

" O Eclesiastico rebelde"
Nasceu em Beja a 11/11/1761 e morreu na mesma cidade em 2 /10/1831.Foi expulso da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. A sua vida foi sempre marcada pela turbulência e controversia.Escritor rebelde,polemista e panfletário.
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JULIO MARQUES VILHENA

Ministro e Governador do Banco de PortugalNasceu a 28/07/18456 em Ferreira do Alentejo e faleceu a 27/12/1928 com arteriosclerose. A antiga Rua da Liberdade hoje tem o nome de Conselheiro Julio Vilhena.
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HORACIO CARDIM

Nasceu a 5/07/1901Foi o fundador do Jornal Grandolense. Tinha raizes familiares na côrte Britânica.Trabalhou na Função Pública e foi correspondente bancário do BBI.
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AL MUTAMID
Foi poeta e rei, amante e guerreiro.Nasceu em Beja em 1040 em plena ocupação arabe da Peninsula Ibérica.Era filho e sucessor natural do rei Arabe de Sevilha.Aos 12 anos foi nomeado Governardor da cidade de Silves e 17 anos depois subiu ao trono de Sevilha.Morreu em 1095 em Agmat(sul de Marraqueche)
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GASPAR AFONSO

" O missionário navegador"

Nasceu em Serpa e morreu em Coimbra em 1618.
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FREI ANTONIO DAS CHAGAS

Nasceu na Vidigueira em 25/6/1631 e morreu em Varatojo a 20/10/1682O pregador que matou por amor devido à sua vei poética. Ficou conhecido como o "capitão Bonina"Nome completo:- Antonio Fonseca Soares.
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JORGE DE VASCONCELOS NUNES


Nasceu em Grandola em 16/07/1878 e morreu em Lisboa a 15/03/1936O deputado que levou o comboio a Grandola. Cunhado do também deputado Manuel Brito Camacho (de Aljustrel)

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ANDRÉ VAZ

Nasceu em Viana do Alentejo em 1624 e faleceu a 29/05/1699 na Casa S.Roque em Lisboa.

Ingressa a 2/7/1641 na Companhia de Jesus em Lisboa.
Mais tarde irá cursar Retórica e Filosofia em Évora onde se torna lente de Filosofia e onde também regeu Teologia
Exerceu vários cargos de destaque.
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ANDRÉ DE MOURA

Nasceu em 1612 em Viana do Alentejo e faleceu a 19/11/1674 no Colégio Santo Antão em Lisboa.

Entra na Companhia de Jesus em Évora a 13/4/1630
Cursou Retórica, Filosofia e Teologia

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MANUEL RIBEIRO

Nasceu em Albernoa em 1878 e faleceu em 1941
Apesar de "emprestar" o seu nome ao largo que se encontra junto ao Liceu de Beja, onde estudou,são poucos aqueles que conhecem o seu nome.
Foi uma das figuras gradas, embora obscuras, da literatura nacional no inicio do passado século. Entre a sua obra destaca-se " A Planicie Heroica -1927.
Reza a história que optou por uma existância gregária junto da família, com quem viveu na sua modesta casa situada na Rua de Aljustrel em Albernoa.
(elementos tirados do Correio Alentejo de 24/07/09 - nº 169
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JACINTO FREIRE DE ANDRADE

Nasceu em Beja em 1597.
Foi na Universidade de Évora que recebeu as Ordens Sacras para depois se bacharelar em Cânones em Coimbra.
Viveu na corte de Madrid, antes de regressar ao reino Português para ser abade na zona de Torre de Moncorvo e de Mangualde.
Faleceu em Lisboa em 1657.
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CARLOS ZEFERINO PINTO COELHO

Nasceu em Beja a 26/8/1819.
Foi um dos mais proeminentes advogados e cidadãos da Liswboa do Sec. XIX.
Formou-se em Coimbra.
A sua inteligência e argúcia fizeram-no ascender a todos os cargos da magistratura portuguesa.
Morreu ao 73 anos a 25/02/1893.
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AUGUSTO DA FONSECA JUNIOR

Nasceu em Colos no dia 10/2/1895. Tirou o curso de Medicina em Coimbra.
Espirito franco e insubmisso este associado a proezas estudantis que culminaram pela "tomada de Bastilha", o que foi uma afronta à autoridade dos lentes.
Foi director da Associação Académica. Destacou-se como desportista, tendo jugado futebol nas primeiras categorias do Benfica, antes de em 1914 ter ido para Coimbra.
Tomou parte activa na Campanha de Norton de Matos.
Faleceu em Lisboa a 2 de Janeiro de 1972
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AQUILES ESTAÇO

É um dos filhos mais notáveis da Vidigueira.
No dominio da cultura geral e em especial nas Humanidades, foi a figura, que maior projecção internacional alcançou.
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FIALHO DE ALMEIDA

(José Valentim Fialho de Almeida)


O escritor nasceu em Vila de Frades numa modesta casa de taipa situada no antigo Largo da Misericórdia.
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 MANUEL BRITO CAMACHO


Considerado a figura tutelar do republoicanismo no distrito de Beja,nascxeu em Aljustrel e foi médico, jornalista e militar. Fundou o jornal "A Luta", foi deputado e ministro do Fomento de Novembro. Em 1912 fundou o Partido Unionista
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ANTONIO ARESTA BRANCO
Nasceu na Amareleja e depois de se formar em Medicina passou a residir em Beja. Foi o primeiro governador civil do distrito após a implantação da República e chegou em 1911 à Câmara dos Deputados, que ainda presidiu
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EZEQUIEL SOVERAL RODRIGUES

Presidente da Câmara de Beja entre 1971 e 1926 eleito pelo partido democrático(com uma pequena "ppausa" no periodo sidonista), foi o responsável pela inauguração das redes de água, telefone e electricidade na cidade. Foi também Senador.

