CAPOTE,PELICO E SAFÕES
Tal como na arquitectura, o alentejano conserva no seu trajar, como nenhum outro povo português, personalidade e tradições cheias de sabedoria. Referem-aqui unicamente três das mais tipicas peças da indumentária rural masculina do Alentejo, funcionais elementos da beleza que o homem acrescenta à paisagem grandiosa. Os àsperos dias de inverno fazem sair à rua o protector capote. De talha quase direita, o capote Alentejano é uma peça de abrigo notavelmente funcional e prática :-os braços mantêm plena liberdade de movimentos, o corpo nunca se sente apertado, o frio não entra... Vasto e de certo peso, vai quase roçar o chão cobrindo assim todo o corpo. Leva subrepostas até à cinta uma ou duas romeiras e as ombreiras - talvez herança seiscentista ou ainda anterior-acrescentam o resguardo.. A Gola em pela de raposa ou outra igualmente fina, usa-se com frequência levantada, magnifico aconchego da nuca e do pescoço,.Tradicionalmente fabricado de burel branco e também em negro para ocasiões solenes e cerimoniosas, a sua funcionalidade como a linha elegante têm-lhe grangeado larga expansão pelo pais e além fronteiras.,exportado especialmente para Espanha.. Ao capote de
trabalho chamam aguadeiro. Igualmente para defesa dos frios, os pastoris pelico e safões. São confeccionados em pele de borrego, confortáveis e de fácil obtenção. O Pelico
É uma especie de casaca de abas largas e compridas, sem mangas, com ombros salientes protegendo os deltoides.
Os safões
Aoque parece palavra derivada do antigo hebraico çahon, indicação talvez da sua muita idade -são calças a sobrepor às de pano que se usam ajustadas. Nos meses de calor substituem-se os safões de pele por outros de lona branca. Pelico e safões costumam ser debruados da saragoça, pregados de bgotões metálicos e apertados com tiras de cabedal.


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