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ALFREDO LUIS COSTA

Natural de Casével, foi cedo trabalhar para Lisboa. Tornou-se autor de panfletos de propaganda

republicanas e anti-monarquico. Em 1908 perpetuou, juntamente com Manuel Buiça, o assassinato do Rei D.Carlos e do príncipe herdeiro, Luis Filipe.
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S.JOÃO DE DEUS
Que vida irrequieta a deste belo e grande Santo português que, aos 8 anos, desertava da sua modesta casa de Montemor-o-Novo, onde nasceu a 8 de Março de 1495, para servir como humilde pastorinho.
Montemor-o-Novo erigiu um monumento que foi inaugurado em 2 de Setembro 1963

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                    UMA CURIOSIDADE DA                                             REPÚBLICA


Um regicida nascido em Casével e o assassino de Sidónio natural de Garvão.

Quis o destino que no Baixo Alentejo nascessem dois dos homens que mancharam com as mãos de sangue para marcar indelevelmente o rumo da história de Portugal no Séc:XX. O primeiro foi Alfredo Luis Costa, natural de Casével, que na manhã de 1 de Fevereiroi de 1908(tinha apenas 23 anos) sucumbiu no Terreiro do Paço, juntamente com Manuel Buiça, às mãos das tropas reais depois de ter galgado o landau onde viajavam D.Carlos e restante familia e consumado com dois disparos a morte do rei e do seu sucessor, o principe Luis Filipe. Dez anos depois ,ao pincipio da noite de 14 de Dezembro de 1918, foi o jovem José Júlio Costa, de 25 anos,pequeno proprietário rural natural de Garvão, que sentindo-se enganado pelas autoridades depois de ter sido intermediário num levantamento popular ocorrido na zona de Vale de Santiago tomou a mais drástica das decisões e à estrada da estação do Rossio disparou as duas balas que puseram termo à vida do então Presidente da República, Sidónio Pais, e ao "sidonismo".
(Texto de Carlos Pinto-Viva a República- na Revista 30 Dias de Setembro 2010)
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GALOPIM DE CARVALHO
" O pai dos dinossauros)
Geólogo e professor nasceu em Évora em 1931
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HELDER COSTA
Encenador e dramaturgo. Natural de Grândola
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JULIO MARQUES VILHENA

Nasceu a 28 de Julho de 1845 em Ferreira do Alentejo na antiga Rua da Liberdade e morre a 27/12/1928 de arteriosclerose na sua casa em Lisboa.

Desempenhou relevantes cargos politicos nos ultimos anos da Monarquia Constitucional.
Foi Ministro da Marinha e Ultramar em 1881 e da Justiça em 1882.
Entre 1885 e 1907 ocupou o lugar do Governo do Banco de Portugal
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MARIANO FEIO


Nasceu em Beja a 3 Junho de 1914.

Perdeu seus pais bastante cedo e aos 9 anos seu avô materno, médico, torna-seu tutor, e interna-o no Colégio Portugal em Dafundo -Lisboa
Aos 18 anos ingressa no Instituto superior Tecnico de Lisboa e licencia-se em Engenharia Civil em 1936.
Em 1 agosto de 1936 ruma à Alemanha para participar nas XI Olimpiadas, representando Portugal na prova de Tiro com pistola de precisão.,sem resultados dignos de registo.
A instabilidade politica na Europa detremina o seu regresso a Portugal em 1942.
Foi prof. na Universidade Federal de Paraiba(Brasil) e Prof na Universidade de Évora. A sua vida pauta-se por momentos de grande relevo e prestigio.
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PADRE JOSE MENDES ALCOBIA


Natural de Pias-Ferreira do Zezere

Nasceu a 28/11/1914 e morreu em Beja a 2/02/2003
Em 1944 veio para Ferreira do Alentejo onde desenvolveu actividades de grande relevância cultural e no ensino.
Fundou o Externato Nuno Alvares,  o Sporting Club Ferreirense e grupos culturais.
O seu trabalho em prol da cultura Tradicional Portuguesa e do Cante Alentejano, valeram-lhe a medalha de mérito Turistico em 1981.
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VISCONDE DE FERREIRA DO ALENTEJO


O 1º Visconde de Ferreira, José Joaquim Gomes Nobre de Vilhena,nasceu em Ferreira do Alentejo a 3/4/1844 e faleceu  em 24/12/1925.

Nasceu na Rua que a partir de 1940 ficou conhecida pelo seu nome e pelo seu titulo.
Bacharel em Direito pela universidade de Coimbra.
Foi Presidente da Camara Municipal da Vila e Grã Cruz da Ordem de Nª Sª da Conceição de Vila Viçosa.
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CAPITÃO SALGUEIRO MAIA

Fernando Jose Salgueiro Maia nasceu em Castelo de Vide a 1/7/1944 e faleceu em Lisboa a 4 Abril 1992

 Foi um dos distintos capitães do 25 Abril.
Licenciado em Ciencias Politicas e Sociais,
Recusou ser membro de:
Conselho de Revolução
Adido Militar numa Embaixada à sua escolha
Governardor Civil do Distrito de Santarem
e   Pertencer à Casa Militar da Presidência da Republica

Foi promovido a Major em 1981 e posteriormente a Tenente Coronel.






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